Placa de homenagem a José Mário Branco - Um Objeto e seus discursos por semana
14-03-2018
Conversa semanal
Cantor e compositor, letrista e produtor, cuja carreira completa agora 50 anos, foi uma das vozes da nossa liberdade conquistada, e mesmo censurada nunca deixou de escrever poesia e música quando foi urgente que soasse. E tem-no sido até hoje, porque a atualidade e pertinência das causas e dos valores que tem cantado não deixou de se verificar. José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942) é a figura homenageada desta Feira do Livro do Porto sucedendo, justamente, a Agustina Bessa-Luís, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio e Sophia na Avenida das Tílias mais literária do país. Cursou economia e história, depois de ter abandonado o estudo do violino, chamou ao seu primeiro LP um verso de Camões ("Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", 1971), foi perseguido pela PIDE e exilado político, interveio nos palcos da música, do teatro, da televisão e do cinema, desde cedo fez produção (fez arranjos em discos de Sérgio Godinho e José Afonso; os passos que ouvimos no início de "Grândola, Vila Morena" foram por ele gravados em Paris) e já maduro voltou à universidade para estudar linguística. Porque, como diz este cantautor da inquietação, "A revolução é concretíssima se começarmos por fazê-la dentro de cada um de nós".

convidados:
José Mário Branco
Anabela Mota Ribeiro

08 setembro | 18h00
Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Lotação: 90 lugares

Cada sessão tem o preço de 2,00 euros.
Garanta o seu lugar adquirindo bilhete, disponibilizado no primeiro dia útil do mês a que diz respeito, em www.bilheteiraonline.pt ou nos locais habituais.