A Árvore no Espaço Urbano

A presença de árvores no meio urbano é cada vez mais assumida como um fator determinante à garantia da saúde da Cidade, ultrapassando já, claramente, o clássico conceito de simples elemento estético. São inúmeras e irrefutáveis as evidências do seu contributo para a clara melhoria da qualidade de vida de todos nós, passando pela produção de oxigénio, amenização da temperatura urbana, redução do nível de poluentes, entre muitas outras.

 

O cumprimento eficaz das funções e serviços da árvore depende grandemente da qualidade e seriedade depositadas no planeamento e gestão da floresta urbana, com especial atenção à harmoniosa coexistência Árvore/Cidade. Apesar dos seus benefícios, as árvores são muitas vezes encaradas de forma negativa, ou mesmo violenta, após simples perceção de incómodos (como a queda da folha, fruto, ou sombra) sentidos com a proximidade do arvoredo, levando a que se encare frequentemente como um objeto descartável, desagradável, e sem utilidade.

 

Será de suma importância deixar de reconhecer a floresta urbana como um simples e fugaz elemento decorativo, investindo na sua qualidade e real função, com a consciência de que, apesar de minimizáveis, os seus inconvenientes jamais se conseguirão eliminar. A arborização urbana é ainda um grande desafio nas nossas cidades. O primeiro passo passará inevitavelmente pelo reconhecer da sua importância, sabendo aceitar os constrangimentos, tal como tiramos partido das suas vantagens, sem levantar qualquer questão.

 

Após o inventário arbóreo inicial, o Município tem agora pormenorizadamente avaliados mais de 33000 exemplares, distribuídos por arruamentos arborizados, escolas, cemitérios e principais praças e jardins da Cidade. A inventariação da floresta urbana é um processo puramente dinâmico, que o Município vai tentando atualizar e gerir à medida do incremento do seu arvoredo e possibilidades operacionais.