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Economia e Negócios
Pavilhão Rosa Mota vai ser profundamente requalificado
O Pavilhão Rosa Mota vai ser alvo de uma importante intervenção de requalificação por iniciativa da Câmara Municipal do Porto. O objectivo é transformar esta estrutura singular e emblemática da cidade e até do país num equipamento moderno e polivalente, capaz de acolher eventos culturais, empresariais e desportivos de grande escala.
O investimento é da ordem dos 17 milhões de euros e o projecto está a cargo de José Carlos Loureiro, o mesmo arquitecto que há 50 anos concebeu o projecto original.


Com base no estudo encomendado à Parque Expo, a autarquia decidiu, portanto, levar a cabo uma proposta de beneficiação, adaptação e valorização do Rosa Mota/Palácio de Cristal ao nível de optimização de fluxos de público, melhoria da qualidade dos lugares sentados, valorização espacial do equipamento - com a criação de locais de restauração - aumento de áreas de circulação e melhoria de infra-estruturas.

O trabalho a desenvolver, que se estima poder arrancar no início de 2008, após cumpridas todas as formalidades processuais, compreende, entre outras, intervenções ao nível estrutural e de cobertura, modernização das valências técnicas tidas como relevantes e descida da cota da arena.
Esta alteração permitirá melhorar substancialmente a qualidade de visionamento, do conforto e das condições de segurança, permitindo ainda um ligeiro acréscimo de lotação, que passará para 5.300 lugares sentados, num total de cerca de 6.000 espectadores.

Proceder-se-á, por outro lado, à substituição completa das bancadas existentes, o que permitirá dotar o Pavilhão com níveis de funcionalidade consideravelmente superiores.

Ainda sobre esta matéria, refira-se que as novas bancadas serão retrácteis, criando assim condições para o consequente aumento de capacidade e qualidade de visibilidade que uma plateia que se encontra ao mesmo nível não tem. Além disso, sendo retrácteis, as bancadas permitirão diferentes configurações de sala, o que aumentará consideravelmente a sua polivalência.

A instalação de sistemas de ar condicionado, elevadores, comunicações, obscurecimento, bem como a modernização de bares e instalações sanitárias, fazem parte do vasto conjunto de intervenções pensadas para a total renovação daquela infra-estrutura.

O renovado Rosa Mota terá, igualmente, uma função de serviço público importante, indo ao encontro dos anseios da população enquanto entidade educativa, de incentivo e de mobilização cultural e desportiva, conforme foi salientado pelo Presidente da Parque Expo e Pavilhão Atlântico, Rolando Borges Martins, e sublinhado pelo arquitecto José Carlos Loureiro.

Estima-se que a média de ocupação do novo espaço possa rondar os 140 dias por ano, a que corresponderá um número estimado de visitantes entre os 145 mil e os 250 mil.

Financiamento
e modelo de gestão
em estudo


De acordo com Rui Rio e Gonçalo Gonçalves, Vereador do Pelouro da Cultura, Turismo e Lazer, parte do financiamento será obtido através dos fundos comunitários (QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional), sendo o remanescente coberto pelas receitas provenientes do acolhimento de eventos de grande escala, numa perspectiva de «um verdadeiro “project finance” », conforme foi referido pelo Presidente da CMP.

Quanto ao futuro modelo de gestão do novo equipamento, que terá de ser altamente profissionalizada, a ideia é criar uma parceira pública/pública ou público/privada, com a constituição de uma sociedade destinada a esse fim.
Tal modelo, que terá agora de ser apreciado e discutido em sede de Executivo, será comparticipado pelo universo camarário, através da Empresa Municipal PortoLazer.
2007/05/23, 1 comentário
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Comentários
Pavilhão Rosa Mota e metro
( parr, 2007/05/24 às 18:14)
Mais do que comentar gostaria de fazer uma sugestão (nem sei se tecnicamente será possível...) que seria a do prolongamento da futura (e inevitável) linha do metro da Boavista até ao Pavilhão (ie. Rosa Mota - Casa da Música- Parque da Cidade - Matosinhos). Com este prolongamento toda aquela zona beneficiaria (H Sto António inclusive). Assim o futuro publico e cidadãos em geral teriam acesso a um meio de transporte eficaz e cómodo, não sujeito ao congestionamento verificado naquela zona. Teria custos muito acrescidos? Tecnicamente possível? Julgo que seria possível faze-lo completamente à superfície (arranjando alternativas para parte do transito automóvel). Bom aqui fica a sugestão... o Porto merece!
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