Adaptação às alterações climáticas

No âmbito da "adaptação" às alterações climáticas, foram já desencadeadas algumas, das quais podemos destacar:
- Adaptação do sistema público de abastecimento, através da introdução de meios gravíticos (Projecto "Porto Gravítico") que, para além de uma redução dos consumos, conduz a uma menor dependência energético, fundamental em contextos extremos de colapso.



- Adaptação do sistema público de saneamento, através da extensão da a rede separativa entre águas pluviais e residuais a toda a Cidade, evitando deste modo refluxo e contaminação em eventos extremos;

- Renaturalização de linhas de água com recuperação de margens e ecossistemas ribeirinhos, que o Município tem vindo a levar a cabo através da empresa Águas do Porto, cuja permeabilização crescente do território intervencionado proporciona a realização plena do ciclo da água urbano e consequentemente um melhor controlo de cheias ;
      


- Implementação de planos setoriais e procedimentos de alerta à população para fazer face a situações de tempestades/galgamento costeiro, mau tempo, ondas de frio e calor, por parte serviços municipais de Proteção Civil; 

      


- Desenvolvimento de ações de Educação Ambiental na área das alterações climáticas (Palestras, Concursos de construção e corrida de carrinhos solares "À velocidade do Sol");




- Combate às "ilhas de calor" através da maximização das áreas de sombra e lagos/espelhos de água resultantes da expansão de parques urbanos e jardins públicos;



Todas estas medidas, apesar de consequentes, não estão agregadas num documento estratégico e com um calendário de execução integrado. Nestas circunstâncias, o Município do Porto encontra-se a preparar uma estratégia local de adaptação às alterações climáticas, que visa no fundo a elaboração de um diagnóstico à escala municipal das principais vulnerabilidades (no que toca a eventos extremos em cenário de alterações climáticas), com desenvolvimento de subsequente plano de medidas que permitam organizar e preparar a "Cidade" para absorver as perturbações climáticas e retroagir de forma programática para reduzir a exposição dos seus cidadãos e atividades aos efeitos destas.

O desenvolvimento desta estratégia, que se perspetiva ver concluída em Abril de 2016, está integrado no projeto ClimAdaPT (saber mais em climadapt-local.pt), lançado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito do programa ADAPT e apoiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu 2009-2014 (MFEEE 2009-2014). 

O consórcio deste projeto é composto pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, a Megaloci - Plataforma Empresarial e Território; o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa,  a Universidade de Aveiro, o Instituto de Ciências, Tecnologias e Agroambiente da Universidade do Porto;  e a cCHANGE AS) .