<span>Visitas Virtuais</span>
Escaravelho da palmeira
Luta contra o Rhynchophorus ferrugineus
 
O Rhynchophorus ferrugineus (Olivier), vulgarmente designado por "Escaravelho da palmeira" é uma séria e preocupante praga, agora comprovadamente em clara ameaça de muitas das palmeiras do nosso país.
Com origem tropical foi nas décadas de oitenta e noventa que esta praga iniciou a sua expansão, então pelo Médio Oriente e Norte de África. Em 1995 surgem de Espanha os primeiros registos do escaravelho na Europa, seguidos de confirmações posteriores noutros países da Orla Mediterrânica (Chipre, França, Grécia, Itália, Portugal, etc.).
Em Portugal é em 2007 que se encontra, pela primeira vez, esta praga em palmeiras da espécie Phoenix canariensis, mais concretamente no concelho de Albufeira.
 
Pouco tempo decorreu até quase toda a orla costeira do país se assinalar com a presença do escaravelho da palmeira, surgindo em 2010 as primeiras perdas de exemplares em Vila Nova de Gaia entrando mesmo, pouco tempo depois, em áreas privadas da cidade do Porto. Face à sua nocividade, a União Europeia considerou esta praga de luta obrigatória, tendo aprovado a decisão 2007/365/CE, que estabeleceu medidas de emergência contra a introdução e propagação de R. ferrugineus na comunidade.
 
 
O Município do Porto é detentor de um considerável e valioso acervo de palmeiras suscetíveis a esta praga, algumas delas classificadas como de Interesse Especial. Referimo-nos, a título de exemplo, ao tão emblemático alinhamento da Av. D. Carlos I e Jardim do Passeio Alegre, parte integrante de uma das mais apelativas imagens da Cidade. Da consciência de tal valor e interesse de preservação, o Município delimitou aí uma área de risco, sobre a qual assumiu a implementação de um processo de prevenção/controlo, relativamente a eventuais sinais e sintomas do Rhynchophorus ferrugineus. Não obstante a existência de vários outros exemplares municipais, distribuídos um pouco por toda a cidade, é na zona do Passeio Alegre que eventuais danos da praga serão mais prejudiciais, não só em termos patrimoniais como históricos e/ou turísticos.
 
O programa mensal de prevenção/controlo, implementado nestas palmeiras, enquadra-se na luta biológica, utilizando produtos naturais orgânicos, biodegradáveis, não tóxicos e não contaminantes. Trata-se de um grande investimento municipal, essencial à preservação de um património que se deseja ainda longevo e seguro. Contudo e porque é já considerável a quantidade de palmeiras privadas afetadas, entende-se que o esforço do Município só será bem sucedido quando acompanhado da maior consciência, sensibilização e esforço dos seus munícipes, incluindo outros proprietários de palmeiras.
 
É este um problema de todos, sendo que sem a conjugação de esforços municipais e privados, dificilmente conseguiremos minimizar o impacto da praga, evitando remeter as palmeiras centenárias do Porto apenas para a nossa memória.
 
Apelamos por isso à atenção, vigilância e colaboração de todos. 

Destacam-se, em anexo, alguns documentos oficiais, emitidos pelos serviços nacionais da tutela deste assunto - Ministério da Agricultura e do Mar / Direção Geral de Alimentação e Veterinária - em melhor esclarecimento relacionado com esta problemática.