Cultura

No objetivo da Cultura integra-se o programa Dinamização da arte, cultura e ciência no montante de 6,2 milhões de euros.

No âmbito da dinamização da cultura foi assegurada a implementação da estratégia cultural para a cidade, através de uma intervenção integrada e transversal, com os diversos agentes culturais da cidade, nacionais e internacionais.

Através da atuação dos serviços municipais de Bibliotecas, Arquivos, Museus, Património Cultural, Galeria, Teatros e Ação Cultural e Científica, foi desenvolvida uma programação intensa, inclusiva e diversificada, cruzando a valorização do património e o estímulo à criação contemporânea, assumindo-se estas vertentes como um relevante fator de coesão social e de regeneração urbana, dinamizador da economia, da qualidade de vida e do bem-estar das populações.

A dinamização da cultura implica a gestão e regular funcionamento de uma considerável rede de equipamentos municipais de vocação cultural e abertos ao público (16 espaços).

Através da GO Porto EM, prosseguiu o projeto de requalificação do Cinema Batalha, do Abrigo dos Pequeninos (futuro espaço das Reservas Municipais) e do Reservatório (futuro Museu de História da Cidade) e continuam em execução as empreitadas de Requalificação dos Caminhos do Romântico, do Museu do Vinho do Porto e do Espaço Entre Quintas (serviços educativos). Futuramente prevê-se ainda a relocalização do Banco de Materiais na zona da Sé (proximidade do Arqueossítio), a musealização do Rio da Vila (Centro Histórico) e a criação de uma Fonoteca Municipal com um acervo de 35 mil vinis (em Campanhã).

Manteve-se e intensificou-se a prestação de serviço público de continuidade através da recolha, preservação, valorização e disseminação patrimonial, por entre as múltiplas frentes de acesso às coleções municipais - monografias, periódicos, documentos, coleções fotográficas, de pintura, têxtil, artes decorativas, moedas, joalharia e outras formas de arte. Para ativação deste acesso ao património material e imaterial a maioria dos equipamentos estiveram em funcionamento e abertos ao público em horários alargados, como foi o caso das atividades regulares de serviço aos leitores, na Biblioteca Pública Municipal do Porto e na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Arquivo Histórico e na sua Biblioteca de Assuntos Portuenses, quer presencialmente, quer através dos diversos catálogos em linha (290 mil acessos individuais). Na oferta museológica, encontram-se abertos ao público os diversos polos do Museu da Cidade, com uma identidade gráfica renovada e uniforme e uma programação comum, que começou a ser objeto de divulgação conjunta pela primeira vez. Através da implementação de um projeto de requalificação de três museus (candidatura financiada pelo Norte 2020), e depois da reabertura da Casa-Museu Guerra Junqueiro e da requalificação da Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, com as respetivas melhorias ao nível de entrada e acessibilidades, em 2018 foi reinaugurado o Museu Romântico, com um discurso totalmente renovado e novas obras em exposição permanente. Os três museus tiveram ainda direito à edição de catálogos / guias das coleções gratuitos.

No âmbito da execução da candidatura Valorização dos Caminhos de Santiago - Caminho Português da Costa, que o Município do Porto integra com outros nove municípios para um conjunto de ações comuns, foi concluída a empreitada da reabilitação da Capela de Nossa Senhora das Verdades, aberta ao público desde março de 2018 e que nos primeiros dois meses já registava 5.500 visitantes.

Destaca-se a ação do Teatro Municipal do Porto - Rivoli e Campo Alegre, que consolidou a sua atuação como equipamento cultural de referência das artes performativas através de uma vasta programação, com projetos locais, nacionais e internacionais como Tales Frey, Brett Bailey, Matuilde Monnier e Alan Pauls, Raimundo Hoghe, Max e René, e criadores nacionais e locais como André Braga e Cláudia Figueiredo, Martim Pedroso, Patrícia Portela, Catarina Real e Ângelo Cid Neto, Vitor Fontes e Maria Melo Falcão, Cláudia Dias e outros, parte dos quais no âmbito do festivais acolhidos no teatro, como o FITEI ou o FIMP.

Mantiveram-se as apresentações regulares no âmbito dos Palcos Instáveis e as residências artísticas de longa e de curta duração no Teatro do Campo Alegre. Importa salientar a realização da terceira edição do Festival DDD - Dias Da Dança, que decorreu em associação com outros dois municípios da Frente Atlântica - Matosinhos e Vila Nova de Gaia. O Teatro Municipal do Porto é também o espaço para ver cinema (Multiplex 2018, IndieJúnior Allianz, Fantasporto, 11.ª Festa do Cinema Italiano, Queer Porto 4, Festa do Cinema Francês, KISMIF 2018, SOS Racismo: MICAR, Festival Porto/Post/Doc, ?), para ouvir música (Understage, Novos Talentos, Concerts4Good, Festival Porta Jazz, ?), proporcionando uma atividade plural, diversa e para todas as faixas etárias. Ao longo do ano, realizaram-se mais de 543 iniciativas, distribuídas por mais de 1.729 sessões, fruídas por, aproximadamente, 120.000 pessoas.

Mas não só nos teatros se apresentam artes performativas. O programa da 5.ª Edição do Cultura em Expansão continuou a levar a arte e a cultura a locais da cidade onde o seu acesso está mais condicionado, pela primeira vez cobrindo todas as freguesias. Apresentaram-se projetos interdisciplinares e participativos a um público itinerante, a bairros sociais e locais periféricos, contribuindo para a coesão social e a regeneração urbana, eliminando barreiras e encurtando distâncias culturais, sem conceder na qualidade artística dos projetos. Ao todo, foram cerca de meia centena de sessões, com nomes como António Pinho Vargas, Katalin Déer, Carlos Lobo, Dinis Santos, Orquestra Jazz do Porto, Teatro Experimental do Porto, Teatro de Ferro, Visões Úteis, Circolando, Oupa!, Rui Veloso, Leonor Teles, etc. O programa desta edição, ao longo de 2018, deu mais ênfase ao trabalho de oficina e laboratório que se expandiu pelo território da cidade e, também, na diversidade de práticas artísticas, incluindo - pela primeira vez - projetos nas áreas da literatura e do circo. A criação musical continuou a ser uma prioridade programática e procurou consolidar projetos e equipas, bem como, desenvolver novas parcerias com o envolvimento de uma orquestra comunitária e de um rancho folclórico do Porto. A realização cinematográfica marcou presença através do olhar de um nome fundamental do novo cinema português e os projetos de processo criativo, acompanhados com grupos de residentes, estenderam-se desde Aldoar até ao Bonfim. O projeto OUPA!, após três anos consecutivos de oficinas e concertos, consolidou os resultados e estimulou a colaboração entre os grupos de Lordelo, Ramalde e Cerco. Dedicou o ano de 2018 à criação, gravação e edição de um álbum comum, onde figuraram temas originais, desenvolvidos no último triénio, assim como temas inéditos; no que concerne à vertente musical o projeto Fala-me ao Ouvido deu a conhecer um outro lado da música com concertos comentados onde os músicos pontuaram as suas performances com breves momentos explicativos sobre as obras que interpretaram. De Satie a Zeca Afonso, o espetro musical deste miniciclo permitiu aos músicos e compositores partilhar com o público detalhes habitualmente escondidos, tais como histórias das obras ou propostas artísticas; o novo ciclo Viagens levou vários projetos de longa duração a percorrer as sete freguesias do Porto, com o seu programa de atividades itinerantes desde o cinema insuflável, conferência, objetoteca, galeria portátil e um contentor/simulacro que empreendeu uma viagem transoceânica; O Palco é a Cidade englobou as artes performativas, através de quatro produções teatrais, onde se reforçaram os projetos com atores amadores, ou em fase de formação, e a própria comunidade.

O festival internacional de pensamento Fórum do Futuro versou, em 2018, o tema ÁGORA CLUB, sobre a manifestação da Antiguidade na cultura contemporânea, propondo compor um espaço público de encontro, troca e negociação (de identidades, práticas e linguagens) e, simultaneamente, de análise das Ágoras nos nossos dias. A 5.ª edição teve lugar entre 4 e 10 de novembro, com um intenso programa em que se debateu a Antiguidade, entendida como uma temporalidade recorrente, a partir da qual a estética e a prática ética ressurgem em diferentes períodos da História, envolvendo múltiplos territórios, culturas, classes, histórias e corpos. Partindo de vários contributos nos campos da literatura, política, arquitetura, astronomia, filosofia e artes visuais, no Fórum refletiu-se acerca do alcance desta temporalidade, questionando-a nas suas dimensões sociais, económicas e culturais. O evento acolheu oradores provenientes das mais diversas áreas do conhecimento, designadamente: Ali Cherri, Guan Xiao, Nadya Tolokonnikova (Pussy Riot), Trajal Harrell, Slavs And Tatars, Maurizio Lazzarato, Michel Mayor, Vinzenz Brinkmann, Hans Ulrich Gumbrecht, Jörg Scheller, Martha Kirszenbaum, Alexandra Pirici, Toyo Ito, Walid Raad, Martin Crimp, Marina Warner, Beatriz Colomina, Shumon Basar, Mary Reid Kelley & Patrick Kelley, Christian Boltanski, Margaret Atwood, Kapwani Kiwanga, Astra Taylor, Paul B. Preciado, Harrison Birtwistle, Charlotte Higgins, Brooke Holmes, André Aciman, Eva Franch e Pankaj Mishra. Cerca de 7.000 pessoas assistiram às 28 sessões.
A Feira do Livro do Porto realizou-se nos renovados Jardins do Palácio de Cristal e contou com uma forte adesão de editores, livreiros, alfarrabistas, associações e promotores de projetos inovadores em torno do livro. Ao longo da Avenida das Tílias, os 130 pavilhões do certame foram ocupados por 13 entidades institucionais, 70 editoras, 17 livrarias, 7 distribuidores e 23 alfarrabistas. A edição da Feira do Livro ofereceu um novo projeto Cabine de Escalas que disponibilizou um espaço mediador viabilizando o encontro do público com catorze editoras de pequena escala. Esta edição homenageou José Mário Branco e proporcionou um alargado conjunto de oportunidades culturais e de animação, desde conversas com autores consagrados até subidas em balão de ar quente, passando por concertos de jazz e workshops infantis, bem como por 8 debates, 4 sessões de spoken word, 3 exposições, um ciclo de cinema com 5 filmes, um curso breve de literatura com 10 lições e sessões especiais. De salientar ainda a exposição Porto Sentido de Fora, que exibiu uma vasta coleção de livros e guias de viagem estrangeiros sobre a cidade do Porto, e o projeto Escritor em Residência, com o lançamento de um conto inédito por Bernardo Carvalho. Esta vasta oferta levou a que passassem pelo evento mais de 300 mil visitantes.

A Galeria Municipal do Porto reforçou a dimensão de espaço aberto a novos modelos expositivos, enquanto lugar de interdisciplinaridade artística e de janelas abertas para os debates contemporâneos. A programação contou com 5 exposições, onde marcaram presença, aproximadamente, 110.000 visitantes. A exposição "10 000 anos depois entre Vénus e Marte", iniciada em 2017, prolongou-se até fevereiro de 2018, com obras oriundas da coleção Cachola, e a Galeria Municipal apresentou-a pela primeira vez na cidade do Porto com a curadoria de João Laia. Esta coleção é composta por mais de seiscentas e cinquenta obras de mais de uma centena de artistas; a temporada de 2018 abriu com "Germinal" que reuniu 60 trabalhos, da coleção do escultor Pedro Cabrita Reis, construída durante 30 anos, com curadoria de Pedro Gadanho e Ana Anacleto, sendo de salientar que esta exposição rumou, depois, para o MAAT, em Lisboa; "Prémio Paulo Cunha e Silva", criado em 2015 em homenagem ao antigo vereador da cultura, dirigido a artistas com menos de 40 anos que não tenham tido mais do que uma exposição individual de alcance internacional. Integrou as obras dos seis finalistas da primeira edição do prémio: Christine Sun Kim, Jonathas de Andrade, June Crespo, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Naufus Ramirez Figueiroa e Olga Balema; "O Ontem Morreu Hoje, O Hoje Morre Amanhã", projeto expositivo sobre práticas sociais em clubes e bares, enquanto espaços de fuga e falência iminente dos sistemas sociais diurnos, da artista Carla Filipe que reuniu obras de diversos artistas locais e internacionais que exploraram formas de experienciar a noite, nomeadamente a intersecção entre música e imagem; "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010: 5 décadas de inquietação musical no Porto", abordou a onda vanguardista e de liberdade sonora da cidade, da música erudita à de intervenção, do punk ao hip-hop e eletrónica, o programador e editor de música Paulo Vinhas foi responsável pelo mapeamento desta exposição; "Curveball Memory - Musa Paradisíaca", projeto inédito de Eduardo Guerra e Miguel Ferrão, que explora o território da cidade, numa reflexão sobre a prática discursiva para "auscultação do desejo das coisas", na mezzanine da galeria, em que cada lugar, cada pessoa, ou cada coisa, surge de forma distinta, através de objetos, textos, sons e imagens; "Transantiquity", comissariada por Guilherme Blanc e Filipa Oliveira, constituiu uma ponte direta com o Fórum do Futuro, que explorou a relação entre o legado da antiguidade e a prática artística de um conjunto de artistas contemporâneos.

No que concerne ao projeto museológico e expositivo para lá da Galeria Municipal, reforçou-se o programa de visitas, celebração de dias comemorativos e de efemérides, assim como exposições temporárias que pretendem melhorar a divulgação e conhecimento das coleções municipais, sempre em diálogo com a contemporaneidade. Merecem destaque: Prémio João de Almada, exposição realizada nos Paços do Concelho sobre a recuperação do património arquitetónico que se faz na cidade, que distinguiram a Casa da Boavista, o Teatro do Bolhão e a Universidade Católica do Porto; "Cancioneiro de Natal", que decorreu na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, composta por 12 cartazes com poemas alusivos à época natalícia; "Fotografar Virgínia Woolf, fotografias de Nuno Moreira" que decorreu na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, com base no livro "A Casa Assombrada", pretendeu não só criar uma versão fotográfica dos cenários descritos na obra, mas captar também a personalidade da autora e a composição das suas personagens; "Nu Umbigo" da escultora portuense Isabel Dores, exposição patente na Sala Aberta do Palacete dos Viscondes de Balsemão, passou pela instalação de cerca de 100 umbigos nas paredes do espaço; "Encontros" que decorreu na Casa Museu Guerra Junqueiro, com obras plásticas do polémico Prémio Nobel da Literatura alemão Günter Grass (1927-2015), no âmbito da celebração dos 90 anos do seu nascimento, contou com a presença dos chefes de Estado português e alemão, e teve curadoria de Hilke Ohsoling; mostra "Os livros", que decorreu na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no âmbito das Jornadas: "Desimaginar o Mundo - Manuel António Pina, 2018", que tiveram início em 18 de novembro de 2018, data em que se celebrou o 75.º aniversário do nascimento de Manuel António Pina, autor de uma das mais consistentes e imaginativas obras da literatura em língua portuguesa; "Conheço as suas raízes: nos 90 anos de Fernando Guimarães", que decorreu na Biblioteca Municipal de Almeida Garrett, no ano em que celebra 90 anos o Município do Porto presta uma homenagem ao autor e à sua obra; "Lojas do Porto - História e Identidade", a decorrer na Casa do Infante, realça o papel do comércio na cidade, ao longo do tempo. Relembram-se lojas tradicionais - algumas já desaparecidas, outras ainda existentes - partindo de documentos, imagens e objetos do Município, aos quais se juntam, ainda, objetos de alguns estabelecimentos.

Visitantes a exposições, participantes de atividades de serviço educativo (como visitas guiadas e oficinas) nos espaços museológicos municipais foram cerca de 400.000.

O desafio de (re)descoberta do património material e imaterial da cidade realizou-se, pelo quinto ano consecutivo, com consolidado êxito. Os ciclos intitulados Um Objeto e Seus Discursos Por Semana, nesta edição, permitiram entrar em museus, bibliotecas e praias, mas também em associações, restaurante e barcos, cemitérios, laboratórios ou jardins e hospitais. Debateram-se objetos museológicos e, simultaneamente, ideias, valores e sabores; cruzaram-se convidados dos quadrantes sociais e dos saberes mais diversos. Em 29 sessões, participaram quase 3.000 pessoas, 86 convidados e moderadores.
De descoberta ou redescoberta, também, se fizeram os Percursos Culturais propostos em 2018. Os técnicos municipais partem de locais diversos, mais ou menos conhecidos, desvendando objetos, documentos, ruas e espaços e revisitando múltiplas histórias reais, mas também alguns mitos. Com uma programação trimestral e temática, realizaram-se 33 percursos dedicados à cidade, homens, espaços e construções, nos quais participaram cerca de 670 pessoas.
Em representação do Município, o Pelouro da Cultura manteve a interlocução com a UNESCO e demais entidades oficiais, assumindo a função de "gestor do sítio" classificado - Centro Histórico do Porto - e integrando a Rede de Património Mundial de Portugal bem como outras redes internacionais, que visam a promoção e salvaguarda deste bem inscrito na lista património mundial. De salientar neste âmbito a aprovação e o desenvolvimento do projeto financiado AtlaS.WH - Património no Espaço Atlântico: Sustentabilidade dos Sítios Urbanos Património Mundial, resultante de uma parceria entre Bordéus, Santiago de Compostela, Edimburgo e Florença, e liderada pelo Porto que pretende potenciar a reflexão e análise conjunta com vista à concretização dos novos Planos de Gestão e de Sustentabilidade para cada Sítio, que passa pela implementação de uma metodologia comum e por um modelo integrado de gestão e monitorização, sob o princípio do desenvolvimento sustentável, com vista a contribuir para a manutenção da identidade urbana de cada Sítio.

Com o propósito de promover o conhecimento sobre o crescimento da malha urbana da cidade, lançou-se o projeto Cartas Históricas Interativas do Porto, ou CHIP, uma colaboração entre o Património Cultural, o Arquivo Histórico, os Sistemas de Informação e o Urbanismo, para a visualização em linha de documentos históricos da cidade do Porto suportados numa base SIG tendo na sua fase inicial disponibilizado cartografia baseada na Planta Topográfica da Cidade do Porto, 1892 de Teles Ferreira.
O Município associou-se às Jornadas Europeias do Património, subordinadas ao tema "Saber" Partilhar Memórias Turismo e o Património, com um programa que incluiu a realização de atividades em espaços municipais, e deu continuidade à tradicional atribuição dos prémios para as melhores cascatas sanjoaninas e para os melhores presépios, mediante concurso implementado para o efeito.

A área de património cultural assegurou de forma continuada os serviços de documentação e informação administrativa nas áreas de arquitetura e arqueologia, promovendo a salvaguarda do património de importância para a cidade e sua história, exercício de direito de preferência, tendo mantido o seu envolvimento na revisão do Plano Diretor Municipal (valores patrimoniais, arqueológicos e edificados).

Em 2018 deu-se continuidade à divulgação das residências artísticas existentes na cidade do Porto, a plataforma InResidencePorto, que sistematiza ofertas de espaços de trabalho para artistas nacionais e internacionais: Mala Voadora, Maus Hábitos, Espaço Mira, Sonoscopia, Rua do Sol e Circolando. Pretende-se, desta forma, criar condições para que os artistas se ancorem no Porto e possam descobrir o que a cidade tem para oferecer.
O ano de 2018 foi de continuidade para o programa Criatório, com vista à atribuição de 16 bolsas de apoio a projetos de criação artística, cada um no valor de 15 mil euros, distribuídos por quatro modalidades: artes visuais e curadoria; artes performativas e programação; composição, programação e performance musical; literatura, investigação e pensamento crítico. Este programa recebeu 183 candidaturas, tendo sido admitidas 176, das quais o júri selecionou as 16 apoiadas. Lançou-se neste ano o programa de apoio à internacionalização cultural Shuttle, com seleção de candidaturas apostadas em promover a arte e os artistas portuenses no estrangeiro. Ainda no âmbito da plataforma Plaka, foi lançado um novo programa de aquisições, com o propósito de reforçar a coleção municipal com obras de arte contemporânea, tendo sido adquiridas dez obras. A plataforma Pláka, que reúne estes diversos projetos sobre arte contemporânea e as práticas artísticas, ganhou ainda um website dedicado e um projeto de formação, Coletivos Pláka, que reúne grupos de reflexão e produção de pensamento, coordenados por tutores que programam cursos dedicados a temáticas específicas, realizados em julho, outubro, novembro e dezembro.

Foi dada continuidade à Agenda para o Cinema Independente, que organiza, mapeia e divulga as sessões de cinema que acontecem fora do circuito comercial. Com o objetivo de garantir uma sólida oferta cinematográfica na cidade, e numa clara estratégia de apoio à exibição de cinema nas salas da baixa, promoveu-se o TRIPASS, um cartão que dá acesso privilegiado ao circuito de cinema na Baixa do Porto com descontos e outros benefícios nas salas Trindade, Teatro Municipal do Porto - Rivoli / Campo Alegre e Passos Manuel.