Processo de Camilo Castelo Branco - Um Objeto e Seus Discursos por Semana
14-03-2019
Conversa semanal

"Resposta do júri aos quesitos: O crime de que o réu Camilo Castelo Branco é acusado no Libelo do Ministério Público e da parte acusadora, de ter cometido adultério com a co-ré D. Ana Augusta Plácido, casada com Manuel Pinheiro Alves, está ou não provado? Não está provado, por maioria. A circunstância atenuante do seu bom comportamento anterior, está ou não provado? Está provado por maioria. Sentença: Em vista da decisão do júri, julgo não provado o crime de adultério de que era acusado Camilo Castelo Branco o absolvo da culpa, dando-se baixa nele, e passando o seu mandado de soltura, e pague o A. as custas do processo. Porto, 16 de outubro de 1861". Assim termina o atribulado processo judicial por "cópula com mulher casada", um dos mais conhecidos - mas talvez mal conhecidos - episódios da vida de Camilo Castelo Branco (1825-1890), romancista maior, mas também poeta, cronista, crítico, dramaturgo e tradutor. Os termos processuais que o levaram à Cadeia da Relação (onde esteve preso um ano e 16 dias e Ana Plácido um pouco mais) são o tema do debate entre o escritor Carlos Querido e um historiador de arte familiar de Camilo, Manuel Morais Sarmento Pizarro, na semana em que se assinalam 158 anos desta absolvição, no Museu Judiciário que tem no seu espólio este processo.


Mod: Nuno Ataíde das Neves

Manuel Morais Sarmento Pizarro / Carlos Querido


12 outubro

Museu Judiciário do Tribunal da Relação

Lotação: 100


Participação gratuita mas limitada à lotação indicada para cada sessão. Garanta o seu lugar, levantando semanalmente bilhete (máximo dois por pessoa) em www.bilheteiraonline.pt ou nos locais habituais.

Todas as sessões têm início às 18h00.

Mais informações: patrimoniocultural@cm-porto.pt | (+351) 223 393 480