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A Região e o Vale do Douro | Alto Douro Vinhateiro
A Região e o Vale do Douro

O Douro é um vale, é um rio. É vinha, é vinho.
Sobre a obra do rio, o feito do homem que transformou as montanhas de xisto em terra e muros, num esforço colectivo de muitas culturas, uma epopeia.
Protegida dos ventos húmidos do Atlântico pelas montanhas do Marão e Montemuro, a região produtora, pela primeira vez delimitada e regulamentada em 1757- a primeira regulamentação vitícola do mundo- situa-se no nordeste de Portugal, entre Barqueiros e Mazouco, na fronteira Espanhola. É o país do vinho!



A região estende-se hoje sobre 250 000 ha, mas a vinha apenas ocupa 40 000 ha nas bacias profundas e encaixadas do Douro e seus afluentes: o Corgo, O Torto, o Pinhão, o Tua, o Côa, entre outros. O todo está dividido em três sub-regiões - o Baixo-Corgo a oeste, no centro o Cima-Corgo e a leste o Douro Superior - com variadas expressões mesoclimáticas, mas sempre com invernos frios e verões quentes e secos.



A conjugação destes factores, aliada à nobreza das castas utilizadas. É determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais do que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e o amor e a arte do homem.
Mas o Douro não é só vinha, vinho, amêndoa, azeite... São as gentes, são os viticultores que fizeram a história e as histórias. São as quintas, locais de recepção acolhedores e bucólicos, ainda preservados de tudo.

Mas, melhor do que ler, é descobrir tudo isto com os próprios olhos, na Rota do Vinho do Porto - www.rvp.pt

Alto Douro Vinhateiro

A UNESCO designa a 14 de Dezembro de 2001 o Alto Douro Vinhateiro 45° 68' N, 5° 93' W Património da Humanidade , na categoria de paisagem cultural; este estatuto foi o culminar de um processo de candidatura que ganhou contornos pelas mãos da Fundação Rei Afonso Henriques.



O Alto Douro Vinhateiro tornou-se a 13ª zona do país classificada e o 5º elemento do grupo vitivinícola, juntando-se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion (França), Cinque Terre (Itália) e Wachau (Áustria).

A área classificada engloba 24,6 mil hectares, espalhados por 13 concelhos: Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, S João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa; representa dez por cento da Região Demarcada do Douro.



É uma homenagem à obra combinada do Homem e da Natureza, que vem a ilustrar o valor universal do papel activo de uma cultura e uma paisagem de excelência.

Não obstante a magia que as paisagens exaltam, o terreno classificado fecunda o famoso e apreciado Vinho do Porto.

Mas a beleza dos cenários compostos por sulcos e vinhas que sobem as encostas foi a mais valia que levou a UNESCO a aprovar a sua entrada na elite do Património Mundial.

Origens

De ocupação que remonta à pré-história, o Vale do Douro conta com um leque de vestígios de povos que ali habitaram. Desde a época da romanização que ali se desenvolve a cultura da vinha. A paisagem dos vinhedos testemunha modos de organização da vinha de diferentes épocas históricas.
Na origem é uma paisagem deserta de fragas escarpadas, dominadas pelo xisto e pelo granito e cobertas por matas e arbustos típicos de um clima entre o atlântico e o mediterrâneo, que se torna mais seco à medida que se caminha para o interior.



Ao longo de três séculos, criaram-se técnicas de aperfeiçoamento e valorização do terreno que permitiram o cultivo da vinha em condições adversas, em encostas íngremes e pedregosas, através da construção de socalcos, suportados por extensos muros de xisto que contribuem para evitar a erosão.


A paisagem foi modelada de forma inconfundível, para a transformar em milhares de quilómetros de vinha.
As imensas plantações de bardos paralelos, sejam em socalcos e patamares na horizontal, seja em vinhas ao alto, ou agora mais frequentemente alternando as duas modalidades, formam majestosas tapeçarias geométricas. A sua estratificação em escadarias que rasgam montanhas conjuga-se com a silenciosa lisura de um rio transformado numa sucessão de lagos pela construção de barragens.



Localização/ Enquadramento

O Douro situa-se no nordeste de Portugal, protegido dos ventos húmidos do Atlântico pelas montanhas do Marão e Montemuro; apresenta-se circundado a Norte por Trás-os-Montes, a Oeste pelo Minho e pelo Porto e a Este pela Região espanhola de Castela e Leão.

A região estende-se por 250 000 ha, mas a vinha ocupa 40 000 ha nas bacias profundas encaixadas do Douro e seus afluentes: o Corgo, o Torto, O Pinhão, o Tua, o Côa, entre outros. O todo esta dividido em três sub-regiões – o Baixo Corgo a oeste, no centro o Cima-Corgo e a leste o Douro Superior – com variadas expressões mesoclimáticas, mas sempre com invernos frios e verões quentes e secos.
A conjugação destes factores, aliada à nobreza das castas utilizadas, é determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais do que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e amor à arte do homem.



Este espaço natural acompanha, longitudinalmente, os rios Douro e Águeda nos seus troços fronteiriços durante mais de 120 km de comprimento abrangendo 4 concelhos: Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.

A importância faunística deste espaço natural, onde se incluí também o Parque Natural Arribes del Duero, é inquestionável, sobretudo no que diz respeito as grandes aves de rapina e à cegonha negra. As vertentes escarpadas desta área oferecem a tranquilidade necessária para albergar as inúmeras aves que aqui se reproduzem, como o Grifo, o Abutre do Egipto, símbolo do Parque Natural do Douro Internacional, a Águia Real, a Águia de Bonelli e a Cegonha-preta.

Importantes populações de mamíferos podem também se encontrados neste parque: o lobo, o corço, o javali, a lontra, a raposa, e outros.

Sendo os bosques de Carrascos (Quercus rotundifolia) os mais representativos encontramos também os sobreirais (quercus suber), os zimbrais (juniperus oxycedrus) e os carvalhais de carvalho negral (quercus pyrenaica). Comunidades arbustivas de estevas, giestas, cornalheiras, lavandas e urzes, conjuntamente com os bosques hidrófilos de salgueiros e amieiros, contribuem para o equilíbrio desta área.

O Que Visitar no Douro

Caracterizado pela sua extraordinária beleza paisagística, pelas suas áreas protegidas, ou ainda pela monumentalidade do seu património, o Douro atrai também pela fama dos seus vinhos – o Vinho do Porto e o Vinho do Douro branco e tinto e os finíssimos espumantes raposeira e murganheira e aguardentes – e pela conhecida gastronomia tradicional aliada à hospitalidade e aos usos e costumes que definem o perfil das suas gentes.

Do alto das serranias, vem o cabrito, o coelho, perdiz , lebre, tornando esta região um ponto de encontro para quem se dedica à caça. Dos rios e riachos chegam às mesas as trutas pintalgadas. Terra do bom comer e bom beber, a região pode oferecer a quem chega um magnifico cardápio: presunto, bola de carne, caldo de castanhas, sopa de alheiras, trutas com presunto, perdiz na púcara, carne de porco assada com castanhas, bola de bacalhau, bola de presunto, trigas-milhas, carnes de porco fumadas; e a doçaria variada: pão-de-ló, celestes, chila no forno, rosquilhas, bolinhos de amor.

Falar do destino Douro é necessariamente falar do Rio Douro, das suas vinhas em socalco, das Quintas onde se produz o tão famoso vinho do Porto e das seculares Romarias que se realizam por toda a região.



A paisagem do Douro é toda ela de enorme atractivo. Das cercanias serranas às margens do Rio, da beleza da giesta selvagem aos socalcos da videira domesticada, passando pelas amendoeiras e cerejeiras em flor, desdobra-se esta paisagem singular, em miríades de tons e colorações, consoante a época do ano e o local escolhido.

Por todo o lado Solares, Quintas e testemunhos de povos errantes e de culturas diversas marcam de forma indelével a paisagem. É exemplo disto o Vale do Côa, que encerra em si o maior e mais belo parque de arte rupestre do mundo.
A herança medieval é também intensa e profunda. Castelos como o de Numão, Marialva e Freixo de Espada-à-Cinta recordam a cada instante, a importância estratégica que o Douro sempre assumiu na história.

Como Chegar ao Douro

Carro:

Quem pretender visitar a região por estrada pode seguir pelo Itinerário Principal 4 (IP4) que liga os distritos do Porto, Vila Real e Bragança e entrar depois pelas estradas nacionais e municipais. Prevê-se que nos próximos três anos esteja concluído o IP3, que liga Viseu a Chaves pelo coração do Alto Douro Vinhateiro.
Pode também seguir desde o Porto pela Estrada Nacional 108 (E.N.108) até Entre-os-Rios e depois seguir a margem do rio Douro até à Régua.

Comboio:

O comboio histórico é também uma opção para longos passeios pela região - www.cp.pt

Barco

Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos - www.iptm.pt

Helicóptero:

www.douroazul.pt

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