Ambiente e Qualidade de Vida

O Ambiente e Qualidade de Vida integra os programas de Qualificação dos espaços verdes com 2,3 milhões de euros, Promoção e sustentabilidade do ambiente com 15,3 milhões de euros e Bem-estar animal com 618,5 mil euros.


No âmbito da Qualificação dos espaços verdes, foram beneficiados, através da GO Porto, EM, os jardins do Palácio de Cristal, o Parque do Covelo no que respeita às acessibilidades e gestão de água, e os jardins infantis do Palácio de Cristal, Homem do Leme e Bairro da Azenha; por administração direta os parques infantis do Parque da Prelada, St. Luzia, Senhora do Porto e da Associação de Moradores do Campo Alegre; e através da Domus Social, EM foram melhoradas as condições de segurança e habitabilidade das casas de ponto dos assistentes operacionais do Calém, Carvalhido e Marechal.


Neste ano, deu-se continuidade aos trabalhos de manutenção dos espaços verdes com a requalificação de 29.276 m2 nomeadamente de áreas de relvado, herbáceas e reconversão de redes de rega automática. À gestão do património arbóreo da cidade foram alocados mais de 200 mil euros, tendo sido trabalhados 4.720 exemplares arbóreos, num esforço que permitiu orientar e hierarquizar as prioridades da gestão do arvoredo.


Dotou-se o Jardim Paulo Vallada com dois parques sem trela para recreio canino. Deu-se continuidade à obra de construção do Exutor da ETAR do Rio Tinto na estrutura do Parque Oriental, num projeto financiado pelo programa POSEUR e cuja obra, da parte do Município do Porto, está a cargo da empresa municipal Águas do Porto. Após a conclusão dos trabalhos, a área do Parque Oriental, atingirá os 20 hectares com cerca de 4 Km de caminhos pedonais e 2.500 árvores plantadas.


No âmbito do Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria, decorreu o primeiro ano de acompanhamento - EMAS III. O Laboratório Municipal de Ruído viu também a sua acreditação renovada. Recorde-se que o Porto foi o primeiro Município do país a ver um laboratório municipal acreditado pela norma NP EN ISO/IEC 17025 - Laboratórios de Acústica.


Foi organizada a XXIII exposição Porto, Cidade das Camélias, no Mosteiro de S. Bento da Vitória com a participação de 20 expositores e 15.000 visitantes.


No Viveiro Municipal, foram produzidas cerca de 657.500 plantas ornamentais, disponibilizadas para os jardins e parques municipais da cidade. Como contributo para os esforços de conservação da natureza na região procedeu-se à Certificação do Viveiro Municipal como entidade produtora de plantas ornamentais e florestais.


Salienta-se a produção que permitiu a exposição de pelargónios e tulipas no Jardim Marques de Oliveira, comummente designado como Jardim de S. Lázaro. No caso das tulipas, para além do Jardim de S. Lázaro os 100.000 bolbos produzidos no Viveiro Municipal embelezaram ainda os jardins do Passeio Alegre e da Praça Francisco Sá Carneiro, as floreiras da Rua do Infante, o jardim do parque de estacionamento da Trindade, a Praça da Trindade e as ruas de Gonçalo Cristóvão e de Sá da Bandeira.


Em colaboração com a Direção Municipal de Mobilidade e Transportes e com o objetivo de garantir uma melhor mobilidade e resolver situações de conflito foram reconstruídas 287 caldeiras em 32 artérias.


No âmbito da estratégia de racionalização de recursos naturais investiu-se na conservação dos sistemas de rega da cidade e no incremento de áreas inseridas no controlo de rega inteligente - IQ.


O Porto recebeu em Maio de 2018 a IGIC Porto'2018 - International Green Infrastructure Conference, a primeira a realizar-se na Cidade. Urbanistas, arquitetos paisagistas, geólogos, agrónomos e decisores políticos de vários países participaram neste fórum organizado pela Associação Nacional de Coberturas Verdes (ANCV) e pelo Município do Porto. Este evento, de caráter interdisciplinar, permitiu o debate alargado sobre a sustentabilidade nas cidades, assente em soluções baseadas na natureza.


Em 2018 foi concluído e apresentado publicamente o projeto do novo Parque da Asprela, que tem a particularidade de procurar resolver e fazer face ao grande desafio do controlo hidrográfico da Ribeira da Asprela e todas as outras ribeiras circundantes como uma oportunidade para criar um espaço paisagístico único no Porto, aprazível não só para fruição da população, mas também como solução de atravessamento (pedonal ou ciclável) para a comunidade académica que, diariamente, estuda e trabalha nesta zona da cidade. Neste projeto, cuja obra se estima em cerca de 1,7 milhões de euros, com 60% assegurados pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente (1 milhão de euros), junta-se ao Município (coordenador estratégico), a Universidade do Porto (proprietária do terreno) e o Politécnico do Porto.


Procurando dar expressão à visão estratégica de transformar a cidade do Porto na maior referência nacional ao nível da mobilidade elétrica, para além da instalação de mais pontos de carregamento e carregamento rápido na cidade, o Município deu continuidade ao processo de descarbonização da sua frota, tendo agora 274 veículos elétricos e híbridos plug-in. Esta solução permitiu uma forte redução no consumo de combustíveis fósseis, valor diminuído em cerca de 15.194 litros de gasóleo e com a consequente redução de cerca de 36,2 toneladas emitidas de dióxido de carbono em 2018.


Foi apresentada candidatura para o mandato de dois anos na liderança (chair) do Fórum do Ambiente da rede Eurocities, que resultou na eleição do Porto, por unanimidade. De notar que durante os últimos dois anos, o Porto ocupou a vice-presidência daquele Fórum sob a liderança de Amesterdão. Agora, o desafio cresce, tendo sido reconhecido o forte envolvimento do Porto nas matérias de ambiente.


O projeto Expansão das Florestas Nativas do Porto/FUN-Porto prossegue o seu processo de consolidação nas suas múltiplas vertentes e objetivos estratégicos de médio e longo prazos: (i) plantar no Porto 10.000 árvores em jardins e quintais privados até 2020 através do programa, Se tem um "Jardim, temos uma Árvore para Si", tendo, neste ano, sido distribuídos 2.132 exemplares (totalizando cerca de 6.000 árvores e arbustos entregues nas últimas 3 edições); (ii) Plantar no Porto 10.000 árvores e arbustos nos nós das vias de circulação principal até 2021, através do programa "Rede de BioSpots", tendo sido plantados em 2018 no Nó de Francos 543 árvores e arbustos nativos (totalizando até ao momento 1.305 árvores); (iii) Criar o primeiro bosque urbano nativo prestador de serviços de ecossistemas (e espaço de estudo) nos 4 hectares da Quinta de Salgueiros - "Porto BioLAB"; (iv) produzir 15.000 árvores e arbustos nativos para a cidade e para projetos de restauro ecológico na região da Área Metropolitana do Porto (para reflorestação de áreas ardidas e degradadas), com produção de 16.333 árvores nativas em 2018;


Em termos da Promoção e sustentabilidade do ambiente, e no âmbito da implementação do Roadmap do Município para a Economia Circular foi desenvolvida e produzida a primeira Agenda Circular do Município, integralmente dedicada ao tema da Economia Circular, que compreende ainda o guia anual de atividades de educação ambiental, bem como os principais projetos e trabalho visível do Município na área do desenvolvimento sustentável. Com a convicção de que "dar o exemplo" é a única maneira de influenciar e inspirar a mudança, procurou-se conceber e desenhar uma agenda anual que representasse a prova física da capacidade do Município do Porto para divulgar, esclarecer e colocar em prática os princípios motores da economia circular, de que são exemplo, a origem pioneira das peças (reutilização completa de uma garrafa PET) que constituem a capa, a reutilização de páginas dobradas já impressas, ou a preocupação em conceber múltiplas utilizações durante e após a vida útil da agenda.


Foi dada continuidade à participação do Porto na partnership para a Agenda Urbana para a Economia Circular, grupo de trabalho que tem como objetivo submeter à UE um plano de ação que permita inspirar e orientar o desenvolvimento de melhor legislação, melhor financiamento e maior partilha de conhecimento. O Porto coordena o tópico das Simbioses Industriais, onde se espera transformar as cidades num catalisador de intercâmbios e relações económicas entre os diferentes agentes do setor da indústria.


O Município do Porto foi selecionado pela Fundação Ellen McArthur (referência mundial do pensamento com a missão de acelerar a transição para a economia circular junto de empresas, governos e instituições académicas) para, juntamente com as cidades de São Paulo, Bruxelas e Guelph, integrar como ´focus-city' o Estudo "Cities and Circular Economy for Food". Alinhado com os objetivos do estudo e em conjunto com os diversos stakeholders e parceiros, foram definidos, para o Porto, objetivos e eixos estratégicos, tendo em vista a promoção da transição para um sistema alimentar regenerativo e local e a diminuição do desperdício alimentar.


O Município do Porto participou ainda nos Grupos de Trabalho que estudam a transição para a circularidade nos Resíduos de Construção e Demolição na AMP, nos plásticos e no desperdício alimentar (a convite da Smart Waste Portugal).


No que toca às Alterações Climáticas, desde a conclusão da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC) no final de 2016, os recursos foram empenhados prioritariamente na implementação e acompanhamento de ações que concorrem para a adaptação do território e da população. De 52 opções emergentes da EMAAC, 33 opções estão já em curso e 11 arrancarão a breve prazo, dependendo do formato final com que vierem a ser acomodadas no processo final de revisão do PDM.


O Município do Porto viu aprovadas duas candidaturas, que irão contribuir decisivamente para a antecipação de algumas medidas previstas na estratégia. Uma ao Horizonte 2020 com o objetivo de envolver a população no desenho e co-criação de corredores saudáveis entre bairros sociais e zonas degradadas com recurso a Nature Base Solutions e outra ao Life, com vista à implementação e monitorização da eficácia de Nature Base Solutions em edifícios públicos escolares, como medida de adaptação às alterações climáticas.


Foi ainda iniciado, em parceria estreita com a Agência de Energia do Porto, o processo de adesão do Município do Porto ao Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia.


Em 2018 deu-se continuidade à estratégia municipal de educação ambiental, cujo programa se vem destacando nos últimos anos pela capacidade de garantir uma oferta pedagógica consistente para promover a mudança de comportamentos e transformar os mais jovens em adultos ambientalmente responsáveis e solidários, dinamizando cerca de 20 oficinas ambientais, que abordam as temáticas mais prementes e são dinamizadas, diariamente e em regime totalmente gratuito, nos 5 centros de educação ambiental do Município, com a participação de mais de 45 mil pessoas, na maioria crianças.


Foram garantidas participações com ateliê de demonstração de soluções de base natural (nature base solutions) nos eventos Bioblitz, Festa de Outono e Serralves em Festa.


Foi concebida e produzida a exposição temática e itinerante Porto, cidade comprometida com o desenvolvimento sustentável, em exposição no Centro de Congressos da Alfândega, em direta articulação com a exposição "Extinção - o fim ou início?", com a chancela do Museu de História Natural de Londres. Esta exposição esteve ainda patente no Coliseu do Porto com o evento Climate Change Leardship Porto Summit 2018 e na edição de 2018 do festival de sustentabilidade "CidadeMais".


Procurou-se ainda comunicar e interagir de forma distinta com os restantes segmentos-alvo (famílias, população universitária, população sénior, população com necessidades especiais), destacando-se a dinamização do programa Ambiente em Família, que permitiu abrir a rede de centros às famílias ao fim de semana, em colaboração com docentes e investigadores da Universidade do Porto.

Organizou-se a 5ª edição do evento "CidadeMais", que representa, mais do que um festival, uma grande plataforma cívica de auscultação. Na edição de 2018, o evento decorreu em apenas dois dias e contou com a participação de cerca de 12.000 pessoas.

Os Cemitérios Municipais do Porto estiveram em destaque durante o Congresso Anual da Association of Significant Cemeteries in Europe, no qual o Município participou.

Através da GO Porto, EM, foram lançadas as empreitadas de recuperação e restauro das capelas dos cemitérios do Prado do Repouso e de Agramonte. Concluiu-se a obra do Serenarium no Cemitério do Prado Repouso e restauro das capelas mortuárias do Cemitério do Prado Repouso e Agramonte.

No âmbito do XIII Ciclo Cultural dos Cemitérios do Porto, foram organizadas 15 visitas guiadas, 2 concertos e 1 exposição fotográfica. As visitas diurnas, noturnas, raids fotográficos, versando temáticas como a simbologia, os escritores e a história da música do séc. XIX/XX, em parceria com a Comunidade Anglicana da Igreja de St. James, resultaram na presença de cerca de 1.075 participantes. As atividades biográficas, sobre escritores e músicos, contaram com a participação de atores e músicos, respetivamente. Acolheu-se o evento OPEN HOUSE Porto, com a realização de uma visita noturna ao Cemitério de Agramonte.


Todas as atividades ofereceram tradução para Língua Gestual Portuguesa, em colaboração com o Departamento Municipal de Desenvolvimento Social.


No ano de 2018, a evolução da PortoAmbiente veio materializar a visão do Município na profissionalização das atividades de Recolha de Resíduos Urbanos e Limpeza do Espaço Público, fomentando uma cultura própria, com uma identidade orientada para a execução daquelas atividades de uma forma dinâmica, proativa, focada na satisfação das necessidades do Munícipe e sem descurar o equilíbrio da sustentabilidade económica das operações ou a qualidade dos serviços prestados.


Em termos operacionais, e ao longo do ano, verificou-se (i) o início do processo de internalização da recolha de resíduos (indiferenciados e seletivos) que se encontrava até então a ser realizado diretamente pelo Município do Porto, tendo sido estendido às concessões que operavam na cidade (processo este denominado de phase-out). O conjunto de alterações e evoluções concretizadas, possibilitou que, até ao final do mês de junho, a PortoAmbiente passasse a assumir de forma direta a recolha da totalidade dos resíduos da cidade; (ii) o início da fase de organização, preparação, planeamento e execução do projeto de recolha seletiva Porta-a-porta residencial; (iii) a reformulação do serviço ecolinha, com reforço das equipas de trabalho e ferramentas informáticas de suporte; (iv) a definição de equipas de trabalho especialmente dedicadas a missões específicas com vista à melhoria do serviço da limpeza do espaço público e da qualidade de vida da cidade, em concreto, nomeadamente com limpeza de grafitis e sensibilização; (v) o início de um novo contrato de Prestação de Serviços de Limpeza Pública no Município do Porto, com a duração de 4 anos.


Ao nível da atividade de Gestão de resíduos urbanos, o ano de 2018 registou novo crescimento das quantidades totais (6 mil toneladas representativo de 4%), sendo de destacar a formação do mix das mesmas (i) Resíduos indiferenciados - 2,5 mil toneladas representativas de 2%, e (ii) Resíduos seletivos - 3,5 mil toneladas representativas de 14%. A integração de todo o serviço assim como a estratégia levada a cabo pela PortoAmbinete, permitiram elevar a taxa de preparação para a reciclagem dos 26,26% (final de 2017) para os 28,38%, estando assim bem mais perto da meta 30,66% para 2020. Também ao nível das retomas de recolha seletiva no final de 2017 o valor alcançado era de 56,77 Kg/hab.ano já em 2018 atingiu-se o valor de 60,51Kg/hab.ano tendo praticamente alcançado a meta de 2020 que é de 60,63 Kg/hab.ano.


No âmbito das feiras e mercados, sob a tutela do Município e gestão do Departamento Municipal de Turismo e Comércio, a estratégia definida passou pelo revisitar do conceito de feiras e mercados da Cidade, assegurando-se numa primeira fase a visita às feiras de Vandoma, dos Passarinhos, de Antiguidades e Velharias, de Numismática e Filatelia, do Cerco, e ao mercado da Ribeira, para uma análise crítica e propostas de melhoria.


Neste âmbito procedeu-se à atribuição de lugares de feira, inscrição de novos feirantes no sistema de gestão das feiras e ao cancelamento de ocupações, propôs-se alteração do Regulamento da Feira de Vandoma e do Regulamento da Feira da Pasteleira, de deslocalização de uma feira para o Parque do Covelo e iniciou-se o procedimento para alteração do Regulamento da Feira dos Passarinhos. Iniciou-se ainda o procedimento para o desenvolvimento de uma imagem Feiras e Mercados do Porto e a consulta ao mercado para a criação de novos layouts mais apelativos e cosmopolitas relativos a equipamentos a instalar nas feiras e mercados.


Ao longo do ano procedeu-se à gestão partilhada das feiras sob tutela da empresa municipal Porto Lazer, EM.


No domínio das águas, a empresa municipal Águas do Porto, EM registou progressos significativos nos projetos estratégicos que consubstanciam a gestão integrada e sustentável do ciclo urbano da água no Município do Porto, tendo por base os princípios da eficiência operacional, da responsabilidade social e ambiental e do equilíbrio económico-financeiro. A empresa fechou o presente exercício com a sua situação económico-financeira consolidada, o que permitiu reduzir em 2% a tarifa de base em vigor em 2019.


No domínio da concretização do Plano de Investimentos para 2018, executou empreitadas de reabilitação do seu património e edificado e de remodelação das suas infraestruturas de água, de águas residuais e de águas pluviais, assim como vários projetos de promoção da sustentabilidade ambiental e da cultura de inovação, no valor global de 13 milhões de euros.


Assinalou-se a reta final da primeira fase da H2PORTO - Plataforma Tecnológica de Gestão Integrada do Ciclo Urbano da Água, novo paradigma na operação e manutenção dos sistemas e infraestruturas geridas pela empresa. Esta ferramenta tecnológica de apoio à gestão em tempo real é constituída pelos sistemas integrados: informação territorial, telesupervisão das infraestruturas, modelação numérica, controlo remoto e informação ao público. O seu carácter inovador e disruptivo foi distinguido pelos Portugal Digital Awards, na categoria Best Digital Strategic Tools.


No âmbito da sua política de inovação, lançou um concurso público internacional para o fornecimento contínuo de contadores munidos de sistema de telemetria e de concentradores para transmissão remota de dados, cujo investimento permitirá que, até 2021, 44% do parque de contadores passe a ser constituído por equipamentos inteligentes, com leituras remotas e em tempo real, o que contribui para o aumento do rigor da faturação e do cálculo da água não faturada.


Do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, a Águas do Porto, EM, concluiu um projeto de produção de eletricidade a partir de energias renováveis, designadamente a instalação de uma central fotovoltaica na sua Sede. A produção anual estimada de energia é de 462.396 kWh, dos quais 72,7% serão utilizados para autoconsumo, sendo os restantes 159.162 kWh vendidos e injetados na rede. As emissões de dióxido de carbono evitadas representarão 217 toneladas por ano. Perspetiva-se, ainda, uma diminuição de 50% dos custos associados à parcela de energia ativa consumida no primeiro ano de produção.


Tendo em vista a promoção da mobilidade elétrica, e no âmbito do concurso público do Grupo Câmara Municipal do Porto, a Águas do Porto, EM, recebeu 84 viaturas, das quais 50 são totalmente elétricas, 7 híbridas e as restantes a combustão e abriu ainda um concurso público para a construção de um aparcamento automóvel dotado de postos de carregamento elétrico dos veículos a que se soma o investimento para aquisição dos equipamentos de carregamento de viaturas elétricas e software de gestão.


No domínio infraestrutural, é de salientar o arranque da empreitada de requalificação da Avenida Fernão de Magalhães, entre a Praça Francisco Sá Carneiro e o Campo 24 de Agosto, que inclui a remodelação das infraestruturas hidráulicas nesta artéria da cidade, executada em parceria com a GO Porto, EM.


Também começaram em 2018 as obras de reformulação do Coletor Geral da Zona Norte e de reabilitação de infraestruturas em diferentes zonas da cidade, nomeadamente no Bairro S. João de Deus, na Praça Nove de Abril e nas ruas de Monsanto, Nova do Regado, Sol, São Luís e Barão de Forrester, entre outras. As empreitadas transitadas do ano anterior avançaram igualmente a bom ritmo, destacando-se a construção do intercetor de Rio Tinto, a reabilitação dos reservatórios dos Congregados e do Bonfim e a remodelação do Pavilhão da Água.


No domínio da gestão dos bens patrimoniais, a Águas do Porto, EM, iniciou a obra de musealização da Galeria do Rio de Vila. Este projeto inclui a estruturação de um discurso interpretativo e de conteúdos para apoio à visita no troço entre a Estação de São Bento e o Largo de São Domingos, passando a integrar o Circuito Urbano da Água na cidade do Porto.


Para além disso merece destaque a reabertura ao público dos jardins e mata da Quinta de Nova Sintra. A devolução deste espaço verde aos portuenses, englobando a valorização artística e histórica de várias fontes e chafarizes antigos, constitui um contributo importante para a dinamização da zona oriental da cidade, eleita pelo Município do Porto como prioritária na sua estratégia de planeamento e investimento.


Na gestão operacional, o índice de água não faturada desceu para 17,7%, o que representa uma qualidade de serviço boa, de acordo com os valores de referência da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). Para este resultado contribuíram as atividades de controlo ativo de perdas e de rápida intervenção na reparação de roturas e avarias, assim como os investimentos realizados na remodelação da rede de abastecimento de água e na renovação do parque de contadores. Outro pilar fundamental da redução das perdas de água é a pesquisa ativa de ilícitos.


A Águas do Porto, EM, foi reconhecida como uma referência nacional na deteção e no combate aos ilícitos e na tramitação dos consequentes processos contraordenacionais. Esta atuação contribui para a sustentabilidade económico-financeira da empresa uma vez que a redução do uso de água não autorizada implica a faturação e cobrança efetivas de todos os serviços prestados. Paralelamente, é uma via de promoção da justiça tarifária, possibilitando, com outras medidas, que o Porto aplique a segunda tarifa mais baixa entre os municípios da Área Metropolitana do Porto e os 20 concelhos mais populosos do País.


Neste ano, a qualidade da água distribuída na cidade do Porto foi novamente reconhecida pela sua excelência. A empresa foi uma das vencedoras do Selo de Qualidade Exemplar de Água para Consumo Humano, o que garante que 99,7% da água é controlada e de boa qualidade (água segura). Este galardão insere-se nos Prémios de Qualidade dos Serviços de Águas e Resíduos, promovidos pela ERSAR e pelo jornal Água&Ambiente.


A Águas do Porto, EM, aprovou, ainda, o Plano de Despoluição das Linhas de Água, que contempla a adoção de medidas mais concretas e incisivas, nomeadamente a intensificação da inspeção dos troços a céu aberto para deteção precoce de descargas indevidas, a identificação de interligações entre as redes de águas residuais e pluviais tendo em vista a sua eliminação e a monitorização em tempo real com alertas para a ocorrência de anomalias. As linhas de água com atuação prioritária correspondem ao rio de Vila e às ribeiras da Asprela, da Granja e de Aldoar. O objetivo é melhorar significativamente a qualidade da água, de modo a que seja atingida a classificação "Boa" até ao final de 2022.


O Parque Central da Asprela, novo pulmão verde da cidade do Porto, deverá estar concluído no primeiro semestre de 2020, contemplando o controlo de cheias na ribeira da Asprela e a criação de um espaço paisagístico único com vários espelhos de água e soluções de atravessamento pedonal e ciclável.


O projeto une o Município do Porto, através da Águas do Porto, EM, a Universidade do Porto, proprietária do terreno situado entre a UPTEC e a Faculdade de Desporto, e o Instituto Politécnico do Porto. A comunidade académica, constituída por alunos, docentes, investigadores e outros colaboradores, será a principal beneficiária do Parque Central da Asprela, abrangendo 30.000 indivíduos. Acrescem os utentes do Centro Hospitalar São João e do IPO e os passageiros da Linha Amarela do Metro do Porto.


No domínio da gestão da frente marítima, e no período em análise, o Porto manteve a Bandeira Azul e a Qualidade de Ouro em oito das suas praias, renovando ainda a distinção de Praia Acessível nas praias do Homem do Leme e do Carneiro. Comemoram-se, assim, onze anos consecutivos de atribuição da Bandeira Azul às praias da cidade na medida em que esta bandeira foi hasteada, pela primeira vez, na zona balnear do Homem do Leme em 2007.


Relativamente ao cumprimento dos critérios do programa Bandeira Azul, manteve-se o controlo analítico diário da qualidade da água das praias, a monitorização do estado de funcionamento e conservação dos equipamentos e serviços de apoio à prática balnear, assim como a prestação de informação ao público e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental. "Lufada de Mar Fresco" foi o título da campanha de comunicação e sensibilização ambiental desenvolvida durante a época balnear de 2018, tendo o número recorde de ações desenvolvidas nas praias conduzido à premiação, pelo terceiro ano consecutivo, do Porto como "Município Mais Azul".


O enfoque na educação ambiental foi reforçado com a realização da quinta edição do Aquaporto, o maior festival de água e ciência do País. Ao longo de três dias passaram pelo Parque da Cidade, na envolvente do Pavilhão da Água, mais de 20 mil participantes. Sob o lema "Pelo Planeta, Mãos à Água", este evento lançou um alerta global em relação às alterações climáticas e aos seus impactos, através de um programa com 130 experiências científicas, pedagógicas e lúdicas de acesso gratuito.


No âmbito do bem-estar animal foi iniciada a obra de construção do Centro de Recolha Oficial de Animais (CRO), que substituirá o velho canil do Porto e se perspetiva ver inaugurado durante o ano de 2019. Este Centro de Recolha localiza-se em Azevedo de Campanhã (ocupando uma parcela de terreno do Viveiro Municipal) e será uma estrutura moderna que vai oferecer condições de excelência para a recolha de canídeos e felídeos.


Foram estabelecidos contactos com associações zoófilas para estruturar apoio financeiro para implementação de programa CED (Captura-Esterilização-Devolução) em colónias de gatos do Concelho do Porto. Nesse contexto específico, o programa CED consiste em organizar e disciplinar uma rede de cuidadores informais, que cumpram um plano de gestão devidamente autorizado pelo Médico Veterinário Municipal, em que os animais capturados são esterilizados e devolvidos à colónia. Este método não visa perpetuar a permanência destes animais no espaço da colónia, nem tão pouco encorajar o aumento do número de indivíduos, mas apenas garantir que o número original vive de forma livre, sem doenças transmissíveis, controlando todos os gatos intrusos, e esgotando-se num tempo finito que compreende a esperança de vida dos indivíduos que compõem essa colónia.