<span>Visitas Virtuais</span>
Património da Humanidade

O Centro Histórico do Porto constitui uma paisagem urbana de grande valor estético que testemunha um desenvolvimento urbano que remonta às épocas Romana, Medieval e dos Almadas (século XVIII). A sua ocupação humana, de acordo com o indiciado pelos vestígios arqueológicos existentes, remonta ao século VIII A.C. 
A riqueza e a diversidade da arquitectura civil do Centro Histórico traduzem não só os valores culturais de épocas sucessivas: Romana, Gótica, Renascentista, Barroca, Neoclássica e Moderna como também a sua perfeita adaptação à estrutura social e geográfica da cidade, apresentando, desta forma, uma relação estável e coerente com o ambiente urbano e natural.


O tecido social e institucional da cidade garante a sua existência enquanto Centro Histórico habitado.
Tanto como cidade como realização do homem, o Centro Histórico do Porto constitui uma obra prima do génio criativo da humanidade. Interesses militares, comerciais, agrícolas e demográficos, convergiram aqui para abrigar uma população capaz de construir a cidade. O resultado é uma obra de arte única, de elevado valor estético. É um trabalho colectivo, que não foi realizado num determinado momento, mas o resultado de sucessivas contribuições. Um dos aspectos mais significativos da cidade do Porto, e em particular do seu Centro Histórico, é o seu valor panorâmico, fruto da complexidade do terreno, da articulação harmoniosa das suas ruas e do diálogo com o rio. Apesar da variedade de formas e materiais, o Centro Histórico do Porto conserva uma unidade estética visual. A cidade traduz, com êxito, uma interacção entre os ambientes social e geográfico.


O Porto oferece-nos uma valiosa lição de urbanismo. As intervenções planificadas e não planificadas dos diferentes períodos concentram-se nesta zona permitindo o estudo da concepção urbana das cidades da Europa Ocidental e Atlântico - Mediterrâneas, desde a Idade Média até à Revolução Industrial.
As ruelas tortuosas adaptadas à topografia medieval, as ruas rectilíneas e as pequenas praças da Renascença, as ruas que desembocam nos monumentos barrocos, a profusão de edifícios, aos quais foram sendo sucessivamente adicionados novos andares, e as novas construções fazem deste sítio um tecido urbano complexo.