Apólice do Real Erário - 2400 Reis, de 1797 - Um Objeto e Seus Discursos por Semana
14-03-2019
Conversa semanal

Na sequência da Campanha do Rossilhão (1793-1795), as já muito debilitadas finanças públicas chegam a um estado crítico, abeirando-se o país da bancarrota. Atendendo às dificuldades financeiras, com risco de incumprimento dos compromissos do Estado, é decretado a 29 de outubro de 1796 um Empréstimo Público, no valor total de 10 milhões de cruzados. Por Alvará de 13 de março de 1797, o valor desse "1.º Empréstimo" é alargado para 13 milhões de cruzados. Em Alvará Régio de 13 de julho de 1797, é autorizada a emissão das designadas "Apólices Pequenas" pelo Real Erário, no valor de três milhões de cruzados, como parte do Empréstimo Público decretado já em 1796. É nesta conjuntura que se insere o objeto desta sessão, a única apólice conhecida de 2400 Reis, de 1797. A propósito deste documento extraordinário, Sónia Santos e Alberto Correia de Almeida debatem sobre as razões da sua raridade e o seu contexto no âmbito das diversas variantes de apólices, vulgarmente referidas como sendo a primeira forma de papel-moeda em Portugal, em sessão moderada por Maria Amélia Cupertino de Miranda.


Mod: Maria Amélia Cupertino de Miranda

Alberto Correia de Almeida / Sónia Santos


26 outubro

Museu do Papel Moeda

Lotação: 210


Participação gratuita mas limitada à lotação indicada para cada sessão. Garanta o seu lugar, levantando semanalmente bilhete (máximo dois por pessoa) em www.bilheteiraonline.pt ou nos locais habituais.

Todas as sessões têm início às 18h00.

Mais informações: patrimoniocultural@cm-porto.pt | (+351) 223 393 480