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Mercado do Bom Sucesso vai ser requalificado |
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| O Mercado do Bom Sucesso vai ser fisicamente reabilitado no seu interior e ajustado aos novos padrões e hábitos de consumo. O processo inscreve-se na estratégia que tem vindo a ser seguida pela Câmara em relação a diversos equipamentos da cidade, que têm estado desaproveitados ou subaproveitados (como é o caso), através da constituição de parcerias público-privadas, como hoje Rui Rio fez questão de voltar a deixar bem claro, durante a apresentação da projecto vencedor do concurso público lançado no ano passado e cuja proposta irá ser discutida na próxima reunião do Executivo. |
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O investimento de requalificação e revitalização do Mercado ronda os 10 milhões de euros e o prazo de concessão à empresa Eusébios e Filhos, S.A, é de 50 anos. Os trabalhos têm o seu início previsto para o segundo trimestre de 2010 e efectuar-se-ão ao longo de 27 meses.
Reinventar o espaço mantendo a sua história
De acordo com o Presidente da CMP, que se encontrava acompanhado pelo Vereador das Actividades Económicas, Manuel Sampaio Pimentel, e por um representante da empresa concessionária, o novo equipamento manterá uma zona dedicada ao comércio tradicional e ainda diversas áreas destinadas a escritórios e serviços, além de "um hotel "low cost design", sem que isto signifique - acentuou - a sua transformação num centro comercial.
A preservação do património arquitectónico do edifício, que constitui um ícone da arquitectura modernista dos anos 50 e que se encontra em vias de classificação pelo IGESPAR, assumiu-se como uma das principais preocupações dos responsáveis autárquicos, assim como o respeito pelos interesses dos comerciantes locais, com os quais a Câmara sempre manteve um diálogo constante e construtivo, como foi devidamente enfatizado por Sampaio Pimentel.
Neste sentido, em relação à proposta inicial foi possível quase triplicar a compensação financeira que a empresa concessionária se propõe entregar aos comerciantes, que pretendam negociar a sua saída do mercado.
Quanto à proposta de modelo de exploração comercial do "novo" Bom Sucesso, o Vereador não hesitou em classificá-la de "radical e extraordinariamente criativa, que reinventa o espaço, mantendo a sua história".
A intenção de não só manter o mercado tradicional, como até de privilegiá-lo, está patente no facto de se ter obrigatoriamente de por ali passar para se aceder às zonas de escritórios/serviços e do próprio hotel.
Um projecto "inovador e funcional"
Na óptica de José Moura, representante da empresa concessionária, trata-se de um projecto inovador e algo arriscado, que define um conceito contemporizador com a tradição, a modernidade e a funcionalidade, numa lógica de "complementaridade de utilização de funções, que não se cinge à actividade comercial ou ao mercado tradicional".
Pretendeu-se, assim, de acordo com o mesmo responsável, criar um espaço que pudesse acolher um hotel funcional "low cost", adequado aos tempos actuais, mas que não beliscasse a estrutura e a fachada de um imóvel de valor patrimonial inquestionável para a cidade.
No topo oposto, está previsto um outro edifício destinado a albergar escritórios e serviços e que pode conferir uma maior funcionalidade a todo aquele espaço, num horário alargado e diversificado.
No grande "hall" do mercado - a sua área mais nobre - as actuais entradas serão mantidas, embora devidamente requalificadas e modernizadas. Nessa placa central, terão lugar as lojas comerciais e 44 bancadas, que poderão ser utilizadas para a comercialização de produtos do mercado tradicional.
"É este conjunto de funções e valências diversificadas que, em nossa opinião, pode valorizar o projecto, uma vez que são complementares, conferindo uma utilidade e uma funcionalidade que o edifício actualmente não tem", referiu.
Além da criação de duas áreas de estacionamento, o "novo" mercado terá as suas fachadas reabilitadas, de forma a criar condições para um aumento considerável de luminosidade no seu interior.
Vídeo com extractos das declarações do Presidente da CMP
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| 2009/07/01, 0 comentários |
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