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Urbanismo
Avenida Nun’Álvares com luz verde do Executivo
A cidade do Porto vai ter uma nova Avenida. O Executivo Municipal deliberou, por unanimidade, colocar à discussão pública a proposta de construção da Avenida Nun’Álvares, que consta da primeira Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) apresentada hoje, em reunião de Câmara, pelo Pelouro do Urbanismo da CMP.
A iniciativa do lançamento da Unidade de Execução da nova artéria citadina visa, em concreto, dois objectivos, o primeiro dos quais relacionado com a necessidade de se avançar para uma obra há muito projectada e o segundo com a aplicação de uma nova prática de planeamento urbanístico, assente em parcerias entre proprietários, Câmara e promotores.

A proposta hoje apreciada pelo Executivo e que mereceu o acolhimento dos partidos da Oposição – foi, aliás, elogiada por Francisco Assis – será desenvolvida de acordo com o PDM, que atribui a todos os proprietários os mesmos direitos construtivos, como foi salientado pelo Vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, e por Jorge Carvalho, professor catedrático de engenharia e consultor da CMP para este tipo de matérias.

Lino Ferreira revelou, a propósito, que antes de submeter a proposta à Câmara, tinha recolhido a opinião dos presidentes das Juntas de Freguesia envolvidas (Nevogilde e Foz do Douro) e de diversos urbanistas da cidade, bem como de professores da Faculdade de Arquitectura do Porto e de alguns investidores.

A futura Avenida Nun’Álvares irá ligar a Praça do Império à Avenida da Boavista e terá uma extensão de um quilómetro e meio.

Pretende-se, assim, substituir, em grande parte, a marginal marítima, que ficará reservada, essencialmente, para funções locais e de lazer.

A ideia é, também, dotá-la de uma largura (37 metros) suficiente para acolher quatro faixas de rodagem, um corredor para transportes públicos, ciclovia e passeios com uma dimensão capaz de permitir a vivência urbana e a circulação pedonal.

Perspectiva-se, igualmente, que a nova Avenida se relacione com o Parque da Cidade, através de três filas regulares de árvores de grande porte, localizadas nos passeios e na faixa separadora.

Execução integrada
e em parcerias


Da intervenção, que tem um custo total e global estimado em 17 milhões de euros, resulta uma área bruta de construção de 230 mil metros quadrados. Abrange, por outro lado, uma área de 34 hectares e cerca de 80 propriedades (de mais de 40 proprietários).

A execução de toda a urbanização será feita de modo integrado, embora sem prejuízo de poder ser feita de forma faseada, o que impedirá intervenções desgarradas, tantas vezes nocivas à harmonia e funcionalidade urbanas. Para tal, serão organizadas parcerias entre proprietários e, se necessário, com outros investidores.

«Significa isto que a Avenida será executada por inteiro e não aos pedaços, ao contrário do que acontecerá com a edificação, que será feita de acordo com os parâmetros urbanísticos que vierem a ser aprovados por esta CMP e pela Assembleia Municipal», reiterou Lino Ferreira.

A preservação das ribeiras existentes constitui uma outra preocupação e será feita em consonância com um estudo hidráulico, que está a ser elaborado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
2007/07/17, 8 comentários
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Comentários
Avenida Nun'Alvares
( JOSOUSA, 2007/07/18 às 19:59)
Era por esta avenida e não pela da Boavista que deveria seguir o Metro, vindo de Matosinhos, (parque/túnel),seguindo para os bairros sociais, Campo Alegre, Faculdades e depois zona de D.Pedro V, Alfandega e aproveitando o tunel , seguir para Campanha.
Esta sim seria uma linha para servir as populações e não a da Avenida da Boavista. Mas manda quem pode...
Jorge Oliveira e Sousa
Avenida Nun`Alvares
( Orfeu, 2007/07/19 às 12:02)
V.Vieira, 2007/07/19
De acordo c/ a avenida incluindo a ciclovia, mas nunca a continuação até Matosinhos, nem com ou sem Metro, pois traria tudo de "mau" para o parque da cidade(barulho, poluição, visão etc.)
avenida nun alvares
( ruiribeiro61, 2007/07/22 às 21:32)
concordo com a construção desta avenida, até porque vai desanubiar o trânsito da marginal podendo esta ao fim de semana ser utilizada apenas por bicicletas, apenas não concordo com o nome , sugiro que seja um ilustre portuense.
quanto a sugestão de o metro passar por este via também estou de acordo até porque não vejo qual a utilidade deste meio de transporte na av. da boavista, pois esta via entre o castelo do queijo e antunes guimarães praticamente não serve ninguém
Assunto: Via Nuno Alvares
( DomingosEDias, 2007/08/01 às 16:11)
CMP Exmo. Sr. Vereador do Urbanismo
Sr. Lino Ferreira

Venho manifestar-lhe o meu apoio, á solução avançada pela Câmara, quanto ás dimensões propostas no plano de construção da Avenida Nuno Alvares ou seja a largura de 37 metros. Só por interesses alheios ás necessidades rodoviárias publicas actuais, Sec. XXI, se pode pretender e justificar uma redução na largura das faixas, para uma solução que teria cabimento em meados Sec. XX , ou seja uma faixa de rodagem em cada sentido com separador ao meio ocupando 27 metros

Com os meus cumprimentos

Domingos Estrela Dias
Rua Aljubarrota 252 - Nevogilde
Av. N. Alvares: Estacionamento, precisa-se!
( jorgefeliciovieira, 2007/08/26 às 17:35)
Pressinto que ao ñ comtemplarem espaços para parqueamento, nomeadamente cargas/descargas, estão a afirmar o desejo de imporem à cidade mais uma rua com estacionamento em transgressão, que irá transforma as projectadas 4 vias em 2 acanhados canais de circulação.
vai ser mais uma ruela
( alex71, 2007/09/04 às 23:20)
A adivinhar pelo presidente de câmara que temos, e pelas mentes brilhantes que o apoiam, esta "avenida" não será mais do que uma ruela, uma faixa para cada lado, com uns estacionamentozitos aqui e ali... até porque ainda não existe construção,... ciclovias ???? nada disso... se passar o metro será sempre pela rua, nunca enterrado, sim porque metro é para andar na rua (isto foi descoberto por mentes Portuenses).

      E claro metro também na avenida da Boavista, para estorvar ainda mais, espero que os autocarros circulem pelo canal do metro, pq não estou a ver a Av da Boavista com canal de metro estacionamento autocarros parados nas paragens, cargas e descargas e tal... não tou a ver, mas com certeza que dá, diz alguma mente brilhante.

      Agora digo eu... deixem lá o metro para quem o quiser fazer em túnel... e ponham o eléctrico nesta nova ruela, assim como na Av da Boavista, nem que o ponham no passeio como na marginal, e assim ficamos com os passeios mais largos, onde até as bicicletas e pessoas possam partilhar com o eléctrico o mesmo espaço, e ponham arvores a dividir o mesmo passeio e linha de eléctricos depois sim... faças duas vias de tráfego em cada sentido, vias essas, estreitas para que os carros não atinjam grandes velocidades, mas façam duas em cada sentido por favor, senão voltamos ao tempo dos romanos (logo que passem dois rabos de mulas... esta bom).
obrigado
dinheiro mal gasto
( sribas, 2007/09/08 às 19:29)
...gastaria esse dinheiro antes na reconversão da actual avenida da boavista, que essa sim, é um eixo fundamental de mobilidade, e está desactualizada em termos de mobilidade, e utlilizabilidade.

Essa avenida Nuno Alvares Cabral vai apenas melhorar o recreio e a vida fácil da Foz, mas isso não é piroritário para as deslocações diárias, na direção ESTE-OESTE.
Investimento não fundamentado
( mxavier, 2007/09/14 às 13:30)
Gostaria de ver estes tipos de investimento bem fundamentados e argumentados.
Onde estão os estudos de impacto ambiental de suporte ao projecto?
Onde estão os estudos de tráfego de suporte ao projecto?

Embora possa opinar dizendo que acho mal, que não gosto, que sou contra uma auto estrada a curtar Nevogilde, que não percebo porque se pretende descaracterizar uma zona urbana onde não existe edificação em altura ou existe apenas pontualmente, construindo em altura, etc, etc. gostaria de poder discutir o projecto de uma forma menos opinativa em próll de uma mais esclarecida.

Peço por isso que sejam publicadas as razões, critérios, enfim, a informação de base que levou à opção do projecto apresentado.

Sendo assim, parece-me que tal projecto não deve ser considerado para discussão, uma vez que não se encontra sustentado. Pode ser um bom ou mau projecto dependendo dos estudos de suporte e estratégia (social/ económica/ ambiental /mobilidade, etc) desenvolvida para a área de intervenção.
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