Miguel Pereira Leite reeleito presidente da Assembleia Municipal

Fazer da Assembleia Municipal o local por excelência do debate político e do compromisso democrático da cidade é a prioridade de Miguel Pereira Leite, que hoje foi reeleito para a presidência deste órgão.


Cabeça de lista pelo movimento independente "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido" nas Autárquicas de 1 de outubro, Pereira Leite foi reconduzido no cargo, por votação secreta, por 28 dos 46 deputados municipais. A lista encabeça pelo candidato socialista, Luís Braga da Cruz, recolheu 18 votos.


A assembleia elegeu ainda como 1.º e 2.º secretários da Mesa os deputados Paula Ribeiro de Faria e José Serôdio, ambos da lista "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido", com 27 votos, recolhendo os candidatos do PS Gustavo Pimenta e Patrícia Faro 19 votos.


Nesta primeira reunião da nova AM, todos os grupos de deputados eleitos usaram da palavra, sendo unânime a aposta na dignificação deste órgão municipal enquanto pilar da democracia e do poder local.


Após ser reeleito, Miguel Pereira Leite manifestou solidariedade ao novo Executivo da Câmara Municipal, que tomara posse ao final da tarde de hoje, e assegurou que exercerá o cargo "sempre no respeito pelo princípio da separação de poderes" e com a isenção e equidistância que lhe são inerentes.


O presidente da AM aproveitou ainda para sublinhar a admiração por Valente de Oliveira - "o melhor exemplo de entrega à causa pública" - e evocar as personalidades desaparecidas de D. António Francisco dos Santos, Miguel Veiga e Paulo Cunha e Silva.




Por sua vez, o líder da bancada socialista, Luís Braga da Cruz, apontou a importância da Assembleia Municipal no processo democrático e na fiscalização da Câmara, deixando a garantia de se manter vigilante, apresentar propostas, estimular o debate, dar voz às minorias e acompanhar o cumprimento das promessas eleitorais.


A mesma linha foi seguida por Pedro Duarte, do grupo de deputados "Porto Autêntico" (PSD/PPM), que anunciou uma "oposição firme e exigente", mas com a preocupação de "saber encontrar convergências e construir pontes".


Já o regressado deputado comunista Rui Sá disse que "o pior que poderíamos fazer era transformar este órgão numa caixa de ressonância" do Executivo, pelo que apontou igualmente a AM como o fórum de debate da cidade, onde é "fundamental a capacidade de ouvir e gerar consensos".


Foi também o papel fiscalizador da AM e a importância de responder aos anseios da população que a deputada do Bloco de Esquerda, Bárbara Veiga, defendeu, enquanto o deputado André Noronha, da lista "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido", apelou a "um grande debate que há a fazer: a transferência de competências que o Porto quer e pode assumir".


Por sua vez, a deputada Bebiana Cunha, do PAN, reafirmou o compromisso de campanha de "trazer mais paixão para a política e, para a AM, as causas esquecidas", de modo a "contribuir para um Porto mais sustentável".


A nova composição da AM é a seguinte: movimento independente "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido" - 16 deputados; PS - 11; PPD/PSD+PPM - 5; CDU - 3; BE - 3; PAN - 1. Este órgão municipal integra ainda os presidentes de Junta de Freguesia eleitos: 5 do movimento "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido" (freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde; Ramalde; Lordelo do Ouro e Massarelos; Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória; Bonfim), 1 do PS (Campanhã) e 1 do PSD (Paranhos).