Qualidade do ar nas escolas do Porto

Baseando-se num alegado estudo académico, a comunicação social noticiou hoje supostos problemas com a qualidade do ar "das escolas" da Área Metropolitana do Porto. Tais notícias, no que diz respeito ao Município do Porto, não têm qualquer fundamento e o suposto estudo, que segundo os investigadores incidiu sobre um número muito limitado de "escolas da Área Metropolitana do Porto e Distrito de Bragança", nunca foi facultado à Câmara Municipal ou, sobre as escolas da sua jurisdição, foi lançado qualquer alerta.

 

Com efeito, a Câmara Municipal do Porto, gestora das escolas do Ensino Básico do concelho do Porto, nunca facultou o acesso às salas da rede municipal de escolas nem tal alguma vez lhe foi solicitado para que o estudo pudesse ter sido feito. Menos ainda, alguma vez, foi enviado à autarquia qualquer relatório ou resultado.

 

A Câmara Municipal do Porto lamenta, por isso, a divulgação de informações nada rigorosas, deturpadas e alarmistas, não admitindo que sejam lançados anátemas sobre a segurança e qualidade do seu parque escolar.

 

Lamenta-se também que a comunicação social tenha veiculado irresponsavelmente informações sensacionalistas, sem verificar ou aferir da sua veracidade, confundindo, em alguns casos, o concelho do Porto com Área Metropolitana do Porto, ignorando a reduzidíssima amostragem do alegado estudo, confundindo conceitos científicos e nem sequer procurar contraditório.

 

As escolas geridas pela Câmara do Porto são de excelente qualidade, tendo a autarquia investido este ano perto de 2,5 milhões de euros na sua requalificação. A qualidade do ar e muitos outros parâmetros são controlados de forma regular com as autoridades e entidades competentes para o efeito e cuja competência não poderá ser posta em causa por estudos indeterminados, baseados em dados anónimos e sem qualquer fundamento conhecido.