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Director da RTP perde noção do ridículo em audição parlamentar
O actual Director de Informação da RTP, José Alberto de Carvalho, esteve esta quarta-feira na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República, para responder aos deputados sobre os critérios jornalísticos utilizados pelo operador público de televisão na cobertura de iniciativas promovidas pela oposição.
Na circunstância, interpelado sobre uma queixa apresentada à ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social pelo vice-presidente da CMP, Álvaro Castello-Branco, em que se denuncia a censura que a RTP faz à cobertura da informação municipal - por ausência sistemática - o director da RTP não só não respondeu concretamente aos deputados como ultrapassou os limites "consuetudinários" do ridículo.

Mesmo que os deputados daquela comissão parlamentar - em ambiente de pré-férias - possam deixar passar este menor respeito pelo Parlamento por parte do Director da RTP, a CMP sente-se na obrigação de esclarecer os cidadãos com a objectividade que os factos justificam.



Ainda e sempre a "ditadura" dos critérios jornalísticos

 Ao contrário do que foi dito na ininteligível intervenção do actual Director da RTP na AR, não está em causa o direito à opinião livre de quem quer que seja, nem a separação entre opinião e informação. Muito menos está em causa qualquer questão de relacionamento pessoal. O que verdadeiramente se questiona é o critério jornalístico utilizado pela RTP para fundamentar a ausência quase sistemática do operador público de televisão na cobertura de actos de iniciativa municipal, de relevante interesse informativo para os cidadãos do Porto, e que a RTP ignora, apesar de sempre convidada.

José Alberto de Carvalho leu o último artigo de opinião do Director da RTP-Porto, Luís Costa, pretendendo dessa forma dizer - o que não pode deixar de ser considerado ridículo - que o senhor é isento, apesar das  dezenas de crónicas que escreveu contra o Presidente da CMP.



Os ignorados convites à RTP...

 É falso que a CMP dificulte o acesso da RTP a qualquer acto público relevante. O actual director da RTP enganou os deputados ao apresentar-lhes dois exemplos deturpados e sem rigor e objectividade. De facto, quanto ao negado acesso da RTP ao barco utilizado pela CMP na noite de S. João, é indispensável referir que nem a SIC nem a TVI foram convidados para o efeito, como nenhum outro jornal nacional. Ainda assim, foi informada a RTP da hora em que o Presidente da CMP embarcaria, possibilitando ali qualquer recolha de declaração em que a RTP tivesse interesse. Mas nenhuma câmara ou jornalista da estação foi vista no cais de embarque - aliás curioso critério que dá tanto relevo jornalístico a um pormenor das festas de S.João, quando ignorou projectos estruturantes para a vida da segunda cidade do país.

Pior ainda, ao contrário do que espantosamente insinuou J.A. Carvalho, que a CMP não convidaria propositadamente a RTP, a Câmara do Porto informa e mostra,   através dos press releases enviados, que a estação pública foi sempre convidada para os mesmos acontecimentos que os demais órgãos de comunicação.



Repescar o Palácio de Cristal segundo os critérios da RTP

Relativamente ao segundo exemplo citado, a divulgação do plano de reabilitação do  Palácio de Cristal, a RTP, - que mais uma vez primou pela ausência na sessão pública de apresentação do projecto - decidiu, após a queixa à ERC, repescar o assunto no jornal das regiões "Portugal em Directo". Para tanto comunicou a sua iniciativa ao Município, remetida para um espaço noticioso sem audiência e sem qualquer impacto mediático, desvalorizando assim a recuperação deste importante equipamento da cidade.

Só depois da queixa à ERC

Por último, é importante dizer que, curiosamente mas não inocente, a disponibilidade da RTP para divulgar, de forma desgarrada e em espaços menores, estes dois casos agora referidos só surge depois de ter dado entrada na ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social  a queixa apresentada contra a Televisão Pública pelo vice-presidente da CMP, e já depois de José Alberto de Carvalho ter dela conhecimento oficial. Esclarecedor para bom entendedor...
2009/07/10, 2 comentários
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Comentários
mais do mesmo!
( alex71, 2009/07/10 às 15:30)
Continuamos a querer que um canal de Lisboa, passe noticias do Porto!! Portugal está divido em duas partes, lisboa e o resto... Não entrem em ilusões de que com queixas isto vai melhorar, porque não vai.

      Gostaria apenas de deixar o meu ponto de vista quanto a isto:

1º pertenço a uma região bem mais importante que lisboa e o resto...

2º gostava que esta região se afirma-se de forma autónoma, sem precisar sequer de ter estes canais nas nossas casas (RTP, SIC e TVI)

3º temos habitantes suficientes para termos vários canais de TV.

4º temos gente capaz de abrir esses canais.

5º temos tudo para sermos independente de lisboa e do resto.

      A pergunta agora é: quando é que vamos deixar de ser lisboa-o-dependentes.
      Façam a regionalização, criem canais de tv, tornem o nosso aeroporto autónomo, etc etc... enfim... abram os olhos.

    Agora... não chateiem os lisboetas, porque eles não querem saber de nós, e muito sinceramente, não precisamos deles para nada.
Indecoroso e Imoral
( prevue, 2009/07/13 às 12:37)
De há muitos anos que o tratamento da RTP em relação à nossa Leal e Invicta Cidade do Porto se reveste de uma total falta de ética, moralidade e um sem rol de indecorosos tratamentos.
Infelizmente somos um povo de brandos costumes, como se trata de um hábito antigo as unicas manifestações de desagrado reservámos-las para a tertulia no café com os nossos amigos e pronto, amanhã é outro dia e assim nos vamos contentando.
É tempo de dizer Basta! A Camara Municipal do Porto tem toda a razão e direito em se mostrar indignada com o tratamento a que é votada. Força com o protesto! Só não sente quem não é filho de boa gente!
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