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Afrocarpus - Palácio do Freixo


O Palácio do Freixo, projetado por Nicolau Nasoni em meados do século XVIII e finalizado por volta 1754 assume um estilo barroco com influências portuguesas e traços pessoais de Nasoni. Mandado construir pelo deão da Sé do Porto, D. Jerónimo de Távora, este resolveu edificar na Quinta do Freixo um sumptuoso palácio, tirando partido da riqueza cenográfica proporcionada pelo declive natural do terreno, reforçada por terraços e pelos jardins envolventes ao edifício, claramente desenhados pela tradição italiana. Estes foram recheados de esculturas e fontanários inspirados em elementos aquáticos típicos do barroco tais como: algas, peixes, vieiras, líquenes e golfinhos (símbolo da família Távora e Noronha).


No terraço a poente do palácio e numa abordagem de grande relação com o Rio Douro surge-nos a árvore proposta para classificação: um Afrocarpus falcatus único na cidade do Porto que, não se sabendo se é um espécime do coberto arbóreo original do espaço, é provavelmente uma árvore com uma idade superior a 100 anos. Apesar de se reconhecer algum desequilíbrio biomecânico na estrutura desta árvore pensa-se possível investir na sua manutenção, com reforço paralelo do seu valor e importância decorrente da classificação proposta.

Afrocarpus falcatus
mais de 100 anos
D.R. n.º 58 / 2019, Série II de 2019-03-22 - Despacho (extrato) n.º 3202 / 2019 / Exemplar isolado
Palácio do Freixo, Estrada Nacional 108, nº 206
Municipal
Afrocarpus
16
18.2
8.15
3.59