Desporto e animação

No objetivo do Desporto e animação integra-se o programa Incentivar e dinamizar o Desporto e animação da cidade, onde foram executados 5,3 milhões de euros, na quase totalidade pela empresa municipal Porto Lazer, EM.


O desporto e a prática de atividade física constituem uma importante componente da vida quotidiana dos munícipes, com reflexos importantes e diretos na sua qualidade de vida, no seu desenvolvimento social e no seu bem-estar físico e psicológico.


Em resposta a esse desígnio, promoveu-se e fomentou-se a atividade desportiva regular, quer a nível indoor, com especial incidência nas infraestruturas desportivas municipais, quer a nível outdoor, através do desenvolvimento de programas regulares ao ar livre e o apoio à organização dos mais variados eventos desportivos no espaço público na cidade. Num caso e noutro, sempre com propostas dirigidas a todas as faixas etárias e adaptadas a cada momento e a cada espaço.

Anda Porto, Baixa em Forma, De Volta à Forma, Dias com Energia, No Porto a Vida é Longa, Orientação na Baixa ou Porto Antistress são alguns exemplos de programas dinamizados ao longo do ano para a promoção da atividade física regular, agregando um vasto e diversificado leque de modalidades.

Em linha com o plano de atividades, o Município promoveu este ano o alargamento e a descentralização de vários desses programas, levando-os a locais mais improváveis e fora das zonas de maior fluxo.

Mostrar as potencialidades destes espaços, dando-lhes nova vida e novas possibilidades de vivência, foram objetivos assumidos e concretizados, nomeadamente, através de iniciativas como o programa Dias com Energia que alargou neste verão o seu âmbito a oito novos locais, passando a disponibilizar aulas em locais como o Parque de São Roque, a marginal da Foz, o Parque da Pasteleira, o Jardim de Arca d'Água, o Parque Oriental ou a Quinta do Covelo, atraindo cerca de 400 novos participantes.

Foram também introduzidas novas modalidades, como o yoga tibetano, S-Funcional, capoeira, body-balance, aeróbica e orientação urbana, a par das já habituais aulas de yoga, tai-chi e pilates - que no inverno se realizam no Pavilhão Fontes Pereira de Melo.

Também com o objetivo de promover a atividade física ao ar livre, a PortoLazer, EM promoveu, uma vez mais, o Estádio de Praia, junto ao Edifício Transparente, nos meses de julho e agosto. Ao longo de sete semanas, ali foram dinamizadas várias atividades e torneios desportivos, como o Circuito Europeu de Beach Rugby, três etapas do Circuito Regional de Andebol de Praia (que totalizaram mais de 1.100 participantes), a final do Campeonato Nacional de Gira Praia e, após longo hiato na cidade, também a final do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia, em seniores masculinos e femininos.

Ao longo do ano, a cidade do Porto foi também palco de várias provas de atletismo que, na sua grande maioria, registaram um acréscimo significativo de participantes, com destaque para a Corrida do Dia do Pai, Corrida da Mulher, Volta a Paranhos, Meia Maratona do Porto, Maratona do Porto e Corrida de São Silvestre, sem esquecer as três etapas do Vitalis Kids Challenge, disputadas no Parque Desportivo de Ramalde, e a estreante Corrida do Dragão.

Numa cidade cada vez mais eclética, são ainda de destacar os apoios concedidos a eventos como o Torneio de Natação Adaptada, competição que juntou no Complexo de Piscinas de Campanhã, um total de 147 atletas, em representação de 22 clubes; o Meeting de Atletismo do Porto; o Porto & Matosinhos Wave Series, que além de acolher algumas das mais importantes competições nacionais nas modalidades de surf, longboard, bodyboard, skimboard e stand up paddle (SUP), juntou ainda uma vertente didática e solidária, com batismos de surf para crianças carenciadas e ações de surf adaptado para crianças com mobilidade reduzida; o Porto City Race, cuja sétima edição levou os participantes a percorrer os Caminhos do Romântico e o Centro Histórico da cidade; a primeira edição do Torneio Internacional de Ténis em Cadeira de Rodas; a Liga dos Campeões de Minigolfe; ou, ainda, a 19.ª edição do Porto Open, este ano com um incremento do prémio monetário, passando a distribuir 50 mil dólares equitativamente pelas provas feminina e masculina.

Merecem ainda particular destaque, pelo seu impacto e dimensão internacional, a organização de eventos como o Porto Extreme XL, este ano com o bónus de inaugurar o novo campeonato internacional de Enduro - o World Enduro Super Series; e o regresso do Rally de Portugal, dois anos depois, à Baixa do Porto, com novo percurso que incluiu a inédita passagem pela zona dos Clérigos e que proporcionou um impacto de mais de 15 milhões de euros na economia local da cidade.

A par do contínuo investimento e melhoria do parque desportivo municipal, foram submetidas, em 2018, as candidaturas a fundos do Quadro Comunitário Portugal 2020, para Implementação de medidas de melhoria do desempenho energético ambiental nas Piscinas Municipais de Cartes, Constituição e Eng.º. Armando Pimentel.

Ao longo deste ano, e no âmbito do programa Porto Sem Barreiras, foram apoiados 180 atletas federados de 11 instituições da cidade, num valor global de 17 mil euros. Foram ainda cedidas gratuitamente instalações desportivas a seis instituições com desporto adaptado de recreação.

O ano ficou igualmente marcado pelo protocolo celebrado com a Federação Portuguesa de Ténis para a cedência de utilização do Complexo Desportivo do Monte Aventino. Embora mantendo-se propriedade do Município, o imóvel será reabilitado e dotado de novas e modernas valências, num investimento integralmente suportado pela Federação.

A par da criação de um centro de formação e alto rendimento e do desenvolvimento de um projeto dirigido a crianças do 1.º ciclo, o equipamento mantém-se ao serviço da cidade e de iniciativas municipais como o programa "No Porto a Vida é Longa" (com um crescimento de 22% para um total de 1.108 inscrições) e os Campos de Férias (Missão Férias@Porto) dinamizados pela PortoLazer, também com um recorde de 2.208 inscrições.
Na animação, 2018 foi também um ano particularmente intenso e repleto de novos e ambiciosos desafios, na medida em que se procurou diversificar e qualificar ainda mais a oferta, ao mesmo tempo que se descobriam e exploravam novos territórios na cidade - em linha, de resto, com a estratégia adotada no Desporto.

Nesse contexto, a programação foi pensada e estruturada para potenciar novas experiências que reforçassem a apetência do cidadão pelo usufruto do espaço público, ainda que em zonas menos convencionais e de acesso mais condicionado.

Atrair para estes espaços mais periféricos um conjunto de atividades e valências que potenciassem a sua vivência e descoberta pelo público (residente ou visitante), foi um objetivo assumido e intencional, e que se acredita cumpriu com o objetivo de eliminar barreiras e encurtar distâncias culturais.

Foi, aliás, determinante o papel da PortoLazer, EM enquanto interlocutor natural e privilegiado junto dos principais agentes dinamizadores da cidade, regulando e proporcionando condições para que determinadas atividades de animação, lazer ou desporto pudessem ser encaminhadas para outras zonas da cidade e adaptadas a novos espaços e públicos, sem conceder na qualidade dos projetos ou eventos.
Este desígnio foi colocado em prática, entre outras situações, com a deslocalização da Festa da Criança para o Parque de São Roque; com a descoberta de novos palcos em mais uma edição do Trengo - Festival de Circo do Porto, evento que pela primeira vez apresentou os seus espetáculos no Jardim Paulo Vallada e na Quinta do Covelo; ou, também com a realização do estreante Elétrico - Porto Music Experience no Parque da Pasteleira, espaço verde com condições únicas e que é ainda desconhecido da maioria dos portuenses.

A mesma lógica foi também seguida na organização do "Verão é no Jardim", que ao longo do mês de agosto levou música e animação aos jardins da Cordoaria, São Lázaro e, pela primeira vez, também ao Jardim do Calém.
Alargar o ecossistema da cidade foi, pois, o caminho que se escolheu para trilhar neste novo ciclo, através de uma oferta cada vez mais equilibrada e coerente com as novas dinâmicas da cidade, capaz de tocar todos os territórios de forma transversal.

Mas o ano ficou também marcado por muitas outras iniciativas, como o Dia Nacional dos Centros Históricos, a Exposição de Camélias Porto, o Serralves em Festa na Baixa, o Porto Blues Fest, o Portugal Fashion, o Porto Beer Fest, o Cinema Fora do Sítio, o Porta-Jazz ao Relento, o estreante Porto Busker Fest ou o novo ciclo de Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda, entre tantas outras.

Assumindo-se cada vez mais como um destino de eleição na área da música, a cidade do Porto foi palco, em junho de 2018, de mais uma edição do NOS Primavera Sound. Foi o ano em que o festival registou a sua maior assistência de sempre, ultrapassando pela primeira vez a barreira das 100 mil pessoas, oriundas de mais de seis dezenas de nacionalidades. Nesta edição, foram várias novidades ao nível do recinto, com a introdução de dois novos palcos e a criação do espaço "Porto for Talent", dinamizado pela autarquia.

A música foi igualmente uma aposta ganha durante as Festas de São João do Porto e na Passagem de Ano, que voltou a proporcionar a maior enchente de sempre na Avenida dos Aliados, com mais de 220 mil pessoas a encherem a principal sala de visitas da cidade.