A Estratégia para o Ambiente

O Município do Porto desenhou uma estratégia de médio e longo prazo para o Ambiente, que procura corresponder aos desafios mais prementes dos 3 pilares da sustentabilidade (ambiental, económico e social). Esta estratégia está alicerçada em 5 Eixos estruturantes fundamentais, a que corresponde um plano dinâmico com objetivos e medidas, naturalmente sujeitas a melhoria e atualização contínuas.

EIXO 1: PORTO, CIDADE CONSCIENTE E COMPROMETIDA COM UM FUTURO SUSTENTÁVEL
O Porto pretende continuar a ser uma cidade inquieta e comprometida com os seus cidadãos e com a ampla região onde se insere e o reconhece como um farol de ideias e soluções.  

Nesta perspectiva, o Porto vai continuar a apostar nos programas imateriais para mudança de comportamentos, que se espera venham ter efeitos geracionais; em aprofundar e divulgar o seu conhecimento sobre a sua biodiversidade para a compatibilizar e preservar num contexto urbano consolidado; em recuperar passivos ambientais, de que são exemplo o desentubamento de linhas de água e a requalificação dos ecossistemas ribeirinhos; em continuar a assegurar a protecção da saúde e qualidade de vida dos seus cidadãos, por exemplo na área do ruído e da qualidade  do ar.

O Porto pretende ainda reduzir a distância dos seus cidadãos aos espaços verdes de recreio e lazer, conservando e  criando maior conectividade entre os existentes; renaturalizando linhas de água; desenvolvendo novas soluções verdes; convertendo e permeabilizando praças, interiores de quarteirão ou zonas comerciais; expandindo e transformando terrenos abandonados em hortas comestíveis que exigem manutenção "zero" à administração.

EIXO  2: PORTO, CIDADE VERDE, INVICTA, MAS RESILIENTE
O Porto quer estar preparado para combater e adaptar-se às alterações climáticas, complementando assim os compromissos já assumidos com vista à redução das emissões de CO2 em 45%, (entre 2004 e 2020), estando presentemente a desenvolver documento estratégico para o efeito, integrada no projecto ClimAdaPT (saber mais em climadapt-local.pt ou cm-porto.pt/ambiente).

O Porto pretende continuar a desenhar-se de "verde", não numa perspectiva estritamente paisagística ou ornamental, mas cada vez mais orientada por critérios e preocupações transversais, cujo desenho concorra para minimizar o efeito das alterações climáticas .

EIXO 3: PORTO, CIDADE QUE AVANÇA PARA UMA REVOLUÇÃO ENERGÉTICA 
O Porto ambiciona ser a maior referência nacional ao nível da mobilidade elétrica, estando a trabalhar para dar sinais e exemplos concretos deste empenho institucional e do enfoque que coloca no tema da energia, tornando os edifícios e parques municipais energeticamente eficientes e objeto de estudo, ou olhando para espaços mais degradados como uma oportunidade para criar um distrito sustentável - que seja inspiração motora para fixação da população e empreendedorismo.

EIXO 4: PORTO, CIDADE ANALÍTICA E TRANSPARENTE
O Porto pretende ser cada vez mais  uma cidade analítica, na perspetiva em que "gere melhor se se conhece melhor", através do fomento de estudos de caraterização, avaliação do desempenho da administração e apoio às opções municipais, que permitam nortear a sua atividade a médio e longo prazo por critérios de sustentabilidade, eco-eficiência e análise custo-benefício.

O Porto deseja continuar a fazer acompanhar as medidas municipais e estudos técnicos de suporte, de elevado rigor científico e de uma ampla discussão com a sociedade civil, devendo nesta perspetiva abrir ainda mais caminho ao envolvimento das Universidades e ao trabalho em rede.

O Porto pretende maximizar a utilização das tecnologias de informação e comunicação, de modo a tornar sua administração totalmente transparente para os cidadãos, que divulga permanentemente os serviços prestados e dá retorno aos contributos construtivos por parte da sociedade.

EIXO 5: PORTO, CIDADE-LABORATÓRIO 
O Porto pretende tornar-se um laboratório vivo ao serviço de todo um ecossistema de empreendedorismo que permita "usar" a cidade para criar produtos sustentáveis que resolvam problemas reais e que se traduzam num aumento da qualidade de vida ambicionando a replicabilidade para que do Porto surjam soluções para outras cidades.