Palacete dos Viscondes de Balsemão
16-06-2016

Notável casa-nobre do século XVIII, mandada construir pela família fidalga Alvo Brandão Perestrello Godinho, de quem foram herdeiros os Viscondes de Balsemão. No século XIX, pertenceu aos Condes da Trindade, que procederam a melhorias. Em 1849, acolheu o exilado Rei da Sardenha e Piemonte, Carlos Alberto de Sabóia, episódio que deixará marcas na toponímia da cidade, nomeadamente na Praça onde se encontra o Palacete. Os seus familiares fazem instalar no piso superior (na divisão onde se crê ter o regente passado algumas noites) o Quarto do Rei, agora musealizado. Atualmente, o Palacete dos Viscondes de Balsemão alberga a Direção Municipal de Cultura e Ciência da Câmara Municipal do Porto, o Gabinete de Numismática (uma das coleções de moeda mais completas e importantes do país) e o Banco de Materiais, sendo um monumento público de visita gratuita. Nas suas diversas salas decorrem ainda regularmente exposições temporárias e outros eventos, como recitais de música.

 

Propriedade de Diogo dos Santos Mesquita em 1718, alguns anos depois surge na posse do negociante portuense Luís Correia dos Santos. Em 1762, o filho deste homem de negócios, Luís Correia Pacheco, sem herdeiros, deixa a casa nobre e seus terrenos à Santa Casa da Misericórdia, que a vende em hasta pública a D. Maria Manuel de Azevedo e seu filho Carlos Alvo Brandão Perestrelo Godinho Pereira de Azevedo. Permaneceu nesta família até cerca de 1850, passando a ser conhecida como Casa Balsemão a partir de 1800, quando Maria Rosa Alvo Brandão Perestrelo de Azevedo casa com o 2.º visconde de Balsemão, Luís Máximo Alfredo Pinto de Sousa Coutinho. Depois das lutas liberais e do Cerco do Porto, a biblioteca do Visconde de Balsemão é confiscada e ele retira-se para Balsemão. A casa recebe algumas reformas e é arrendada, sendo parcialmente ocupada pela Hospedaria de António Bernardo Peixe, onde residiu temporariamente o rei da Sardenha, Carlos Alberto. A partir de 1850, o novo proprietário, José António de Sousa Basto, visconde e conde da Trindade, faz grandes obras de remodelação e ampliação da casa, criando a sala em homenagem a Carlos Alberto. Os seus descendentes arrendam o edifício à Companhia do Gás (1906), depois Serviços Municipalizados de Gás e Eletricidade, que adaptam o imóvel. Em 1959 a Câmara Municipal compra o Palacete e a partir de 1995 passa a albergar nele os serviços culturais.

 

Praça de Carlos Alberto, 71. 4050-157 Porto

Segunda a Sábado 10h00 - 17h30

+351 223 393 480

dmcc@cm-porto.pt

 

Autocarro: 18, 22, 200, 201, 207, 300, 302, 304, 305, 501, 507, 601, 602, 703

Metro: Trindade

Estacionamento: Praça de Carlos Alberto, Rua de Cedofeita