Sessões públicas do curso "Love and Garbage"
O curso de reflexão em arte contemporânea "Love and Garbage", terceiro e último de 2019, tem início na próxima quinta-feira e apresenta duas sessões públicas e uma performance.

No primeiro dia do curso, 5 de dezembro, Thomas Thwaites - designer cujo trabalho analisa a forma como a tecnologia, a ciência e a economia interagem com tendências, ficções e crenças para moldar o nosso presente e futuros possíveis - conduzirá a sessão "Sludge and Rocks" com Frances Edgerley, do coletivo Assemble, a partir das 19 horas, no Passos Manuel.

No dia seguinte, à mesma hora e no mesmo local, será apresentada a sessão "On Drawing and Doing" com Richard Wentworth e Madelon Vriesendorp.

Richard Wentworth tem, desde o final dos anos 70, um papel de destaque na chamada "nova escultura britânica" com um trabalho que gira em torno de objetos e do seu uso enquanto parte do dia a dia, tendo alterado tanto a definição tradicional de escultura como a de fotografia.

Já Madelon Vriesendorp, artista holandesa nascida em 1945, cofundou o OMA - Office for Metropolitan Architecture nos anos 70 com Rem Koolhaas, Elia e Zoe Zenghelis. As suas pinturas dessa época foram usadas como capa de livros e revistas, nomeadamente no famoso "Delirious New York" de Rem Koolhaas, de 1978, e teve obras expostas em diversas intituições internacionais, como o Guggenheim de Nova Iorque, as galerias Max Protetch ou o Centre Pompidou em Paris.

A última atividade aberta ao público decorrerá no sábado, a partir das 21,30 horas. O professor, músico e artista sonoro Andrés Saenz de Sicilia apresentará uma performance sonora com Jasmine Pajdak - que trabalha tatilmente matérias-primas procurando abordar questões de intersubjetividade - Olmo Hidalgo, ator e investigador de teatro, e o arquiteto e urbanista Rainer Hehl.

As duas sessões públicas e a performance têm entrada livre, mas sujeita à lotação da sala, e serão apresentadas em inglês.

"Love and Garbage" tem a tutoria do coletivo multidisciplinar londrino Assemble e pretende pensar e discutir coletivamente como o trabalho em cooperação oferece uma alternativa aos processos da arquitetura contemporânea. Ao longo de quatro dias, utilizará o trabalho em conjunto como um espaço para lançar a discussão de ideias e preocupações partilhadas, que têm atravessado as correntes da prática do coletivo Assemble ao longo dos últimos 10 anos.

Todas as informações referentes aos cursos de reflexão em arte contemporânea dos Colectivos Pláka estão disponíveis em www.plaka.porto.pt.