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JN endurece oposição: Director Adjunto manifesta-se contra a Câmara
O Jornal de Notícias voltou, nas últimas semanas, a dar maior visibilidade à sua oposição à Câmara do Porto, tendo, inclusive, o seu Director Adjunto, David Pontes, participado activamente na manifestação contra Rui Rio à porta do Rivoli na passada 5ª feira.
Numa atitude, até à data, inédita e empunhando um R na mão, o dirigente do JN assumiu, na Praça D.João I a frontal oposição política à Câmara do Porto e ao seu Presidente.

Em coerência com esta estratégia, na edição do dia seguinte, 15 de Junho, o JN dedicou a manchete do jornal à manifestação promovida pelo grupo dos chamados “ocupas” à porta do Rivoli, marcada exactamente para a mesma hora em que o teatro se enchia para a estreia da peça encenada por Filipe La Féria, “Jesus Cristo Superstar”.

Sob o título “Silêncio na estreia de La Féria”, ilustrado com uma grande foto da manifestação, o matutino  destaca ainda na sua primeira página justamente o contrário de silêncio, anunciando que “manifestação sem alarido contra cedência do Teatro Municipal Rivoli acaba com vaias e assobios a Rui Rio”.

Critérios diferentes para “vaias e assobios”

Curiosamente, em matéria de vaias e assobios, o JN aplicou, em coerência com a sua linha político-editorial, critérios diferentes consoante os destinatários desses mesmos assobios.

Enquanto que neste caso deu elevado destaque ao facto do Presidente da Câmara do Porto ter sido assobiado por causa da estreia de uma peça de teatro, ainda há poucos dias, aquando das comemorações do 10 de Junho,  o jornal decidiu esconder dos seus leitores as vaias de que foi alvo o Primeiro-Ministro, José Sócrates. O JN foi mesmo o único órgão de comunicação social a praticamente omitir o sucedido, sendo que nessa manifestação em Setúbal não terá participado nenhum dirigente do jornal, ao contrário da manif contra a Câmara do Porto.

No interior da edição de 15 de Junho, em mais uma peça critica da jornalista Helena Teixeira da Silva, o  JN insiste com mais um título “Rui Rio assobiado na estreia de Jesus Cristo Superstar”, numa notícia de página inteira, em que mais uma outra foto apresenta o grupo de manifestantes de R na mão.

Ao longo da peça, a jornalista vai seleccionando a informação, tentando criar a ideia de que a cidade está contra a decisão do autarca de acolher no teatro Rivoli o produtor Filipe La Féria, não dando notícia aos leitores do verdadeiro espectáculo que, entretanto, decorria no interior do teatro.

Logo no segundo parágrafo, afirma que o espectáculo preparado para a Praça D. João I “provocou animosidade” e que a escolha do encenador para ocupar o equipamento foi “decidida unilateralmente pelo executivo de Rui Rio”.

Para além de não ser conhecida qualquer agitação para lá da manifestação convocada pelos denominados “ocupas”, HTS não explica como é que um Executivo poderia tomar decisões bilaterais, ou mesmo trilaterais de forma a que o JN não as acuse de unilaterais.

JN diz que a “cidade ficou de fora”

Para acentuar o tom crítico, HTS acrescenta que “a cidade ficou literalmente, de fora”, sugerindo que no Rivoli poderiam estar 280 mil pessoas, apesar da sua lotação, que se encontrava totalmente esgotada, só permitir 750; e ignorando que a peça estará em exibição até Dezembro a preços acessíveis.

Mais à frente, e em linguagem de cariz mais militar, o JN insiste nos assobios, afirmando que Rui Rio foi “vaiado com uma rajada de assobios” aos gritos de “vergonha”. Na peça, a jornalista não explica qual a vergonha em causa.

Tentado dar força à contestação e às cerca de 350 pessoas que ela envolveu, HTS classifica ainda a manifestação como espontânea. Apesar de David Pontes e da actriz Carla Miranda, – candidata à Câmara e à Assembleia Municipal pelo PS - serem dos cidadãos com mais notoriedade pública e política presentes na “Manif”, HTS prefere ouvir o cidadão José Luís Ferreira, apresentado como um dos porta-vozes da “espontânea” manifestação, cuja organização teve  Emails próprios e telefones dedicados à sua organização e publicitação.

José Luís Ferreira justificou a contestação com a “necessidade de recusar a morte do Rivoli” e acrescentou que, ao contrário do que estará a acontecer o “teatro deve ser de acesso livre, pleno e plural à criação contemporânea”.

Outra figura incontornável nas manifestações na cidade do Porto é João Teixeira Lopes. O dirigente do BE marcou mais uma vez presença, como HTS também não deixou de referir.

Em sucessivos editoriais o JN tem oficialmente insistido em criticar o Rivoli, sob os seus mais diversos aspectos.

Leitores do JN privados de notícias sobre a cidade

Por contraponto à profusão de notícias sobre o Rivoli, ao longo dos últimos dias, os leitores do JN não tiveram oportunidade de serem informados sobre aspectos relevantes da cidade, a não ser que também tivessem lido outros jornais.

Logo na segunda-feira, a CMP inaugurou uma nova rua, na zona da Asprela, entre as Faculdades de Engenharia e Economia, que vai permitir escoar grande parte do tráfego que se dirige à zona da Areosa. A notícia não mereceu qualquer referência no jornal.

Ainda no mesmo dia, a autarquia apresentou o balanço de um relevante projecto educativo que está ser desenvolvido nas escolas do 1º ciclo do ensino básico denominado Porto de Crianças, que foi igualmente omitido pelo Jornal de Notícias.

Já na quinta-feira, foi lançado um serviço municipal de apoio ao voluntariado, que contou com o apoio da Presidência da República, através da presença de Maria Cavaco Silva, e que o Jornal de Notícias paginou de tal maneira, que só com muita minucia, um leitor estaria capaz de conseguir descortinar.

JN noticia arquivamento inexistente

O critério que tem presidido à decisão de silenciar algumas iniciativas da autarquia foi, no entanto, completamente antagónico ao que levou o JN a noticiar em  duas edições praticamente seguidas que o Ministério Público arquivou uma queixa-crime que os SMAS do Porto tinham apresentado, por alegado roubo de água através de ligações clandestinas, contra a Junta de Freguesia de Aldoar, governada, há já alguns anos, pelo Partido Socialista. Sabendo o JN que o  processo não foi arquivado pelo Ministério Público, o jornal publicou, no entanto, a notícia do seu arquivamento, dando, assim, a ideia de que a CMP teria sofrido uma derrota na justiça.

Cronista Luís Costa passa para o JN

Na sua linha político-editorial contra a CMP, destaca-se ainda a recente  contratação de Luís Costa para passar a escrever semanalmente nas páginas do Jornal de Notícias. Costa foi cronista do jornal Público ao longo dos últimos anos, tendo, durante todo esse tempo, utilizado essa coluna para permanentes ataques à CMP e ao seu Presidente. Depois de ter deixado aquele diário, foi de imediato contratado pela direcção do JN, com as mesmas funções: fazer crónicas semanais.

Para além das crónicas, notícias e editoriais que marcam a edição impressa do JN, os mais interessados podem ainda consultar o blogue da página do JN na Internet - [porto(.)ponto] - e ficar a conhecer mais criticas à CMP, designadamente as assinadas por DPontes.
2007/06/18, 24 comentários
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Comentários
vergonha? esta notícia por exemplo!
( Vieira Santos, 2007/06/18 às 12:51)
Meus senhores,
Por favor! Já estamos a atingir o limite do rídiculo!!!!
é vergonhoso no século XXI termos not+icias destas num site de uma CMP de um país da União Europeia.....
A derradeira tentativa
( Vieira Santos, 2007/06/18 às 14:32)
Tenho visto os meus comentários sucessivamente ignorados/censurados.
Este site - esta notícia é prova disso - gosta de marcar a sua posição supostamente honesta e verdadeira, rebatendo tudo o que é dito de menos positivo em relação à CMP e ao seu presidente. Enquanto cidadão sinto-me livre de dizer, pensar e escrever - num site público pago também com os meus impostos.
Dado isto, vou hoje mesmo disponibilizar todas as mensagens que enviei e que viram a sua publicação recusada para a imprensa, dando conta da discriminação e da atitude proto-fascista deste departamento de comunicação.
São várias mensagens e outras tantas informações úteis que servirão para esclarecer muita coisa em relação à CMP, ao seu presidente e à sua auto-proclamada honestidade.
Isto é uma ameaça e uma tentativa de ficar em paz com a minha consciência.
Depois lerei concerteza os desmentidos às notícias que daí resultarem neste site e os consequentes processos nas autoridades.
Fiquem bem.

JN manifesta-se contra a CMP
( Dina, 2007/06/18 às 15:35)
É de lamentar que um jornal que devia ser o baluarte da cidade do Porto, entre neste esquema de mal dizer.
Acredito, porque já tive provas, que desde que este executivo entrou em funções muito coisa melhorou nesta cidade.
Só pela situação de sentir que se afastou a corrupção que era evidente e se sentia nesta cidade, Valeu a pena.
Sr. Presidente, não desista.
Dina Marinho
Site da CMP - temos propaganda!!
( MargaridaVidal, 2007/06/18 às 16:16)
Senhor Presidente,
não me parece muito interessante que o vosso site, pago por todos os portuenses, paute por uma linguagem propagandista. O senhor director adjunto tem direito em manifestar-se contra o que quiser, pois está no seu direito de liberdade democrática. Ficar-lhe-ia muito bem se de uma vez por todas começasse a aceitar que as pessoas estejam de facto descontentes com a sua política cultural. E soubesse integrar as críticas que lhe são dirigidas. Teria tanto a ganhar.. Vamos lá, senhor presidente, admita!
o video do senhor director adjunto do noticias
( ricardoalves, 2007/06/18 às 19:36)
Antes de mais parabéns pelo vídeo, a par das mudanças das placas toponímicas deve ser a única obra que eu conheço do actual executivo camarário. Já agora, como o fizeram? Informaram os visados do objectivo ao qual se destinava o vídeo? Faz lembrar as fotos da Primavera de Praga. Deviam concorrer com ele ao Festival Internacional dos Vídeos da Bófia. A forma como detectaram um pai de família e em família a exercer um direito cívico é perfeita. Talvez se possa exportar essa técnica. Ainda há muitos ditadorzecos que necessitam de aprender algumas coisas com a Câmara Municipal do Porto. (aproveito para agradecer terem disponibilizado o link do vídeo, na mesma pagina apareceu-me um outro relacionado, a Fernanda Lima quase em topless, muito giro)

Já agora o que significa SAST, nome da pessoa que colocou o vídeo no ar? Seria stasi que ele queria escrever e enganou-se? Ou são as siglas de “Serviços Anacrónicos de Segurança Tola” ou “Somos Anormais Sem Tino?” Agradecia esclarecimento.

Quanto à notícia fiquei confuso. Afinal quem é que organizou aquilo. Os “ocupas” o director adjunto do Noticias ou o cidadão José Luís Ferreira. Ou foi o senhor de verde que aparece no vídeo ou a menina de azul. (já tem o nome e a morada deles?) Logo no primeiro plano há um rapaz de boina. Esse tem um ar profundamente suspeito, espero que estejam a tomar as medidas adequadas à gravidade da situação.

E estou capaz de jurar que no vídeo que apresentam conto mais que 350 pessoas e ainda por cima só está visível um lado da praça. Os que estão a mais eram todo agentes vossos infiltrados e por isso não contam? Ou será que é por lapso na notícia apenas referem 350?

Tudo isto seria grave se não fosse patético.

Faria melhor a Câmara se explicasse o negócio que fez ou ainda não fez, ou vai fazer ou talvez nunca faça, com o encenador Filipe Lá Feria. Eu ainda não o consegui perceber. Ele fica? Ele não fica? Ele quer ficar? A câmara quer ou não quer que ele fique?

O Porto tem ou não tem um teatro municipal? Há alguma política cultural na cidade?

Alguém me explica porque é que esta solução é melhor para a cidade?

Ou vão continuar-se a comportar-se como meninos birrentos que não sabem o que dizem nem sabem viver em democracia?

Ricardo Alves
realmente...
( MargaridaVidal, 2007/06/19 às 3:11)
discordo com estes jornais que nos dão as noticias que querem . onde está a isenção do jornalismo?

muito bem sr. presidente. continue o bom trabalho. os portuenses estão do seu lado!
 
Vamos lá ver...
( Alex, 2007/06/19 às 11:34)
É importante percebermos que o senhor que se manifesta é o mesmo que, todos os dias, fecha o jornal de maior tiragem do Porto com notícias contra a CMP.
Com isto quero apenas dizer - não vá eu ser mal interpretado - que vou pensar duas vezes quando ler essas notícias: serão verdadeiras ou uma birra de um jornalista que, obviamente, é tudo menos imparcial?
Haja isenção no jornalismo português!
( Sana, 2007/06/19 às 11:59)
Concordo com alguns dos comentários anteriores: o Sr. Director Adjunto do JN pode manifestar-se, tomar posições e defender as suas convicções pois está no seu direito.

Mas, assim sendo, não pode dirigir um jornal que, sistematicamente, faz oposição à Câmara do Porto. Vai contra qualquer códico ético e deontológico e é até imoral.

O jornal tem que se limitar a transmitir factos e os dois lados da história... e não só aquele com o qual concorda e no qual participou!

E, já agora, não vamos ser hipócritas: se o Sr. não queria ser filmado, não devia ter participado. Afinal, com o protagonismo que pretende chamar a si, o Sr. David Pontes é quase uma figura pública.

Se há incompatibilidades para os políticos, também devia haver para os jornalistas. Haja isenção no jornalismo português!
Todos para a porta da Câmara!
( Andy, 2007/06/19 às 12:33)
Acho muito bem. Ainda devia ser pior!
O JN devia ir em peso para as portas da camara, com bandeiras e R gigantes...

Onde é que já se viu entregar um teatro municipal a um dos encenadores com maior sucesso do país?

Vá lá que ainda temos o Teatro do Campo Alegre... se o Porto não tivesse dois teatros municipais, não sei onde é que isto ia parar...

Sr. David Pontes organize aí uma coisa nas portas da câmara, que eu vou...
Falso Título e inverdades
( CarlaMiranda, 2007/06/19 às 12:50)
Senhor Presidente,
Desde já corrijo o título da notícia: não foi uma manifestação contra a Câmara, mas sim contra o processo de privatização do Rivoli. Depois, os jornalistas não podiam como bem sabe, entrar no Rivoli para assistir ao espectáculo e ao monstruário vip- não ticeram acesso porque o Filipe Lá Féria assim o entendeu: o dia de estreia era um exclusivo Sic/ Caras, portanto não se percebe a acusação feita à jornalista HTS que relatasse o espectáculo do que se passava lá dentro.
Depois não foram 350, mas não lhe vou dizer que foram mil (entretenha-se uma tarde a ver as filmagens da menina que contratou e conte-os a todos).
Depois, senhor presidente, as pessoas que se manifestaram estavam lá como cidadãos de pleno direito e em Portugal isso ainda é possível. Quem pretende destacar um cidadão e retirá-lo desse direito de cidadania é o senhor presidente. David Pontes não estava lá como director adjunto do Jn, se o destacar a ele faça o mesmo para os outros e verifique os cargos de todos que lá estavam: directores de organismos institucionais, directores de escolas públicas, actores, músicos e até antigos membros do seu executivo.
E depois vá fazer queixa para as administrações dos respectivos organismos. Se não conseguir nada, tente vender aos jornais, às televisões e até ao Marcelo (ele já há tanto tempo que não fala de si...). Faça isso: assuma a sua condição de pistoleiro e tente acabar com os que não concordam consigo. Pode ser que assim reine em paz.
precisamente para não dar mais 'trela' a esse site e ao seu mestre-mor, o Senhor Manuel Teixeira (que pagamos todos a peso de ouro) faço deste o meu último comentário sobre o assunto. o que o Dr. Rui Rio quer é precisamente levar isto à praça pública. Está-lhe a correr mal e eu espero que assim continue.
Só peço aos comentadores que por favor deixem a sua nota com o nome e apelido. É que se topam bem aqueles que são escritos por gente camarária (normalmente só tem o primeiro nome).
Já lhes conheço tão bem as técnicas...

Como é possível?
( Pedro Costa, 2007/06/19 às 13:12)
Acho eticamente incorrecto um director-adjunto de um jornal como o JN (ou qq órgão de Comunicação Social), que se quer isento, rigoroso e imparcial, manifestar publicamente a sua posição sobre determinado tipo de assuntos.

Este episódio só vem demonstrar de uma forma clara e evidente a forma pouco isenta, parcial e pouco rigorosa como os conteúdos noticiosos sobre a autarquia portuense são tratados pelo Jornal de Notícias.

Só não vê quem não quiser ver.

ps. já deixei de comprar o JN há muito tempo.
Privacidade
( Alex, 2007/06/19 às 14:11)
Peço, por favor, aos administradores do site que publiquem este meu comentário.

Não sei quanto aos outros, mas eu reservo o meu direito à privacidade e registo-me nos vários fóruns em que participo como bem entendo.

É a primeira vez que sou confundido com pessoas "incendiárias" de fóruns de opinião e não sabia que para ter uma opinião válida era preciso ter pedigree e assinar com primeira e último nome.

Peço desculpa aos outros utilizadores e apesar de assinarem só com um nome ou dois, ou três, ou quatro, espero que tenham sempre uma participação activa nos assuntos da cidade... para o bem e, infelizmente, para o mal.

Alexandre Freitas

P.S.: Agora, devidamente identificado, continuo a achar que o Sr. David Pontes não devia ter participado na manifestação.
Apoio e acordo
( MatildeVicente, 2007/06/19 às 14:57)
Acho muito bem que a CMP utilize o seu site para se defender e mostrar como alguns MCS estão ao serviço da política e não da informação, como seria de esperar. Não posso considerar estas notícias "vergonhosas", pois elas permitem verificar muito melhor como funciona (mal) a sociedade portuguesa do século XXI, lamentavelmente mal integrada na União Europeia.
Só estão a dar razão à Câmara
( BeneditaRocha, 2007/06/19 às 15:53)
Acabei de ler um comentário da D. Carla Miranda que me deixou espantada. A sra afirma com toda a lata do mundo – como se fôssemos todos estúpidos – que David Pontes participou na manifestação como cidadão e não como director-adjunto do JN. Eu até considerava essa distinção legítima, se o jornal de notícias que esse senhor também dirige não fosse um jornal de oposição, como toda a gente sabe, à Câmara Municipal do Porto. Ou, então, se esse senhor se viesse retractar publicamente e deixasse de interferir nas notícias sobre a Câmara. Ou, ainda, se o JN assumisse publicamente qual é a sua cor política, como acontece noutros países Isso é que era sério e legítimo. Agora neste caso, convenhamos. Não se trata de um caso como o do professor da DREN como tentam fazer crer. O professor Charrua fez uma piada à mesa do café com os amigos, mas que se saiba nunca o fez numa reunião, quando representava a instituição onde estava colocado. Se o tivesse feito era igualmente grave. Da mesma forma que se os ditos professores e representantes de instituições públicas que diz terem estado na manifestação, fizerem propaganda contra a Câmara no exercício das suas funções, isso também seria vergonhoso. Portanto, tenham um pingo de dignidade, porque não é bonito andarem nas páginas dos jornais a pregar uma falsa moralidade e depois agirem desta forma. Só estão a dar razão à Câmara. Ainda não perceberam.
Re: JN endurece oposição: Director Adjunto manifes
( AUGUSTOJESUS, 2007/06/19 às 16:16)
O SENHOR DAVID PONTES TEM TODO O DIREITO DE SE MANIFESTAR NOS PROTESTOS/ACÇÕES QUE MUITO BEM ENTENDER. VIVEMOS NUM PAÍS LIVRE E DEMOCRÁTICO.
 
NÃO PODE, COMO LEITOR DO JN TENHO DE O DIZER, É DESEJAR QUE AS SUAS CRÓNICAS-COMENTÁRIOS-CRÍTICAS SEJAM LIDAS, CONSIDERADAS ATÉ, COMO PRODUTO DE UM EXERCÍCIO INDEPENDENTE-EQUIDISTANTE-SÉRIO. NÃO FARIA SENTIDO UM QUALQUER DIRECTOR DE JORNAL APRESENTAR-SE NUM COMÍCIO DE UM PARTIDO E DEPOIS APROVEITAR AS PÁGINAS DO SEU JORNAL PARA COMENTAR AS ELEIÇÕES EM CAUSA (IMAGINEM O QUE SERIA).
 
A SOLUÇÃO É SIMPLES:
 
O SENHOR DAVID PONTES ASSUME A SUA POSIÇÃO POLÍTICA, É DO QUE SE TRATA, E SEMPRE QUE O LER JÁ SEI DE QUE BASE PARTE E A QUE PONTO PRETENDE CHEGAR.
 
TUDO SE RESUME A UMA PALAVRA. VERDADE
 
  FALE VERDADE AOS LEITORES DO JN

AUGUSTO DE JESUS
Esclarecimentos
( altinovarejo, 2007/06/19 às 19:27)
Todos os comentários produzidos referem o que se publicou neste site como notícia.
Daí que a Câmara deva esclarecer se este site publica notícias ou não. e se as publicar quem é o seu autor. Todos os comentadores são registados e identificados, menos o autor das notícias ou textos do site.
A Câmara deve esclarecer se as filmagens que publicitou no site foram autorizadas pelos visados, designadamente pela criança que aparece focada, em vários momentos, na filmagem linkada.
Para quem não saiba só há direito a reproduzir imagens de figuras públicas em eventos publicos e, que eu saiba, a criança visada não é Directora de nada, nem escreve contra a Câmara.
Gostaria, pois, de saber, quem vai responder por esta ofensa à imagem de uma criança? Não digam que são os pais, porque senão passarei a filmar todas as crianças que acompanham os pais a manifestações de cariz político, social ou recreativo, para depois as publicar na internet.
Gostaria que a Câmara esclarecesse se o filme que linkou foi por si encomendado e, se, o foi quanto custou a filmagem e quem a fez. se fôr anónimo, gostaria que ficassem esclarecidos e definidos os critérios da Câmara em relação à utilização de materiais e montagens anónimas, se verificaram a autenticidade das imagens e se podem responder pela sua veracidade.
É isto o mínimo que se exige à Câmara da capital do Norte.
É inadmissível e intolerável que a Câmara desperdice o espaço do site para dar conta de factos que parecem questões pessoais entre os membros da Câmara e outros ( jornalistas, artistas, economistas, engenheiros, trolhas ou empregados de balcão) quando nem sequer publicita e com o maior destaque possível as obras e cortes de trânsito que se fazem e estão a infernizar a vida da cidade ( independetemente da necessidade e valor das obras).
JN
( perpetuam, 2007/06/20 às 11:47)
Com ou sem razão o JN arrisca-se a deixar de ser um jornal credível e essa deve ser a principal preocupação dos seus administradores já que o Porto e o Norte precisavam do seu contrapeso em relação à imprensa Lisboeta.

A centrifugadora Lisboa acentua o declínio do Norte e o JN também não consegue ajudar a contrariar essa tendência.
A decadência da minha cidade
( Zero, 2007/06/20 às 12:35)
Estes são dias difíceis para os portuenses orgulhosos como eu. Não basta ter de assistir à decadência inexorável da minha cidade, ainda temos que a cada dia ser lembrados da última esquizofrenia do Pinochet de pacotilha que se senta nos Paços do Concelho, indiferente às grandes questões que uma grande cidade em perigo tem de defrontar quotidianamente. Não, o que o preocupa é desbaratar os dinheiros públicos a fazer campanha eleitoral do mais rasteiro que pode haver... Por falar no verbo haver: até hoje não conhecia a expressão «até HÁ data», haverá também uma conspiração da Porto Editora para derrubar o Presidente?
ISENÇÃO
( Amator, 2007/06/20 às 16:37)
Como é que um individuo destes é subdirector de um Jornal que diz no seu Estatuto ser independente? Não deverá o jornalista estar "super omnia" , tendo um posto de observação equidistante? Depois disto, como se pode sentir confortável no seu cargo?
Quererá a sua aministração mantê-lo em semelhante lugar de responsabilidade?
Como a mulher de César não basta ser, terá que parecer.
Semelhanças
( inzr, 2007/06/20 às 17:27)
É a primeira vez que visito este site, mas pelo que pude ver imagino que o do municipio de Pyongyang não seja muito diferente, aliás, o editor deve ser o mesmo.
A Cultura a 7000 pés de altitude...
( NoitesLondrinas, 2007/06/20 às 20:01)
Em primeiro lugar, a questão da reciprocidade informacional que este site da CMP tanto faz questão de testar, falhando redondamente. O JN publica, o site da CMP riposta. E, acreditando que fosse publicada no JN uma eventual "resposta" a uma das diatribes do autarca aqui publicada, ela nunca seria feita com o tom "intimista" com que sempre aparece no site da CMP. Donde (agora pareço o Eduardo Prado Coelho, mas juro que não sou), nota-se a discrepância na forma dos discursos. Um segue o modelo e deontologia jornalísticas, o outro discorre num leve tom de escola estalinista (Nikita Kruschev também poderia ser aqui uma referência, apenas pela forma de discurso, pelo método de 'informar'. Nunca pelos conteúdos. Seria demais sugerir Rui Rio como um estalinista pela linha de pensamento).
Ademais, é um esforço risível este o de tentar o "taco-a-taco" com o jornal nacional mais lido no país. E mostra bem que tipo de atitudes acompanham aquele sorriso maroto que Rui Rio faz quando tem de comentar um assunto que sabe ter leitura dúbia, senão mesmo dupla. A acintosidade do tom usado nas notícias aqui publicadas, o discurso ligeiramente tortuoso no sentido de 'retocar' a visão da verdade, muita coisa se pode esconder por trás de um ar traquina de quem está ao serviço da população.

Segunda questão: a participação de um dos resposnsáveis pela edição do JN na 'manif' dos 'R's.
Aqui em Lisboa (onde moro e trabalho há sete anos pois o Porto mostra-se há muito tempo um local inabitável para a classe média na faixa etária 25-35 anos), é recorrente ouvir-se a frase "À mulher de César não basta ser, é preciso parecer". Neste jargão, muito usado entre opinadores publicados, a verdade aplicada a este caso vai no sentido de dizer que as pessoas têm direitos, de facto, mas que também têm responsabilidades que as permitem abdicar, de livre vontade e com consciência, desses mesmos direitos. A David Pontes talvez ter-lhe-ia ficado bem não participar nesta 'manif', sobretudo porque só com muita candura é que ele poderia imaginar que isto não seria usado contra si. E aqui chegamos à questão que abriu este pequeno texto: Com os métodos de propaganda adoptados pela CMP através deste site, faz algum sentido dar "o ouro ao bandido", permitindo que a CMP desvie as atenções do essencial?

Já agora, e sucintamente, a terceira questão: o que é que está em causa aqui?
É o La Feria, mais os seus teatros de massas, que tantos arrepios causam na 'inteligentsia' portuense? Ou é a constante sensação de que o Porto se vai derretendo como pólo cultural em direcção ao ralo desta enorme pia que parece ser este país? Portugal definha, não precisamos de Sócrates nem de Otas para o poder constatar. É já uma tradição lusa, o lamento elevado à condição de símbolo nacional. Mas a verdade é que o Porto definha mais rapidamente que o resto do país. Basta olhar para os vários indicadores oficiais. Desde uma média de desemprego superior à nacional passando pela quantidade de eventos culturais, que têm vindo a diminuir substancialmente.
E nada tenho contra o La Feria, apesar de não gostar. É sinal de inteligência, para mim, saber colocar cada macaco no seu galho, pois a árvore é grande e pode dar frutos para todos. E adoro a diversidade, saber que, ao lado de uma coisa que muito me apraz está algo capaz de me provocar repulsa. O problema é que a repulsa que eventualmente me provocam eventos como o Ski na neve na 31 de Janeiro ou as Corridas de Automóveis na Boavista, pela sua futilidade e pelo que tresandam da filosofia de dar "o bodo ao pobre", não se contrapõe eficazes políticas culturais, traduzidas em eventos de monta. Para que esta última frase não pareça oca ao leitor, contraponho os exemplos da Casa de Serralves e Casa da Música para lhe dar recheio e não parecerem vãs palavras. Mas isso é pouco. Muito pouco.
Ou seja, não que não exista "cultura" no Porto, mas o facto é que não há uma corrente, uma linha de pensamento, uma estratégia, um percurso que permita os eventos culturais, mesmo que apenas autorais e experimentalistas, nidifiquem nesta cidade, crescendo depois de asas abertas, ocupando o espaço aéreo que o Porto vê cada mais rarefeito. Sim, porque a cultura tem asas e não pousa em qualquer ninho mal-amanhado...
Big Brother Is Watching You!
( jlopes, 2007/06/21 às 0:55)
1. Começo por esclarecer: só vim a esta página por causa da notícia do Público, que dava conta do que foi aqui publicado. Já tinha lido algures que isto era apenas um local de propaganda mas constato que é mais propriamente um sítio em que o “editor” (quem será?) consegue exibir em menos de nada o que de mais reles pode haver num ser humano - alma de escravo, de bufo e de polícia de costumes, do quais jamais se livrará. Se ainda houvesse PIDE, já se percebe de quem ele seria funcionário. Mais modestamente, fica-se por uma espécie de Câmara Municipal.
2. É de facto importante saber a origem da filmagem, porque se for de uma televisão, por exemplo, estaremos perante uma atitude pidesca de tipo B (a extirpar imediatamente). Se for da própria Câmara, então passaremos a PIDE de Tipo A, muito mais perigosa.
3. O ser que edita esta página, mostra de forma exuberante como se lida com o “jornalismo de sarjeta”, como diria o glorioso Santos Silva. E como é que se lida? Fazendo filmagens de sarjeta que mostrem à eloquência que há um “Big Brother watching you”. “Nós sabemos quem vocês são”, “nós sabemos com quem vocês andam”, “nós sabemos que locais vocês frequentam”, “nós sabemos em que escolas andam os vossos filhos”, “nós sabemos com quem andam as vossas mulheres”, etc., etc., etc. “Antes de falarem ou de se manifestarem, pensem no que nós sabemos…”
4. Esta cidade está realmente a ficar com muito má fama. Depois do espectáculo de bufaria da DREN, somos novamente enxovalhados de forma pública e notória por mais uns quantos bufos de pacotilha. E, pelo que vejo nesta página, ainda há uns quantos munícipes que prezam muito mais o “respeitinho” que a liberdade. Nada de novo aliás. Há sempre quem esteja pronto a denunciar o vizinho ou a família ou, no mínimo que acha bem que haja quem o faça. A denúncia, ou a conivência com a denúncia, dá uma sensação de poder a que alguns não resistem. Até ao dia em que sejam vítimas de uma denúncia (o governo já explicou como se deve fazer isso na função pública)
5. Aguardamos ansiosamente a denúncia da “claustrofobia democrática” por parte do Paulo Rangel. Ao que consta ele até mora na zona claustrofóbica!

Ao editor deste pasquim: se for preciso, eu mando uma fotografia para não terem a maçada de me filmar futuramente.
Os Goebbels da Praça Genral Humberto Delgado (coit
( JosLusFerreira, 2007/06/21 às 2:05)
Perante o editorial de hoje do Público, o que vão fazer? Destilar uma verborreia tão patética como fizeram para o JN (e alvos colaterais), desta vez destinada ao outro jornal de referência? Deitar uma bomba de neutrões em cima de qualquer pessoa que se atreva a dizer o óbvio: temos o pior presidente da câmara do país (e ilhas adjacentes...)? Criar uma Gestapo? (porque as SS já estão resolvidas: basta uma menina de negro e um escriba sem princípios e está resolvido).
Manobras de diversão
( Pedro Costa, 2007/06/21 às 11:33)
Mas afinal o problema está na divulgação do vídeo? Queriam censurar? Não dá jeito?

E a questão de um Director Adjunto de um jornal se manifestar à porta do Rivoli?

Também não teria qq problema... se não fosse o facto de esse mesmo director demonstrar claramente e amiúde uma atitude de completa falta de isenção e de rigor no tratamento da informação relativa à Câmara!

E é isto que parece que toda a gente que fala no vídeo evita discutir...
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