Comunicado de Rui Moreira sobre instalação da EMA
A propósito da instalação em Portugal da Agência Europeia do Medicamento (EMA), e sem pretender por em causa as informações oficias emitidas esta noite pelo Gabinete do senhor Primeiro Ministro, declaro formalmente que estas constituem, para mim, uma enorme surpresa.

A Comissão que, agora, o Gabinete do Primeiro Ministro menciona e que, segundo o mesmo, se terá deslocado a Londres e aí concluído que o Porto não seria a localização mais segura para a candidatura portuguesa à EMA, chama-se "Comissão de Candidatura Nacional para a instalação da Agência Europeia do Medicamento na
cidade de Lisboa".

Foi constituída através da resolução de Conselho de Ministros 75/2017, de 27 de abril último, e constituem-na do ponto de vista técnico, as seguintes entidades públicas e ministérios

i) Negócios Estrangeiros;
ii) Modernização Administrativa;
iii) Finanças;
iv) Ciência Tecnologia e Ensino Superior;
v) Educação;
vi) Trabalho, Solidariedade e Segurança Social;
vii) Saúde;
viii) Planeamento e das Infraestruturas;
ix) Economia e por representantes da CML - Câmara Municipal de
Lisboa.

Na mesma resolução, o Governo decide candidatar a cidade de Lisboa.

As únicas razões invocadas pelo senhor Primeiro-Ministro, em carta que recebi a 11 de junho, esta semana, portanto, são a localização do Infarmed em Lisboa e a futura criação de uma escola europeia. Nenhum destes argumentos é agora citado pelo Gabinete do Senhor Primeiro-Ministro.

Quanto aos novos argumentos, informamos que nunca, nem a Câmara do Porto, nem o seu Gabinete de Investimento Invest Porto foram contactados ou convidados a contribuir com qualquer informação técnica ou outra para esta comissão ou para qualquer outra avaliação.

Refira-se ainda:

1. O Porto tem um excelente aeroporto internacional, não congestionado, com boas ligações à Europa, em alguns casos, melhores até do que Lisboa, como é o caso de França.

2. O Porto tem escolas de língua estrangeira oficiais e privadas em alemão, inglês e francês.

3. Não conhecemos qualquer avaliação que a dita comissão tenha feita acerca do edificado público e privado da cidade do Porto. Com a Câmara nunca falou, nem sequer através do Portugal IN, instrumento criado pelo próprio Governo para apoiar a atração de investimentos localizados no Reino Unido.

Desde 27 de abril, falei várias vezes e encontrei-me com o Senhor Primeiro-Ministro e nunca este me referiu este assunto ou pediu colaboração.

Rui Moreira

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