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FUN Porto
O que é o projeto FUN Porto (Florestas Urbanas Nativas do Porto )

O projeto FUN Porto promove o conhecimento sobre e a expansão das florestas urbanas no Porto. Porque as árvores fazem bem ao território, às pessoas e à economia da cidade.
Cada árvore plantada na cidade é um pequeno contributo para a melhoria da qualidade do ar, a redução da temperatura na cidade em picos de calor, o sequestro de carbono, a regulação da água, a conservação do solo, a promoção da biodiversidade. Ao mesmo tempo, cada árvore aumenta a capacidade de memorização, atenção e concentração e reduz os níveis de stresse dos citadinos.

Os objetivos principais do projeto são:

- Plantar no Porto 10.000 árvores em jardins e quintais privados até 2020 - "Se tem um jardim temos uma árvore para si"
- Plantar no Porto 10.000 árvores e arbustos nos nós das vias de circulação principal até 2021 - "Rede de Biospots"
- Criar o primeiro bosque urbano nativo prestador de serviços de ecossistemas (e espaço de estudo) - "Porto BioLAB"
- Produzir anualmente 15.000 árvores e arbustos nativos para a cidade e para projetos de restauro ecológico na região da AMP (para reflorestação de áreas ardidas e degradadas) - "Viveiro de árvores e arbustos autóctones do FUTURO" ( Viveiro Municipal)
- Dar a conhecer o património natural e cultural do Município - "Rota das Árvores do Porto"

Este projeto é promovido pelo Município do Porto e conta com a assessoria especializada do Grupo de Estudos Ambientais do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Está enquadrado e contribui para o FUTURO - projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, uma iniciativa do Centro Regional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto.

Porque é que o Município do Porto está a desenvolver o projeto Florestas Urbanas Nativas do Porto?

Nos últimos anos o território das áreas urbanas e periurbanas europeias tem sido alterado pela intensificação, fragmentação e alterações do uso do solo. Consequentemente, a coerência espacial e funcional dos ecossistemas e paisagens tem vindo a reduzir-se. Com ela reduzem-se igualmente o espectro de serviços dos ecossistemas prestados e a resiliência do território, bem como a saúde humana e o bem-estar das populações.
A criação de infraestruturas verdes tem vindo a ser estimulada pela Comissão Europeia como uma oportunidade para obter benefícios ecológicos, económicos e sociais através de soluções naturais. Uma infraestrutura verde é uma rede de zonas naturais e seminaturais, concebida e gerida para prestar uma ampla gama de serviços dos ecossistemas. As árvores, os parques e jardins, os bosques e florestas - no seu conjunto designadas de florestas urbanas - são um dos elementos chave destas infraestruturas verdes.

A relevância ecológica, económica e social das florestas urbanas tem sido amplamente estudada. Sabe-se que providenciam múltiplos serviços ecológicos:

- a melhoria da qualidade do ar (Novak and Heisler 2010; Tiwary et al 2009; McDonald et al 2007);
- a moderação do clima a nível local, nomeadamente a redução do efeito de ilha de calor (Oliveira et al 2011; Kleerekoper et al 2012);
- a adaptação às alterações climáticas (Gill et al. 2007; Norton et al., 2015);
- o sequestro de carbono (Strohbach et al 2012; Rodríguez-Loinaz et al 2013; Caldecott et al 2015);
- a regulação da água bem como a conservação do solo (Armson et al. 2013; EEA 2015);
- são suporte de biodiversidade (Alexis and Alvey 2006, Beatley and Newman 2013; Isbell et al. 2015).

Além disso, têm um importante papel económico ao prestar tais serviços (Balmford et al. 2002; Vandermeulen et al. 2011; Nowak and Dwyer 2007) bem como ao aumentar a atratividade das cidades, quer para residentes, quer para turistas (Power 2005; Nowak and Dwyer 2007; Tyrväinen et al 2005).

Um outro serviço de inestimável valor prestado pelas florestas urbanas prende-se com o aumento do bem-estar. A capacidade de memorização, atenção e concentração (Berman 2008; Bratman 2012), o equilíbrio do sono (Astell-Burt 2013) e a sensação de bem-estar geral (Tsunetsugu et al 2013; Haluza 2014; Kaplan and Kaplan 1986) aumenta na presença de espaços verdes e de forma linear com a biodiversidade presente (Fuller et al 2007). Os níveis de stress são, pelo contrário, mais baixos em ambientes com árvores (Tyrväinen et al 2005).

De facto, estar no meio de árvores (seja literalmente "mergulhado" nesse ambiente, seja apenas com vistas), além de aumentar a avaliação subjetiva individual de bem-estar, reduz os indicadores fisiológicos de stress, tais como a pressão arterial, o ritmo cardíaco, a tensão muscular. Em geral, a atividade do sistema nervoso simpático (que gere a resposta ao stress) reduz-se e a do sistema nervoso parassimpático (que gere a resposta à calma) eleva-se.