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Leila Slimani confessa em entrevista a sua "imaginação romanesca"
21-09-2018

Leila Slimani está presente na Feira do Livro do Porto para falar sobre "os territórios mais sombrios da alma humana", numa entrevista conduzida por Helena Vasconcelos, a decorrer no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

A escritora franco-marroquina cresceu no seio de uma família da burguesia marroquina, em Rabat, onde havia também uma ama que muito embora não tenha sido a inspiração pessoal da escritora no romance "Chanson Douce" (Canção Doce, Alfaguara), serviu como ponto de reflexão sobre estas questões da vida doméstica, da sua infância, da relação da própria com a ama, e da ama com a sua mãe. 

"Todas estas questões têm um lado romanesco que foram importantes aquando da escrita do romance", afirma Leila Slimani.

Questionada sobre se quando escreveu o romance, o fez como se estivesse a escrever um guião de um filme, Slimani concede que "talvez um pouco", mas não de forma intencional. Acrescenta também que o mesmo possa ter ocorrido aquando da escrita do seu livro "Le Jardin du Ogre" (No jardim do ogre, Alfaguara), pois "escrevo observando as personagens, descrevendo o que fazem. É uma escrita bastante visual, o que me interessa e o que eu aprecio é que o leitor veja as coisas, que veja as ações das personagens. Não se trata tanto da psicologia, mas daquilo que fazem, a forma como as nossas ações nos definem".

Sobre o seu romance "Canção Doce", a escritora afirma que seria incapaz de definir o seu trabalho. "Penso que a pessoa mais bem colocada para definir o meu trabalho será o leitor, uma vez terminado, o romance já não me pertence. No dia em que o entrego ao meu editor, já não é só meu, pertence a todos os que o lêem".

Quanto ao tema que o livro aborda, do medo primário de todos os pais, que é o de perder um filho, Leila Slimani diz que este medo é partilhado do mesmo modo pelo pai e pela mãe, "embora as mães o possam exprimir de forma mais declarada, mas os homens também o sentem, da mesma forma".

O livro trata da diretiva clássica do mestre e do escravo, e por vezes da reviravolta das situações, em que aquele que é o escravo por vezes se torna o mestre e o contrário também.

"E isso representa uma ambiguidade porque aquele que tem o poder não o tem para sempre, daí a tensão na relação entre o bem e o mal", acrescenta a autora.

Para caracterizar a sociedade marroquina utiliza o termo hipocrisia, seja do discurso duplo, seja de uma linguagem dualista, de se ter uma espécie de vida dupla: "trata-se de hipocrisia social".

Os pais de Slimani pertenceram a uma geração muito especial, que cresceu durante a colonização e estudou na Escola francesa. Leila afirma que tanto ela como as suas irmãs foram criadas em Marrocos mas não foram educadas segundo a cultura desse país, foram educadas de forma bastante voltada para o Ocidente, tendo mais tarde estudado em França.

"Era muito estranho, mas fomos mais educadas dentro de uma cultura ocidental do que dentro de uma tradição marroquina".

Assume-se como feminista e luta pelo direito das mulheres, onde quer que seja. Em relação à condição das mulheres em Marrocos, afirma que "as mulheres não têm uma posição fácil, não têm a mesma liberdade que os homens, mesmo atualmente, com as alterações da Constituição do país". É muito difícil ser uma mulher em Marrocos", conclui.

O Livro "Sexe et Mensonges" é um livro no qual a escritora entrevista várias mulheres na sua terra natal, em Marrocos, e no qual analisa os desafios impostos pela sociedade árabe na vida privada das mulheres.

Para Leila Slimani, a tarefa de mudar o status quo da sociedade marroquina é uma tarefa de todos: escritores, jornalistas, professores e das próprias mulheres em casa, não educando rapazes e raparigas de forma diferenciada, sendo que esta é uma revolução cultural, e "este tipo de revolução leva o seu tempo", reitera a autora.

Leila afirma ainda que as mulheres em Marrocos são muito combativas e anseiam que as suas filhas vivam numa sociedade mais justa, mais igualitária, menos violenta, "tenho confiança na mulher marroquina pois estou convencida que elas lutarão por isso".

A escritora partilha o sentimento que a acompanha de "não pertencer a nenhuma cultura em especial", não que isso signifique que seja "aculturada" ou que não tenha "uma cultura sua", mas sente-se mais como pertencendo "à espécie humana, ao mundo".

"Sinto-me estrangeira em todo o lado e em nenhum lado, simultaneamente. É curioso. Posso viajar para a China ou para o Brasil ou mesmo para os Estados Unidos, e sinto-me como se estivesse em casa ou noutro lugar."

Slimani não se sente ligada a raízes, a uma região, pois tem a impressão que poderia viver "onde quer que fosse". 

Em 2017, Leila Slimani aceitou o convite do Presidente francês, Emanuel Macron, para desempenhar um papel diplomático, o de representante da Francofonia e da França no âmbito de uma organização internacional, cujo objetivo é promover a língua francesa tanto nos países ditos francófonos como noutros países.
Leila Slimani confessa em entrevista a sua
Leila Slimani fala hoje no Porto sobre os territórios sombrios da alma humana
21-09-2018

A jornalista e aclamada escritora franco-marroquina está hoje na Feira do Livro do Porto, para uma conversa a propósito do seu premiado romance "Canção doce" e uma sessão de autógrafos.

Leila Slimani foi premiada com o Goncourt 2016 pelo seu livro "Canção doce / Chanson douce" (Alfaguara Portugal), onde fala do pior pesadelo de quem é pai - a morte dos filhos - e é essa obra que serve de pretexto para o início da conversa/entrevista com Helena Vasconcelos, a partir das 19 horas de hoje, no Palácio de Cristal.

Com entrada livre, mas limitada à capacidade do auditório, a sessão vai debruçar-se sobre os territórios mais sombrios da alma humana a partir daquela questão eterna para quem tem filhos.

Leila Slimani, que após a conversa dará uma sessão de autógrafos no pavilhão da Flanêur, integra assim o conjunto de convidados da Feira do Livro do Porto para o ciclo de debates programados por José Eduardo Agualusa e que, nesta edição, contaram já com José Mário Branco e Anabela Mota Ribeiro, Mia Couto, Afonso Cruz e o próprio José Eduardo Agualusa, Daniel Cohn-Bendit e Rui Tavares, Filipa Martins, João Pinto Coelho e Helena Teixeira da Silva, Telma Tvon e Sheila Khan.

Neste último fim de semana da Feira, haverá ainda oportunidade para José Riço Direitinho e Valério Romão falarem sobre as novas solidões, sexo e família numa sociedade ligada através das redes sociais, sob moderação da jornalista Susana Moreira Marques (sábado, às 16 horas).

Por último, às 19 horas de domingo, Mário de Carvalho e a filha Ana Margarida de Carvalho, com moderação de Inês Fonseca Santos, vão explicar como nasce um romance, fazendo um retrato dos respetivos percursos enquanto escritores, suas influências e processos de composição.

Paralelamente, decorre ainda no Palácio de Cristal um vasto programa cultural e de animação, sempre com acesso livre. Veja tudo no Jornal da Feira do Livro e acompanhe o site oficial e a página no Facebook.
Leila Slimani fala hoje no Porto sobre os territórios sombrios da alma humana
Pequenas editoras ganham escala na Feira do Livro do Porto
21-09-2018

Pequenas nas edições mas grandes na missão a que se entregam, as editoras independentes ganharam um lugar especial na edição deste ano da Feira do Livro do Porto, que decorre até ao próximo domingo e onde lhes foi dada presença em condições especiais.

"Cabine de Escalas" é o nome do projeto inaugurado em 2018 pela Feira do Livro e que consiste em disponibilizar um espaço mediador que viabiliza o encontro do público com editoras de pequena escala, as quais privilegiam obras alternativas e originais.

Com efeito, os projetos de tiragem reduzida revelam frequentemente uma condição económica desfavorável ligadas a um conjunto de escolhas editoriais que devem ser protegidas, nomeadamente as temáticas que não se incluem na esfera generalista, formatos irregulares ou a própria especialização experimental da publicação.

Daí que a Câmara do Porto tenha decidido lançar este novo projeto na Feira do Livro, para o qual convidou a artista e editora Isabel Carvalho a assumir as funções de curadoria. A partir de um open call, foram então selecionadas mais de uma dezena de editoras com aquelas características que, durante os dias da Feira do Livro, estão a partilhar sem custos o espaço "Cabine de Escalas", situado no terreiro da Biblioteca e junto ao Bibliocarro, onde apresentam os seus projetos.
Veja tudo o que a Feira do Livro deste ano tem para si, consultando a programação e acompanhando a página no Facebook.
Pequenas editoras ganham escala na Feira do Livro do Porto
"O Limpador de Ouvidos" de Bernardo Carvalho abriu portas a viagem com o autor pelo mundo da escrita
20-09-2018

"O Limpador de Ouvidos" é o título do conto que o autor brasileiro Bernardo Carvalho escreveu durante uma residência literária promovida pela Feira do Porto. E foi oferecido ao público na sessão em que o escritor conversou com Francisco José Viegas sobre "Literatura e Cidadania".

O evento, realizado anteontem à noite no Palácio de Cristal, funcionou como pretexto para uma viagem ao redor do mundo, já que Bernardo Carvalho começou por falar sobre a experiência desta residência literária no Porto, mas recordou também convites semelhantes que já aceitou noutros países, sendo que de todos tem memórias de curiosas aventuras e divertidas coincidências. Que - confirmou - "acontecem nos meus livros, mas também fora deles" na vida real.

Liberdade e Cidadania são, de resto, os ingredientes básicos das suas histórias, como fica patente no conto escrito no Porto, que gira em torno de um imigrante brasileiro que se envolve com um médium de um Centro Espírita Brasileiro de Campanhã.

Como não podia deixar de ser, "O Limpador de Ouvidos" teve também (pelo menos) uma coincidência: o conto foi escrito numa residência artística, no âmbito de uma parceria da Câmara do Porto com o coletivo "mala voadora"; o enredo inclui a aquisição de um edifício classificado da Baixa do Porto, onde "habita" um fantasma do Bangladesh; depois de o ter escrito, Bernardo Carvalho voltou a Brasil e foi lá que assistiu, na semana passada, a uma peça da "mala voadora" que fala de refugiados do... Bangladesh.

Isto mesmo foi agora descrito pelo autor ao regressar ao Porto para a sessão desta semana, onde foi distribuído gratuitamente "O Limpador de Ouvidos", que continua a ser oferecido aos visitantes com o Jornal da Feira do Livro, até ao próximo domingo.

Bernardo Carvalho estreou assim uma das grandes novidades da edição da Feira do Livro de 2018, a par da Cabine de Escalas.

Nascido em 1960 no Rio de Janeiro, Bernardo Carvalho é um dos autores mais fulgurantes da literatura brasileira contemporânea. O seu universo é urbano, a sua escrita depurada. Autor de contos, teatro e romance, venceu prestigiados prémios como o Jabuti, Machado de Assis ou Portugal Telecom e está traduzido em mais de 10 idiomas.

Aproveite para seguir a Feira do Livro do Porto através do Facebook.
Quinta de Leitura especial reacende hoje o Maio de 68 no Palácio de Cristal
20-09-2018

O ciclo poético Quintas de Leitura tem, hoje à noite, uma sessão muito especial integrada na Feira do Livro do Porto, que toma como mote as palavras de ordem lançadas pelos estudantes parisienses em Maio de 68.

"É proibido proibir", a expressão que logo alastrou como ícone de revolta por todo o mundo e quase levou a França à guerra civil - ficando célebre também ao ser usada no concerto de Caetano Veloso e Os Mutantes de Rita Lee, em setembro desse ano, gerando uma batalha campal entre os músicos e o público - leva o ambiente de então ao Palácio de Cristal. A partir das 21,30 horas.

Com menos nervos e mais ponderação, espera-se ainda assim uma noite muito animada que propõe o caminho da utopia: "Tomemos os nossos desejos por realidades". Até porque o Maio de 68, que domina a Feira do Livro deste ano, foi antes de tudo um convite à poesia, ao amor e ao humor loucos, à liberdade, à imaginação.

"A poesia está na rua", "A imaginação ao poder", "A liberdade, o crime que contém todos os crimes, é a arma de todos nós!", gritava-se nas ruas de Paris. Seis anos depois, no tal "dia inicial inteiro e limpo" de que nos fala Sophia, Portugal ergueu de novo a sua voz e abraçou muitos dos valores semeados pelo Maio de 68.

Hoje, na Feira do Livro do Porto, nesta cidade granítica onde a liberdade é menos secreta, com as tílias da Avenida dos Poetas a inebriar-nos os sentidos, afirma-se solenemente: escrever é um ato de resistência. "A poesia é a suprema resistência", "o último farol nos mares que sobem".

Nesta festa da palavra que é a Quinta de Leitura, juntam-se vozes (con)sagradas com as novas veias comunicantes da poesia portuguesa. Poesia insurgente, textos de combate, espinhas nas gargantas dos opressores, textos de afirmação dos valores que continuam a animar a humanidade: o amor, a liberdade, o "olhar selvagem" da criança, do louco, do poeta.

Decididamente, é preciso estar "do lado da gente que vive de frente", como cantou José Mário Branco, o nosso homenageado deste ano. E dão força à liberdade Marisa Matias (introito), Filipa Leal, Sandra Salomé, José Anjos e João Paulo Costa (leituras), Beatriz Bagulho (imagem) e João Lóio (música). Além disso, encandeia-se a noite com o "rapaz do futuro", que faz a música normal mais falada do momento: Conan Osiris. Fado, eletrónica, hip-hop, música oriental e muito Bollywood estão na ementa desta sessão especial.
Quinta de Leitura especial reacende hoje o Maio de 68 no Palácio de Cristal
Luísa Costa Gomes dá-nos hoje uma lição sobre Shakespeare e os Macbeths
19-09-2018

"Shakespeare: a dramaturgia dos Macbeths" é o tema que a escritora Luísa Costa Gomes explora, ao final da tarde de hoje, em mais uma lição na Feira do Livro do Porto.

Com início às 19 horas e entrada livre, a sessão assenta numa proposta feita por Luísa Costa Gomes ao Teatro do Bairro relativamente a uma dramaturgia a partir da tragédia de William Shakespeare "Macbeth". "O meu projeto era criar uma outra peça, chamada 'Macbeths', com textos de Macbeth, Ricardo II, Otelo, Hamlet, Rei João, Como queiram, Henrique V, O mercador de Veneza e um ou outro soneto", aponta a escritora.

"Macbeths" pretende assim "imaginar o que não se vê na peça de Shakespeare, sobretudo no que diz respeito à ação de Lady Macbeth, mantendo ao mesmo tempo intocado em linhas gerais o enredo da tragédia de Shakespeare". E é sobre este processo de recriação e descoberta que Luísa Costa Gomes vem falar hoje à Feira do Livro do Porto, no âmbito do ciclo de sessões de entrada livre que está a funcionar como um curso breve de literatura focado nos clássicos.

Saiba mais sobre estas Lições e tudo o que a Feira do Livro oferece ainda até ao próximo domingo consultando o Jornal e acompanhando a página no Facebook.
Luísa Costa Gomes dá-nos hoje uma lição sobre Shakespeare e os Macbeths
Ana Moreira apresenta hoje filme de Léos Carax no ciclo de cinema
18-09-2018

A atriz Ana Moreira estará, esta noite, na Feira do Livro do Porto para apresentar "Má raça", um filme de Léos Carax, numa sessão com início marcado para as 21,30 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett e com acesso gratuito.

Nesta sua segunda longa-metragem (após a admirável estreia protagonizada com "Boy Meets Girl"), Léos Carax funde as inquietações pessoais - o amor jovem, a solidão - com as convenções estilizadas de um thriller romântico indistintamente futurista. A história, uma subversão dos códigos do film noir, com ecos godardianos, centra-se em Alex (Denis Lavant), um adolescente rebelde que se junta a um gangue associado ao seu falecido pai, em Paris, para roubar a cura para um vírus semelhante ao VIH.

Como é habitual em Carax, o argumento serve apenas de pretexto para o realizador plasmar a sua paixão pela própria matéria fílmica - é sobretudo através da montagem, entre outras técnicas, que Carax exalta a capacidade afetiva e sensorial do cinema, aqui pejada de imediatismo e sensualidade.

Programado por António Costa (Medeia Filmes) e Guilherme Blanc (Câmara do Porto), o ciclo de cinema desta edição da feira do Livro assenta numa série de títulos da sétima arte que foram anunciando e dando conta das revoltas sociais que tiveram o seu apogeu com o Maio de 68 - tema transversal a toda a programação da Feira do Livro do Porto 2018.

Pela tela do auditório passaram já "Sementes de violência" de Richard Brooks, apresentado por Mamadou Ba, "Weekend" de Jean-Luc Godard, por João Ribas, e "Wanda" de Barbara Loden, por Cláudia Varejão, terminando o ciclo no último dia da Feira do Livro (o próximo domingo) com "Ata-me" de Pedro Almodóvar, por João Rui Guerra da Matta.

Veja o que a Feira do Livro tem ainda para lhe oferecer além do cinema, consultando a programação detalhada e visitando a página oficial no Facebook.
Ana Moreira apresenta hoje filme de Léos Carax no ciclo de cinema
Feira do Livro recebe Bernardo Carvalho e oferece ao público conto inédito do escritor
17-09-2018

Bernardo Carvalho escreveu um conto durante uma residência artística no Porto e regressa à cidade nesta terça-feira para uma conversa na Feira do Livro, durante a qual a Câmara do Porto vai oferecer ao público exemplares do conto inédito.

Um dos novos projetos - a par da Cabine de Escalas - lançados nesta edição da Feira do Livro do Porto, que está a decorrer até ao próximo domingo, "Escritor em Residência" teve estreia com o premiado autor brasileiro Bernardo Carvalho, que foi convidado pelo Município para uma residência literária com a duração de um mês. 

O processo de criação contou com o apoio do coletivo "mala voadora" e resultou num conto que será distribuído gratuitamente durante a sessão de entrada livre que, nesta terça-feira, a partir das 19 horas, traz novamente o escritor ao Palácio de Cristal. 

Bernardo Carvalho vai intervir numa sessão sobre "Literatura e Cidadania" com moderação de Francisco José Viegas, durante a qual partilhará a experiência na referida residência artística e falará sobre as suas histórias, todas elas preocupadas em discutir questões extremamente atuais que envolvem a liberdade e a cidadania. 

Nascido em 1960 no Rio de Janeiro, Bernardo Carvalho é um dos autores mais fulgurantes da literatura brasileira contemporânea. O seu universo é urbano, a sua escrita depurada. Autor de contos, teatro e romance, venceu prestigiados prémios como o Jabuti, Machado de Assis ou Portugal Telecom e está traduzido em mais de 10 idiomas.

Feira do Livro recebe Bernardo Carvalho e oferece ao público conto inédito do escritor
Selma Uamusse, Kalaf Epalanga e Miguel Januário (maismenos) trouxeram a revolta à Feira do Livro
17-09-2018

A cantora Selma Uamusse, o músico e escritor Kalaf Epalanga e o artista Miguel Januário (maismenos) trouxeram reflexões sobre sentimentos como a opinião, a indignação, a discussão e o ativismo à sessão sobre Revolta, realizada no fim de semana, no âmbito da Feira do Livro do Porto.

Um dos pontos de partida foi a banalização da indignação, donde resulta a inação, a ausência de revolta, ao mesmo tempo que a opinião parece tornar-se arma de arremesso nesta era digital. E, em vez da exposição de argumentos e do debate pelo debate, a preocupação parece ser cada vez mais a de encontrar o vencedor e o derrotado.

O diálogo poético desta sessão, a terceira do ciclo de Spoken Word que Anabela Mota Ribeiro programou para esta edição da Feira do Livro, levou ainda a revisitar poetas, ativistas e pensadores, avançando com o objetivo do ciclo de estabelecer a relação entre a palavra escrita e cantada, bem como o modo como essa relação foi trabalhada por autores como Chico Buarque, Jacques Brel, Leonard Cohen, Bob Dylan, Stevie Wonder e muitos outros.

Depois da Utopia, que juntou na primeira sessão Capicua, André Tentúgal e Nuno Artur Silva - além de ter sido abordada de outra perspetiva por Daniel Cohn-Bendit - e desta Revolta, a Feira do Livro vai agitar o Amor e a Melancolia nos próximos sexta-feira e sábado, respetivamente.

O Amor será pretexto para a coreógrafa e escritora Sónia Baptista tentar descobrir onde mora esse sentimento e, com o músico Eduardo Raon e a videasta Raquel Melgue, falar do amor cantado que começou escrito, tocar o amor calado e projetar o amor no coração despedaçado.

Já a Melancolia chega na noite de sábado e será suportada pela atriz Sara Carinhas com a ajuda do editor, autor, compositor, produtor discográfico e músico Nuno Rodrigues e da cineasta Cláudia Varejão.

As sessões de Spoken Word são de acesso livre, tal como todas as restantes atividades da Feira do Livro do Porto. Saiba mais acompanhando a nossa página no Facebook.
Selma Uamusse, Kalaf Epalanga e Miguel Januário (maismenos) trouxeram a revolta à Feira do Livro
Cláudia Varejão apresenta esta noite Wanda de Barbara Loden
16-09-2018

A cineasta portuense Cláudia Varejão está esta noite na Feira do Livro do Porto, onde apresenta a partir das 21,30 horas a terceira sessão do ciclo "Sejamos realistas, exijamos o impossível - (Alguns) gritos de rebelião no cinema", que vem exibindo vários filmes de referência e com acesso gratuito.

Cláudia Varejão fará a introdução de "Wanda" (EUA, 1970) de Barbara Loden, filmado ao estilo cinema-verité em película granulada de 16mm e uma das mais importantes obras de estreia do cinema independente americano.

Esta é a história da improvável parceria entre uma mulher mineira, abandonada pelo marido e pelos homens que foi conhecendo á deriva, e um bandido por quem se deixa cativar. Definido pela própria barbara Loden como um "anti-Bonnie and Clyde", o filme faz um revisionamento radical do género road movie, imprimindo-lhe um tom austero e realista.

Programado por António Costa (Medeia Filmes) e Guilherme Blanc (Câmara do Porto), o ciclo de cinema desta edição da feira do Livro assenta numa série de títulos da sétima arte que foram anunciando e dando conta das revoltas sociais que tiveram o seu apogeu com o Maio de 68 - tema transversal a toda a programação da Feira do Livro do Porto 2018.

Pela tela do auditório passaram já "Sementes de violência" de Richard Brooks, apresentado por Mamadou Ba, e "Weekend" de Jean-Luc Godard, por João Ribas. Seguir-se-ão "Má raça" de Léos Carax, que Ana Moreira apresenta na noite de terça-feira, e "Ata-me" de Pedro Almodóvar, por João Rui Guerra da Matta, no último dia da feira (domingo, 23 de setembro).

Veja o que tem a Feira do Livro para lhe oferecer além do cinema, consultando a programação detalhada e visitando a página oficial no Facebook.
Cláudia Varejão apresenta esta noite Wanda de Barbara Loden
Kalaf Epalanga e Telma Tvon debatem relações entre a música e a literatura
16-09-2018

Depois de "Memória e ficção", ontem à noite com Filipa Martins e João Pinto Coelho, "Vozes negras ou livros que nascem de canções" é o ponto de partida para o debate que junta, esta tarde, os escritores Kalaf Epalanga e Telma Tvon na Feira do Livro do Porto.

Num painel moderado por Sheila Khan, a partir das 16 horas, os dois autores conversam sobre a Lisboa africana e as fronteiras ou as pontes entre música e literatura, letras para canções e poesia.

Kalaf Epalanga - mais conhecido como Kalaf Ângelo dos Buraka Som Sistema - publicou recentemente o romance "Também os brancos sabem dançar", que finge contar a história do kuduro, mas reflete sobre questões tão pertinentes como os fluxos migratórios e a multiculturalidade. E Telma Tvon, conhecida pelo seu trabalho enquanto rapper, publicou neste ano "Um preto muito português" com retratos da juventude negra dos subúrbios de Lisboa, tendo o livro começado por ser uma canção.

Este é o 5.º debate do ciclo de oito que José Eduardo Agualusa programou para esta Feira do Livro do Porto e que, na noite passada, contou com Filipa Martins (que publicou neste ano "Na memória dos rouxinóis") e João Pinto Coelho (Prémio Leya 2017 com "Os loucos da Rua Mazur"). No Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Palácio, desfiaram ideias acerca de "Memória e ficçâo", sob a moderação de Helena Teixeira da Silva.

O ciclo de debates deste ano contou já com o homenageado José Mário Branco e Anabela Mota Ribeiro, Mia Couto, Afonso Cruz e José Eduardo Agualusa, Daniel Cohn-Bendit e Rui Tavares. Estão ainda previstos outros três, a partir da próxima sexta-feira, com a farnco-marroquina Leila Slimani, José Riço Direitinho, Valério Romão e Susana Moreira marques, e Mário de Carvalho, Ana Margarida de carvalho e Inês Fonseca Santos.
Kalaf Epalanga e Telma Tvon debatem relações entre a música e a literatura
Manuais escolares para reutilização trocam-se no pavilhão do SMARLE
16-09-2018

É no Pavilhão n.º 17 da Feira do Livro que o SMARLE - Serviço Municipal de Apoio à Reutilização dos Livros Escolares está a receber e entregar manuais escolares com vista a nova utilização por outros estudantes.

Sob o lema "Reutilizar antes de reciclar", o SMARLE transferiu-se para os Jardins do Palácio de Cristal durante o período da Feira do Livro, que decorre até ao próximo dia 23. 

Assim, em substituição temporária das instalações no Gabinete do Munícipe, na Avenida dos Aliados, as pessoas com livros escolares para que não tem já utilização podem entregá-los agora no Palácio de Cristal, aproveitando para descobrir as demais publicações e o imenso programa de atividades gratuitas que a Feira do Livro está a disponibilizar, desde debates a apresentações, passando por cinema, iniciativas para crianças, jazz e outras diversões.
Manuais escolares para reutilização trocam-se no pavilhão do SMARLE
Os Russos e Machado de Assis são tema das próximas lições sobre os clássicos

14-09-2018


Neste sábado, pelas 12 horas, o ciclo de lições da Feira do Livro vai perscrutar Tolstói, Dostoiévsky, Gogol, entre outros autores russos. Já no domingo, à mesma hora, o curso breve de literatura, sempre ministrado por especialistas, propõe (re)visitar a obra de Machado de Assis.
Neste fim de semana, as Lições da Feira do Livro sugerem duas viagens a dois mundos completamente distintos, tanto ao nível geopolítico, como no que se refere à realidade socioeconómica e cultural. 

Este sábado, os grandes nomes da literatura russa vão até ao Salão Independente (Mezzanine da Galeria Municipal do Porto). Numa lição conduzida pela escritora Ana Margarida de Carvalho, reflete-se sobre a vida, sob o prisma das complexas e imortais personagens dos contos de Raskolnikov, Dostóievsky, Gorki, Gogol, Tolstói e Tchekov. Excesso e esplendor, fúria e crueldade, melancolia e riso configuram, na verdade, estados de alma universais, que tão bem Os Russos souberam pôr no papel. 

No domingo, também ao meio dia, na Capela de Carlos Alberto (inserida nos Jardins do Palácio), a Lição incidirá sobre Machado de Assis, mais especificamente sobre o seu último livro, "Memorial de Aires", um original romance de humor superiormente melancólico. Quem conduz a matéria é Abel Barros Baptista, professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que fará ainda uma apresentação rápida da obra do autor brasileiro e das possibilidades que oferece ao leitor português. 

Depois de quatro Lições ministradas - que estudaram Dante, Cervantes, Fernando Pessoa e Flaubert - chegam neste fim de semana mais dois universos literários. Cada um à sua maneira vai respondendo à pergunta de Calvino: "Porquê Ler os Clássicos?", mote para este breve curso de literatura proposto pela Feira do Livro do Porto que se desdobra em dez lições.

As seguintes são dedicadas a Shakespeare, à Poesia Americana, a Goethe e os Gregos.

Os Russos e Machado de Assis são tema das próximas lições sobre os clássicos
Raul Brandão recordado no Salão Independente
14-09-2018

A apresentação de "Raul Brandão: 150 anos" encheu o Salão Independente da Feira do Livro do Porto, ontem, ao fim da tarde. A sessão esteve a cargo de Maria João Reynaud e Vasco Rosa, dois especialistas na obra do autor, e contou com a presença de Rui Moreira na plateia. "Além do Passado", na escrita dos rapazes do Centro Educativo Santo António e "Greve Geral de 1903 no Porto", de Eduardo Cintra Torres são os próximos livros a entrarem na programação do Salão Independente a começar já nesta sexta-feira.

O livro sobre o autor portuense Raul Brandão (1867- 1930) inclui duas partes: a primeira é dedicada às atas do Colóquio Internacional que assinalou no Porto os 150 anos do nascimento de Raul Brandão e o centenário do seu "Húmus" (organizado pela Universidade Católica Portuguesa - Porto e CITCEM); a segunda contém o catálogo da exposição "Raul Brandão: 150 anos", composta por mostra bibliográfica, pinturas, ilustrações e outra documentação, que esteve patente na Biblioteca Pública Municipal do Porto e na Casa-Museu Guerra Junqueiro, em 2017.

Obra gerada no seio do Cultura em Expansão e a Greve de 1903 seguem-se na programação do Salão Independente

"Além do Passado", na escrita dos rapazes do Centro Educativo Santo António e "Greve Geral de 1903 no Porto", de Eduardo Cintra Torres são as próximas obras a marcarem a vida literária do Salão Independente (1.º piso da Galeria Municipal, nos Jardins do Palácio de Cristal).

Nesta sexta-feira, pelas 17 horas, o público ficará a conhecer o livro "Além do Passado", um projeto desenvolvido por alunos do Centro Educativo de Santo António (CESA), resultante de um conjunto de oficinas orientadas por Regina Guimarães e Saguenail. Alguns desses formandos participaram, posteriormente, no filme de Salomé Lamas "Ubi Sunt", enquadrado no programa municipal Cultura em Expansão, surgindo depois a vontade de transformar esses desafios em textos, materializados no âmbito de uma oficina de escrita e versados na publicação que será, hoje, apresentada.

Já no sábado, dia 15, pelas 18,15 horas, chega a vez de conhecer a "Greve Geral do 1903 no Porto", uma obra de Eduardo Cintra Torres e que será apresentada pelo autor.

O livro contextualiza, analisa e ilustra a história do movimento social grevista que em 1903 abalou o país. A greve começou na Rua do Bonjardim, espalhou-se a outras fábricas de tecelões e depois a dezenas de milhares de operários dos mais variados setores de atividade, sendo fortemente reprimida pela polícia.
O movimento grevista conseguiu paralisar a repressão e sair vitorioso nas principais reivindicações que negociou com os industriais da época.

A entrada nas sessões é livre.
Raul Brandão recordado no Salão Independente
Mais de 300 livros e guias de viagem ilustram o Porto visto pelos estrangeiros

13-09-2018


A Feira do Livro do Porto é também sinónimo de exposições e, neste caso, de como a cidade foi vista e sentida por quem cá veio de fora e registou esse percurso. "Porto sentido de fora: Livros e guias de viagem de Portugal entre a Monarquia Constitucional e o Estado Novo (1820-1974)" é uma mostra que funde emoções, cores e cheiros do Porto e que se encontra patente na Mezzanine da Galeria Municipal.

A exposição, que foi pré-inaugurada por Marcelo Rebelo de Sousa, aproveitando a visita que fez à Feira do Livro do Porto, tem autoria dos docentes e investigadores da Universidade do Porto Vasco Ribeiro, Elisa Cerveira, Emília Dias Costa e Ana Boura.

"Porto sentido de fora" parte de um "corpus" com mais de 300 obras, reunidas a partir de uma coleção particular e do acervo da Biblioteca Municipal do Porto e pretende mostrar como o Porto foi sentido pelos autores dos livros e guias de viagens publicados no estrangeiro durante quatro períodos da História: Monarquia constitucional, Primeira República, Ditadura Militar e Estado Novo.

Podem ser vistas gravuras, fotografias, ilustrações e outros conteúdos sobre o país, com especial destaque para o Porto e as suas gentes, produzidas por autores provenientes de diferentes países, mentalidades e culturas.

O Rio Douro e o Vinho do Porto são já presenças assíduas desde tempos mais remotos, mas as obras recolhidas e expostas são igualmente um espelho da sociedade e das gentes portuenses nos períodos abordados pela mostra.

"Porto Sentido de Fora" conta com o apoio e a coorganização da Câmara do Porto e ficará patente na Mezzanine da Galeria Municipal do Porto de 8 a 23 de setembro, durante a realização da Feira do Livro.

Mais de 300 livros e guias de viagem ilustram o Porto visto pelos estrangeiros
Apresentação da obra dedicada aos 150 anos de Raul Brandão
12-09-2018

Uma obra dedicada às comemorações dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão é apresentada na Feira do Livro, às 18,15 horas desta quinta-feira, dia 13, pelos especialistas brandonianos Maria João Reynaud e Vasco Rosa.

Com o título "Raul Brandão: 150 anos", o livro inclui duas partes: a primeira é dedicada às atas do Colóquio Internacional que assinalou no Porto os 150 anos do nascimento de Raul Brandão e o centenário do seu "Húmus" (organizado pela Universidade Católica Portuguesa - Porto e CITCEM); a segunda contém o catálogo da exposição "Raul Brandão: 150 anos", composta por mostra bibliográfica, pinturas, ilustrações e outra documentação, que esteve patente na Biblioteca Pública Muncipal do Porto e na Casa-Museu Guerra Junqueiro, em 2017.

A apresentação da nova obra acontece no Salão Independente da Feira do Livro do Porto (1.º piso da Galeria Municipal, nos Jardins do Palácio de Cristal) e a entrada é livre.

Nascido na Foz do Douro, a 12 de março de 1867, numa família de pescadores (a então Rua da Bela Vista, onde nasceu, ostenta hoje o seu nome), desde estudante que Raul Brandão se dedicou à escrita em várias publicações, criando amizade com nomes das letras como António Nobre e Justino de Montalvão. Trocaria, porém, os estudos nessa área pela formação militar, ainda que mantendo atividade literária. Participou na formação do grupo "Os Insubmissos" (1889) e cimentou carreira jornalística no "Correio da Manhã", entre outros jornais e revistas, além de integrar diversos movimentos de renovação literária, incluindo o "Seara Nova" com Jaime Cortesão, Aquilino Ribeiro e outros. "Nefelibatas" e "Geração de 90" foram também grupos em que participou, mas a sua tendência para se isolar abafou em grande parte o talento, sendo amiúde visto como um incompreendido.

A sua obra, que inclui ficção, livros de viagem e um grande legado dramatúrgico, é dominada pelos sentimentos contraditórios, pela condição humana, o catastrofismo, a crítica à mentalidade burguesa, a ética, a religião e a solidariedade com o humilde.

Após uma vida passada entre o Porto, Guimarães e Lisboa, faleceu na capital a 5 de dezembro de 1930.
Apresentação da obra dedicada aos 150 anos de Raul Brandão
Pedro Eiras dá hoje uma Lição sobre Fernando Pessoa e os pessoanos na Capela de Carlos Alberto

12-09-2018


O ciclo de Lições da Feira do Livro do Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal, prossegue hoje com uma sessão da responsabilidade do escritor e investigador Pedro Eiras, Professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Com entrada livre e início às 19 horas, esta Lição - que constitui também rara oportunidade para entrar na Capela de Carlos Alberto - estará focada em Fernando Pessoa que, quando morreu (1935), deixou apenas publicado um livro de poesia, alguns opúsculos e poemas dispersos por revistas. Mas que, não obstante, passou de autor quase desconhecido a clássico incontornável da literatura portuguesa.

Pedro Eiras incidirá sobre Pessoa, sobre a sua obra e ainda sobre muitos pessoanos que o descobriram, publicaram, estudaram e - por vezes - tiveram até de lutar contra ele...

Depois de Dante (por António Mega Ferreira) e Cervantes (por Perfecto Cuadrado), Pessoa é o mote da terceira das 10 Lições que integram o programa da Feira do Livro deste ano, traduzindo-se o conjunto num breve curso de literatura que toma como lema e título genérico a pergunta de Calvino: "Porquê ler os clássicos".

Seguir-se-ão Flaubert por Paula Coutinho (amanhã), Os Russos por Ana Margarida de Carvalho, no próximo sábado, e ainda Machado de Assis, Shakespeare, a Poesia Americana, Goethe e os Gregos. Veja os pormenores da programação aqui e acompanhe a página da Feira do Livro do Porto no facebook.

Pedro Eiras dá hoje uma Lição sobre Fernando Pessoa e os pessoanos na Capela de Carlos Alberto
Revoluções imprescindíveis trazem Daniel Cohn-Bendit à conversa com Rui Tavares

11-09-2018


O rosto da revolta estudantil do Maio de 68, conhecido como "Dani, o vermelho", é um dos principais convidados da Feira do Livro do Porto e chega ao Palácio de Cristal na próxima sexta-feira para uma conversa com o historiador Rui Tavares.

"As revoluções imprescindíveis" foi o tema escolhido como mote para Daniel Cohn-Bendit no terceiro dos debates programados por José Eduardo Agualusa para este ano, o qual acontece a partir das 19 horas no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, com entrada livre mas limitada à lotação do espaço.

Será ocasião para escutar o ex-jornalista, político ligado aos Verdes alemães e atual eurodeputado, que foi um destacado líder estudantil nas movimentações de Paris de há 50 anos. Na conversa com Rui Tavares, dará conta do legado daquele movimento e opinará sobre as revoluções necessárias no nosso tempo.

O que falhou, o que deu certo, o que faltou cumprir? O que o Daniel Cohn-Bendit de 1968 diria ao Daniel Cohn-Bendit de 2018 - ou será que o rejeitaria? Para descobrir na próxima sexta-feira, na Feira do Livro do Porto.

Consulte a programação completa da Feira do Livro do Porto, que está a decorrer até ao dia 23, e acompanhe a página oficial no facebook.

Revoluções imprescindíveis trazem Daniel Cohn-Bendit à conversa com Rui Tavares
Imaginário infantil é materializado em diversas oficinas na Feira do Livro
10-09-2018

A Lenda dos Tripeiros ou uma oficina de cinema são algumas das propostas para amanhã no programa educativo da Feira do Livro do Porto. Aos mais novos está reservado um vasto leque de atividades paralelas, desde leituras animadas, teatro de marionetas, cinema, música ou poesia. As propostas dirigidas ao público infantil multiplicam-se ao longo do certame, que está a decorrer nos Jardins do Palácio de Cristal.

Nesta terça-feira, destaque para a lenda que eternizou o termo "tripeiro", tendo como pano de fundo a cidade do Porto no reinado de D. João I e o papel do Infante D. Henrique. "A Lenda dos Tripeiros" será contada em modo de leitura animada na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (BMAG), a partir das 15 horas.

Também amanhã, a Sala Unicer daquela biblioteca recebe uma oficina de sensibilização ao cinema destinada a crianças a partir dos 12 anos, em que os participantes vão construir um filme de um minuto, em duas sessões: das 10 às 12,30 horas e das 13,30 às 16 horas.

Já na quarta-feira, pelas 16 horas há "Brincadeiras de Papel", uma oficina de construção de fantoches disponível para crianças a partir dos seis anos.

Entretanto, no átrio da BMAG, encontra-se patente a exposição "Surreais e divertidas", com ilustrações de Fedra Santos, Joana Raimundo e Mariana Malhão.

Todas as atividades do programa educativo são gratuitas, mas algumas delas têm limite de participantes pelo que requerem inscrição antecipada.

A programação detalhada pode ser consultada no Jornal da Feira do Livro. Pode também acompanhar tudo através do facebook.

De portas abertas entre as 12h00 e 21h30 (23h00 à sexta) durante a semana, entre as 11h00 e as 23h00 ao sábado e entre as 11h00 e as 21h30 ao domingo, a Feira do Livro do Porto decorre até 23 de setembro nos Jardins do Palácio de Cristal.
Imaginário infantil é materializado em diversas oficinas na Feira do Livro
Mia Couto e Afonso Cruz explicam como se inventam mundos na criação literária

10-09-2018


O autor moçambicano partilhou com o português Afonso Cruz ideias sobre o processo criativo e a imaginação libertada como forma de "observar" o real através da literatura, num debate moderado por José Eduardo Agualusa.

Tanto o moçambicano Mia Couto como o português Afonso Cruz praticam uma literatura que privilegia a efabulação e o maravilhoso para melhor compreender a condição humana. 

A criação de mundos foi, por isso, o mote para a conversa que ontem protagonizaram na Feira do Livro do Porto, que encheu por completo o Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, com um público interessado em descobrir como foram ambos os escritores capazes de criar universos próprios, de grande originalidade e intensidade, questionando de onde surgem esses mundos e de que matéria se faz o sonho.

Este foi o segundo do ciclo de debates programado pelo também escritor José Eduardo Agualusa para a Feira do Livro do Porto, o qual tem outra presença de peso na próxima sexta-feira: Daniel Cohn-Bendit, ex-jornalista franco-alemão e atual eurodeputado, que conversará com Rui Tavares sobre "As revoluções imprescindíveis".

Mia Couto e Afonso Cruz explicam como se inventam mundos na criação literária
"Sementes de Violência" abre ciclo de cinema da Feira do Livro inspirado na revolta
10-09-2018

O filme "Sementes de violência / Blackboard jungle" (1955), de Richard Brooks, abre nesta terça-feira o ciclo de cinema "Sejamos realistas, exijamos o impossível - (Alguns) gritos de rebelião no cinema", integrado na programação da Feira do Livro do Porto que está a decorrer desde a passada sexta-feira nos Jardins do Palácio de Cristal.

A Feira do Livro deste ano propõe um ciclo de cinema que recorre ao ideário da contestação através da Cultura e da música, nos 50 anos do Maio de 60, da qual se tornou símbolo José Mário Branco, figura homenageada nesta edição.

Programado por António Costa (Medeia Filmes) e Guilherme Blanc (Câmara do Porto), este ciclo tem como objetivo fundamental mostrar a representação cinematográfica como síntese da expressão da "revolta contra a sociedade e a autoridade".

"Sementes de Violência" é apresentado por Mamadou Ba no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, às 19 horas, e a entrada é livre, embora limitada à lotação do espaço.

Deste ciclo fazem também parte "Weekend" (1967), de Jean-Luc Godard, que será apresentado por João Ribas no dia 14, "Wanda" (1970), de Barbara Loden, por Cláudia Varejão no dia 16, "Má raça / Mauvais sang" (1986), de Léos Carax, por Ana Moreira no dia 18, e "Ata-me" (1989), de Pedro Almodóvar, com apresentação de João Rui Guerra da Matta no dia 23.

A entrada nas sessões é sempre gratuita.
Saiba tudo o mais que pode ver e fazer na Feira do Livro do Porto vendo a programação completa AQUI, descarregando-a para o seu equipamento nesta ligação e acompanhando a página oficial no facebook
Capicua, André Tentúgal e Nuno Artur Silva levam hoje a Utopia à Feira do Livro
09-09-2018

"A relação entre a palavra escrita e cantada" é o ponto de partida das sessões de Spoken Word da Feira do Livro do Porto 2018, que está de regresso até 23 de setembro, com o cantautor José Mário Branco como a figura de destaque desta edição.

Para celebrar o tema aglutinador da Feira - a ideia de rebelião e de transformação na sociedade - são propostos temas transversais como a utopia, a revolta, o amor e a melancolia, os quais serão debatidos nas quatro sessões de Spoken Word a iniciar nesta noite e a prosseguir nos dias 15, 21 e 22. Usando cada uma daquelas palavras como ponto de partida, vários intérpretes (escritores, músicos, artistas visuais, cineastas, atores) foram desafiados por Anabela Mota Ribeiro a fazer uma viagem, esculpir a palavra de diferentes maneiras, revisitar o universo de autores como Chico Buarque, Jacques Brel, Leonard Cohen, Bob Dylan, Stevie Wonder e vários outros poetas e escritores.

A partir das 21,30 horas de hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Capicua, rapper e socióloga, André Tentúgal, mentor de projetos musicais e realizador, e Nuno Artur Silva, escritor, vão declinar "alguma coisa difícil de encontrar, mas boa de procurar".

Depois, é com Selma Uamusse, Kalaf Epalanga e Miguel Januário (MAISMENOS) que o ciclo de spoken word continua, no dia 15 de setembro, sendo então a "inquietação do agora" que dará o mote para falar da inquietação da revolta.

No dia 21, debatem-se os "escritos do amor", na Capela de Carlos Alberto, com Sónia Baptista, Eduardo Raon e Raquel Melgue, enquanto na derradeira sessão falar-se-á da melancolia com Sara Carinhas, Nuno Rodrigues e Cláudia Varejão, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
Capicua, André Tentúgal e Nuno Artur Silva levam hoje a Utopia à Feira do Livro
José Mário Branco abriu ontem a lista de convidados que leva hoje Mia Couto à Feira do Livro do Porto

09-09-2018


José Mário Branco abriu ontem a lista de nomes destacados da área cultural que, até ao próximo dia 23, vão passar pela Feira do Livro do Porto. Hoje mesmo, é a vez de Mia Couto, que participa num debate com Afonso Cruz e José Eduardo Agualusa.

A Avenida das Tílias e os Jardins do Palácio de Cristal - presença importantíssima no imaginário de José Mário Branco, como o próprio afirmou - ostentam desde ontem o nome do célebre autor, músico, cantor e produtor. A tília que lhe foi atribuída pela Câmara do Porto situa-se, não por acaso, em frente à Concha Acústica, enfatizando assim também a dimensão musical de José Mário Branco, o primeiro autor ali homenageado que não é estritamente do domínio das letras.

José Mário Branco afirmou o seu orgulho humilde por "de repente, ver uma árvore com o meu nome na companhia de pessoas mais importantes" (Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio e Sophia de Mello Breyner Andresen) e justificou ser essa uma das duas razões que o levou a aceitar o "convite irrecusável" do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, para estar pela primeira vez fisicamente presente numa homenagem a si próprio. A outra razão foi o facto de a Avenida das Tílias ser, desde a infância, "mítica para mim: era a Feira Popular, os carrosséis, os carrinhos, o algodão doce e as farturas". E recordou mesmo: "Quando vinha cá, eu já fazia a avenida a salivar".

Perante os elogios a si dirigidos, os quais se aprofundariam em mais dois eventos da Feira do Livro realizados ao final da tarde e à noite, o cantautor chamou a atenção para a ação individual em favor da comunidade e defendeu que "o que a gente faz é uma gota no oceano do grande caminho da Humanidade".

Por seu lado, o presidente da Câmara recordou a infância de José Mário Branco no Porto e sublinhou a ação social, política e artística, que viriam a colocar desde cedo "a música no centro de uma ação política, no centro da sua vida". Apontou, por isso, as facetas do compositor, poeta, cantor, ator e produtor musical e, entre "muitos momentos possíveis", lembrou a sua primeira música após o 25 de Abril, relacionada com a luta dos moradores dos bairros camarários, designadamente do Bairro de São João de Deus.

Rui Moreira recordou ainda alguns outros episódios que, nos 50 anos de carreira de José Mário Branco, evidenciaram a utilização da "palavra eloquente como arma", e concluiu ser por tudo isso que "humildes e honrados, nós os portuenses o homenageamos na sua cidade, no contexto da Feira do Livro 2018, onde a palavra escrita, dita, sussurrada, cantada e gritada tem o valor de um testemunho em prol da liberdade, em prol da autodeterminação de todas as mulheres, de todos os homens".

O homenageado participou em seguida numa conversa com Anabela Mota Ribeiro, inserida no ciclo municipal Um Objeto e seus Discursos por Semana, e mais tarde numa conversa/espetáculo a propósito do seu mais recente duplo CD "José Mário Branco, Inéditos (1967-1999)", numa coorganização da Associação José Afonso - Núcleo do Norte. Ambos os momentos seriam ocasião para, com muito humor e grande lucidez, partilhar inúmeras histórias, sempre perguntando se não estava a alongar-se demasiado, mas visivelmente satisfeito - tal como as centenas de pessoas que assistiam - por tal partilha. Ou, como repetiu, pelo "fluxo biunívoco" que garante ser também o que justifica a criação: "a obra artística não existe em si própria" e precisa para tal da relação com o recetor, da "recriação partilhada com a comunidade".

Programa vasto e variado até dia 23
Com José Mário Branco, teve início o extenso programa da Feira do Livro do Porto, traz desta vez à cidade variados nomes consagrados ou emergentes no campo das letras e outros, segundo uma programação assinada por Anabela Mota Ribeiro e José Eduardo Agualusa. Entre as mais de quatro dezenas de participantes e convidados destas duas semanas estão nomes como Leila Slimani, Daniel Cohn-Bendit, António Mega Ferreira, Luís Filipe Castro Mendes, Kalaf Epalanga, Mia Couto, José Riço Direitinho, Luísa Costa Gomes, Mário de Carvalho, João Ribas, Eduardo Cintra Torres, Capicua, André Tentúgal, Nuno Artur Silva, Francisco José Viegas ou Bernardo Carvalho.

Debates lições, spoken word, cinema, exposições, novos projetos, sessões especiais, inúmeras atividades de animação e educativas, todas de acesso gratuito e para os mais diversoso públicos de todas as idades, multiplicam-se nestas duas semanas nos Jardins do palácio de Cristal.
Veja tudo no Jornal da Feira do Livro (que pode ler na plataforma issuu ou descarregar em pdf) e acompanhe a página oficial no facebook.

José Mário Branco abriu ontem a lista de convidados que leva hoje Mia Couto à Feira do Livro do Porto
Chefe de Estado cumpre a tradição e compra na abertura da Feira do Livro

07-09-2018


Cerca de 25 títulos, entre obras nacionais e estrangeiras, conquistaram esta tarde um lugar na biblioteca privada do Presidente da República, que visitou a Feira do Livro do Porto a convite de Rui Moreira. Nos Jardins do Palácio de Cristal, Marcelo Rebelo de Sousa percorreu todos os pavilhões, os mesmos que estarão abertos ao público até ao próximo dia 23.

O habitual e compreensível nervoso miudinho do primeiro dia de vendas foi atenuado pela visita de um ilustre amante de livros. O Presidente da República, acompanhado pelo presidente da Câmara do Porto, passou esta tarde "a pente fino" os 130 pavilhões da Avenida das Tílias e não se escusou a trocar impressões com os participantes do certame, fosse sobre as melhorias observadas no evento ou sobre os livros que decidiu comprar.

Na verdade, algumas dessas compras foram patrocinadas por Rui Moreira, já que a indisponibilidade de trocos verificada às primeiras horas foi elevada. "Saio daqui devedor do senhor presidente da câmara", brincou no final da visita.

Num roteiro que incluiu a descoberta da exposição "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 - 5 décadas de inquietação musical no Porto", hoje inaugurada na Galeria Municipal, Marcelo Rebelo de Sousa despediu-se da Feira do Livro, após quase três horas de visita, com a convicção de que a organização do espaço está cada vez melhor, salientando que as bancadas têm acessos mais amplos e também que a área de alimentação convida a ficar mais tempo.

Na programação de sábado, o momento alto recai sobre a cerimónia da atribuição da tília ao homenageado da edição 2018 da Feira do Livro, José Mário Branco, marcada para as 17 horas, seguida do debate "No princípio era a canção", moderado pela jornalista Anabela Mota Ribeiro e que contará com o cantor da inquietação como figura principal.
Saiba todos os pormenores da programação no Jornal da Feira do Livro e acompanhe a página no facebook.

Chefe de Estado cumpre a tradição e compra na abertura da Feira do Livro
Feira do Livro do Porto abre hoje e recebe a visita do Presidente da República

07-09-2018


O Presidente da República visita hoje à tarde a Feira do Livro, aberta a partir das 12 horas nos Jardins do Palácio de Cristal.

Marcelo Rebelo de Sousa começa por fazer uma visita privada à Galeria Municipal do Porto, pouco antes da abertura ao público (19 horas) da exposição "Musonautas, Visões & Avarias: 1960-2010 - 5 décadas de inquietação musical no Porto", após o que fará o já habitual passeio por entre os 130 pavilhões da Avenida das Tílias, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

Aí, e além das inevitáveis compras de livros, o Chefe de Estado cruzar-se-á com a tília que a Câmara do Porto atribui nesta edição da Feira do Livro ao cantautor José Mário Branco, numa cerimónia que está marcada para as 17 horas de amanhã, sábado.

Por seu lado, o cantor da inquietação - temática escolhida para dominar transversalmente esta Feira do Livro - participará também amanhã no debate "No princípio era a canção", moderado pela jornalista Anabela Mota Ribeiro (que volta a ser programadora do certame juntamente com José Eduardo Agualusa) e integrado no ciclo Um Objeto e seus Discursos por Semana.

Vários outros nomes do panorama cultural, nacionais e estrangeiros, vão igualmente passar pelo festival literário que, até ao próximo dia 23, apresenta inúmeras propostas e novidades em termos de programação cultural, bem como educativa e de animação para todas as idades.
Pode acompanhar o que se passa diariamente na página oficial no facebook.

Feira do Livro do Porto abre hoje e recebe a visita do Presidente da República
Grandes nomes da cultura e numerosos eventos marcam o regresso da Feira do Livro já a partir de sexta-feira
05-09-2018

Leila Slimani e Daniel Cohn-Bendit são apenas dois dos nomes que integram o programa da edição deste ano da Feira do Livro do Porto, que está de volta aos Jardins do Palácio de Cristal já a partir da próxima sexta-feira e vai homenagear José Mário Branco.

Entre 7 e 23 deste mês, a Feira aprofunda o seu caráter de festival literário em crescendo, através de uma programação que conjuga livros e literatura com pensamento, mas também com música, cinema, exposições, debates, conversas, oficinas e animação.

A temática transversal é a da contestação social e política através das expressões culturais, desde logo a música e a escrita que têm caracterizado os 50 anos da carreira de José Mário Branco.

O cantautor será homenageado com a atribuição de uma tília nos Jardins do Palácio de Cristal, pelas 17 horas de sábado, participando em seguida num debate que terá como moderadora Anabela Mota Ribeiro.

A jornalista volta neste ano a partilhar com José Eduardo Agualusa a tarefa de programação da Feira do Livro, que propõe um total de oito debates, quatro sessões de spoken word, três exposições, 10 lições, um ciclo de cinco filmes, nove sessões especiais e inúmeros momentos de caráter educativo e de animação.

Entre os participantes estão nomes destacados da literatura e de outras áreas culturais, como a jornalista e premiada escritora franco-marroquina Leila Slimani ou o jornalista franco-alemão e deputado europeu Daniel Cohn-Bendit. Mas a programação inclui também, entre muitos, o poeta e atual ministro da Cultura Luís Filipe Castro Mendes, Kalaf Epalanga, Mia Couto, José Riço Direitinho, António Mega Ferreira, Luísa Costa Gomes, Mário de Carvalho, João Ribas, Eduardo Cintra Torres, Capicua, André Tentúgal, Nuno Artur Silva, Francisco José Viegas ou Bernardo Carvalho.

Aliás, Bernardo Carvalho é o protagonista de uma das grandes novidades da edição deste ano: o "Escritor em residência". O autor brasileiro foi o primeiro convidado pela Câmara do Porto a realizar uma residência artística que, com o apoio da "mala voadora", resultará na escrita de um conto a apresentar num dos eventos da Feira do Livro.

Saiba todos os pormenores no Jornal da Feira do Livro e acompanhe as novidades através do facebook.
Grandes nomes da cultura e numerosos eventos marcam o regresso da Feira do Livro já a partir de sexta-feira
Jornal com a programação da Feira do Livro foi publicado com o semanário Expresso

01-09-2018


A programação detalhada da edição deste ano da Feira do Livro do Porto, que começa já na sexta-feira e foi apresentada no início desta semana, está toda no encarte publicado com a edição do semanário Expresso de 1 de setembro.

De distribuição gratuita, o Jornal da Feira do Livro estará também disponível nos Jardins do Palácio de Cristal durante a Feira, entre 7 e 23 deste mês, bem como em alguns dos equipamentos municipais, estando já acessível online, incluindo através da plataforma issuu.

Por uma questão de conforto e melhor acessibilidade à informação, o jornal pode ainda ser descarregado para o seu equipamento em formato pdf, permitindo também a preparação antecipada da visita à Feira.

Abrangendo toda a variedade de eventos que o festival literário vai oferecer à cidade, o Jornal da Feira do Livro dá natural destaque à homenagem a José Mário Branco na edição deste ano. Foca igualmente os debates, sessões de spoken word e lições comissariados por Anabela Mota Ribeiro e José Eduardo Agualusa, assim como os muitos convidados e participantes que enriquecem mais uma edição.

A Feira do Livro do Porto vai ainda propor um ciclo de cinema, três exposições, várias sessões especiais e numerosas oficinas, ações de programa educativo e de animação, que têm como temática transversal a inspiração nos 50 anos do Maio de 60, a contestação através da Cultura e da música, de que José Mário Branco se tornou símbolo, e os 50 anos da carreira que este cantautor está a celebrar.

Aceda à programação completa ou descarregue o Jornal da Feira do Livro do Porto.

Jornal com a programação da Feira do Livro foi publicado com o semanário Expresso
Serviço de reutilização de manuais escolares transita para a Feira do Livro

31-08-2018


O Serviço Municipal de Apoio à Reutilização dos Livros Escolares vai marcar presença na Feira do Livro, de 7 a 23 de setembro. Durante este período, o depósito e/ou levantamento dos manuais realiza-se nos Jardins do Palácio de Cristal.

A maior parte do ano, o atendimento do SMARLE - Serviço Municipal de Apoio à Reutilização dos Livros Escolares funciona nas instalações do Gabinete do Munícipe, mas, com a chegada a Feira do Livro, o Serviço troca o centro da cidade pelo verde da Avenida das Tílias. 

Assim, nos dias em que decorre o certame literário, o SMARLE ficará instalado no Pavilhão n.º17, espaço onde poderá depositar os manuais escolares de que já não necessita e, simultaneamente, levantar livros que sirvam o ano letivo que está prestes a começar. No ano passado, a experiência foi francamente positiva. 

O encerramento temporário deste Serviço no Gabinete do Município ocorre no período de 5 a 25 de setembro, retomando a atividade neste equipamento ao dia 26 de setembro.

De acordo com os dados de 2017, este serviço da Câmara do Porto recebeu 7.038 cidadãos, o que se traduziu no depósito de 21.418 livros e no levantamento de 6.523.

Os livros não reutilizáveis foram doados ao Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, no âmbito da campanha "Papel por Alimentos", num total de quase cinco toneladas (4.842 quilogramas), que os reciclou à razão de 80 euros por tonelada.

Serviço de reutilização de manuais escolares transita para a Feira do Livro
Feira do Livro sob o signo da Revolução inclui várias novidades programáticas

28-08-2018


A Feira do Livro está de regresso aos Jardins do Palácio de Cristal, de 7 a 23 de setembro, com uma programação de matriz revolucionária, não fosse o homenageado deste ano ser o cantautor José Mário Branco, voz e figura emblemática de Abril. Com especial intenção de propor um olhar mais íntimo sobre a importância da Literatura no universo da arte e, em particular, da Música, a oferta programática reserva várias novidades, anunciou esta manhã o presidente da Câmara do Porto, em conferência de imprensa: a Cabine de Escalas; a residência literária do escritor Bernardo Carvalho, que resultou num conto escrito sobre a cidade; e um projeto que ganhará forma no próximo ano, denominado Pavilhão Efémero de Verão.

No ano em que celebra o 50.º aniversário da sua carreira, também José Mário Branco verá o seu nome imortalizado na Avenida das Tílias, já no próximo dia 8 de setembro (sábado), às 17 horas. Uma hora depois, Anabela Mota Ribeiro, que integra novamente a equipa de programação, modera um debate com homenageado.
Será este o primeiro ato público de inauguração da Feira do Livro, que abre portas no dia anterior, a 7 de setembro.

De acordo com Rui Moreira, José Mário Branco foi escolhido por "ser um dos nomes mais importantes da música portuguesa do século XX, que acreditamos ser, paralelamente, um dos nomes mais relevantes da literatura nacional das últimas décadas". Também o facto de ser o Porto "a cidade que o viu nascer" e onde viveu a sua juventude pesou na escolha.

Através das múltiplas facetas deste cantor, compositor, letrista, produtor e ator, constrói-se assim um programa cultural com mais de 40 atividades, que pode ser fruído por gente de todas as idades. Serão temas em destaque "a liberdade, o amor e a sublevação", não esquecendo os ideais do Maio de 68, cujos 50 anos também não passarão em branco.

Novidades da edição 2018
O projeto-piloto Cabine de Escalas, programado pela artista e editora Isabel Carvalho, faz a sua estreia este ano na Avenida das Tílias. Como explicou esta manhã Rui Moreira, "traduz-se num espaço partilhado que possibilita a participação, a título gratuito, de pequenas editoras e livrarias na Feira do Livro". Nesta primeira Cabine irão participar 16 projetos independentes, especificou Guilherme Blanc.

O adjunto do presidente da Câmara do Porto para a Cultura anunciou também a segunda novidade que a edição de 2018 da Feira do Livro reserva: Bernardo Carvalho, "um importante autor brasileiro, muitíssimo traduzido e premiado", foi convidado pelo Município para uma residência literária que teve a duração de um mês. O processo de criação contou com o apoio do coletivo "mala voadora", tendo resultado num conto sobre a cidade do Porto, que será distribuído gratuitamente com o Jornal da Feira do Livro, revelou.

A terceira novidade que esta edição reserva, na realidade, começa este ano a ser preparada mas, pela sua natureza, só estará no terreno em 2019. O anúncio da construção do Pavilhão Efémero de Verão, "que deverá servir como espaço de encontro e de cultura antes, durante e após o período da Feira do Livro", foi feito por Rui Moreira, que explicou que o projeto pretende resultar numa "espécie de pavilhão da Serpentine Gallery", mas que surgirá não por convite, antes por concurso, "e terá ainda de permitir o uso para atividades culturais no decorrer da Feira do Livro". O próximo passo é lançar o desenho arquitetónico a concurso.

Na edição de 2018, a quarta consecutiva a ser organizada pela Câmara do Porto, a Feira do Livro mantém a mesma dimensão e tipologia de oferta, com 134 participantes e atores diversificados do setor do livro distribuídos por 130 stands. "Cremos ser esta a dimensão correta para este espaço e que aumentá-la poderia desvirtuar a relação dos visitantes com o parque e a paisagem, que pretendemos que seja um elemento diferenciador na experiência de visita a este projeto da cidade", justificou o autarca.

O orçamento total do projeto é de cerca de 200 mil euros, um montante semelhante ao do ano passado, que se divide de forma paritária entre despesas de logística e de programação.



Equipa de programação mantém-se
Como revelou esta manhã o presidente da Câmara do Porto, "a equipa de programação é a mesma do último ano": Anabela Mota Ribeiro e José Eduardo Agualusa programam o ciclo dos debates, as lições e as performances de spoken word; Guilherme Blanc e António Costa preparam as sessões de Cinema; ao passo que as equipas da Biblioteca e da Porto Lazer ficam responsáveis pelas dezenas de iniciativas educativas e de exterior que percorrem as duas semanas da Feira do Livro.

A Biblioteca Municipal Almeida Garrett também servirá de porto de abrigo às exposições que estarão patentes durante o evento. Uma delas desafia a ver o "Porto sentido de fora: [em] livros e guias de viagem de Portugal entre a monarquia constitucional e o Estado Novo"; outra mostra, por exemplo, resulta de uma seleção original de 15 cartazes do Maio de 68; e a de maior envergadura, intitulada "MUSONAUTAS, VISÕES & AVARIAS: 1960-2010 - 5 décadas de inquietação musical no Porto", propõe uma retrospetiva de cinco décadas de música.
Balão de ar quente volta a subir nos Jardins do Palácio

Também este ano, o balão de ar quente tem regresso marcado aos Jardins do Palácio, todos os sábados e domingos do certame, proporcionando subidas gratuitas aos visitantes, aos finais de tarde, afirmou na conferência de imprensa Nuno Lemos, administrador da Porto Lazer, empresa municipal que todos os anos apoia a Câmara do Porto na organização da Feira do Livro.

Na rampa de acesso ao Palácio de Cristal será preparada, pela primeira vez, uma intervenção de arte urbana, assinada pelo artista portuense KiNO. O tema da obra, que se estenderá ao longo de 30 metros e estará concluída durante a Feira do Livro, tem como fonte de inspiração um dos poemas de José Mário Branco, "Inquietação".

Considerando que a Avenida das Tílias tem algumas zonas irregulares, "foram feitas algumas correções e melhorias ao nível de todas as rampas de acesso, o que naturalmente melhora o conforto e a acessibilidade aos visitantes", revelou ainda Nuno Lemos.

Não negando que este ano a montagem decorre com o desafio acrescido de coincidir com as obras de requalificação no interior do Pavilhão Rosa Mota, Rui Moreira assinalou, todavia, que nunca foi equacionada a paragem temporária das obras por esse motivo. "Não fazia sentido parar. As cidades são assim, temos de viver com essa contingência", explicou o autarca.

Feira do Livro sob o signo da Revolução inclui várias novidades programáticas
A cidade começou hoje a conhecer a nova imagem da Feira do Livro 2018

22-08-2018


O certame, que volta em setembro aos Jardins do Palácio de Cristal, apresenta uma nova imagem para os vários suportes de comunicação.


Como é habitual, a Feira do Livro do Porto renova-se todos os anos e apresenta uma imagem diferente em cada edição, reflexo das constantes novidades que este grande evento literário traz anualmente.


A poucos dias de revelar a programação detalhada para 2018 e tendo já dado início aos trabalhos de montagem na Avenida das Tílias, onde a Feira do Livro vai decorrer entre 7 e 23 de setembro, a Câmara do Porto começou também já a espalhar por toda a cidade os cartazes com a nova imagem.


Desde a última madrugada, mupis e outros suportes ostentam a informação objetiva sobre o evento, que é dominada pelas cores verde e azul e dá uma nova interpretação à ilusão volumétrica de um livro em pé. 


Siga aqui as novidades da Feira do Livro 2018, que vai homenagear o cantautor José Mário Branco, cujo duplo álbum recente assinala os 50 anos de carreira.

A cidade começou hoje a conhecer a nova imagem da Feira do Livro 2018
Já decorre a bom ritmo a montagem das estruturas para a edição deste ano
21-08-2018

A nova edição da Feira do Livro já está em montagens nos Jardins do Palácio de Cristal. Por estes dias, a azáfama na Avenida das Tílias assim o comprova: homens e máquinas avançam com a construção dos 130 pavilhões, que vão ser casa de cerca de uma centena de expositores durante três semanas. O maior certame literário do país realiza-se de 7 a 23 de setembro. Este ano, o cantautor José Mário Branco é o homenageado.

Já começou a fase preparatória de mais uma edição da Feira do Livro, organizada desde 2014 pela Câmara do Porto. Quem por esta altura fizer um passeio descontraído pelos Jardins do Palácio do Cristal ou se deslocar à Biblioteca Municipal Almeida Garrett observa que a montagem das estruturas avança a bom ritmo.

E, a cerca de duas semanas e meia do arranque da Feira do Livro 2018, há uma novidade que requer, também no terreno, trabalho acrescido. Trata-se do projeto Cabine de Escalas, que o Município lançou este verão, com o objetivo de facilitar a participação de editoras de pequena escala no certame, sem custos de presença. Com efeito, cada uma das editoras selecionadas terá direito a um espaço exclusivo para divulgação e comercialização dos seus materiais, integrado numa nova área expositiva comum, criada especificamente para o projeto.

Em breve serão divulgados os detalhes da programação cultural e de animação que integra a edição 2018 da Feira do Livro, com propostas e atividades que tocam os variados gostos e idades.

Mas adiante-se que, em sintonia com a obra do homenageado José Mário Branco, figura incontornável da Revolução de Abril e que este ano comemora o 50.º aniversário da sua carreira, os temas dos programas de debate, sessões de spoken word, exposições, ciclos de cinema e lições desenvolvem-se sob o signo da liberdade e da revolução.
Já decorre a bom ritmo a montagem das estruturas para a edição deste ano
Feira do Livro alarga até 3 de agosto o prazo de candidatura à Cabine de Escalas

19-07-2018


Foi alargado até 3 de agosto o prazo de candidatura ao projeto Cabine de Escalas, que a Câmara do Porto lançou no início deste mês com o objetivo de facilitar a participação de editoras de pequena escala na Feira do Livro sem custos de presença.

Comissariado pela Câmara do Porto e com curadoria de Isabel Carvalho, o projeto "Cabine de Escalas" é direcionado a editoras de pequena escala e permitirá a sua participação, sem custos de presença, na Feira do Livro 2018.

A partir desta iniciativa inédita será criado um espaço mediador que possibilita o encontro do público da Feira do Livro com 15 projetos editoriais de pequena escala, selecionados pela curadora. Cada uma das editoras terá direito a um espaço exclusivo para divulgação e comercialização dos seus materiais, integrado numa área expositiva comum criada especificamente para o projeto "Cabine de Escalas".

O Open Call para o projeto dirige-se a editoras nacionais e internacionais cujas publicações tenham tiragens compreendidas entre os 50 e 500 exemplares.

Os interessados podem inscrever-se até ao dia 3 de agosto para o email feiradolivro@cm-porto.pt e consultar as condições de participação aqui.

A Feira do Livro do Porto regressa aos Jardins do Palácio de Cristal entre 7 e 23 de setembro e terá o cantautor José Mário Branco como figura a homenagear.

Feira do Livro alarga até 3 de agosto o prazo de candidatura à  Cabine de Escalas
Termina hoje o prazo de inscrição na Feira do Livro do Porto 2018
06-07-2018

Termina hoje o período de inscrição para participar na Feira do Livro do Porto, que regressará em setembro aos Jardins do Palácio de Cristal.

O prazo foi aberto a 15 de junho pela Câmara do Porto, de modo a que os interessados em participar nesta grande festa do livro e da leitura pudessem formalizar a sua candidatura, nomeadamente editores, distribuidores, livreiros, alfarrabistas, entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, consideradas de especial interesse e que promovam a edição de livros.

O pedido de inscrição é apresentado em formulário próprio, devidamente preenchido e assinado, sob pena de exclusão, e pode ser apresentado por diversas vias. Veja aqui os detalhes e como fazer.

Entretanto, está a decorrer desde a passada terça-feira o prazo de candidatura ao projeto "Cabine de Escalas", que a Câmara do Porto lançou com o objetivo de facilitar a participação de editoras de pequena escala na Feira do Livro sem custos de presença.

Dirigido-se a editoras nacionais e internacionais cujas publicações tenham tiragens compreendidas entre os 50 e 500 exemplares, o projeto aceita candidaturas até 23 de julho. Pode consultar as condições de participação aqui.

A Feira do Livro do Porto realiza-se entre 7 e 23 de setembro e voltará a incluir um festival literário a par do vasto programa de animação e dos espaços de venda de publicações, tendo sido escolhido o cantor e compositor José Mário Branco como personalidade a homenagear nesta edição.
Termina hoje o prazo de inscrição na Feira do Livro do Porto 2018
Câmara do Porto convida editoras de pequena escala à participação na Feira do Livro

03-07-2018


A Câmara do Porto vai facilitar a participação de editoras de pequena escala na Feira do Livro sem custos de presença, através de um projeto cujo período de candidaturas é aberto hoje.


Comissariado pela Câmara do Porto e com curadoria de Isabel Carvalho, o projeto "Cabine de Escalas" é direcionado a editoras de pequena escala e permitirá a sua participação, sem custos de presença, na Feira do Livro 2018.


A partir desta iniciativa inédita será criado um espaço mediador que possibilita o encontro do público da Feira do Livro com 15 projetos editoriais de pequena escala, selecionados pela curadora. Cada uma das editoras terá direito a um espaço exclusivo para divulgação e comercialização dos seus materiais, integrado numa área expositiva comum criada especificamente para o projeto "Cabine de Escalas".


O Open Call para o projeto que é hoje lançado dirige-se a editoras nacionais e internacionais cujas publicações tenham tiragens compreendidas entre os 50 e 500 exemplares.


Os interessados podem inscrever-se até ao dia 23 de julho para o email feiradolivro@cm-porto.pt e consultar as condições de participação aqui.


A Feira do Livro do Porto regressa aos Jardins do Palácio de Cristal entre 7 e 23 de setembro e terá o cantautor José Mário Branco como figura a homenagear.

Câmara do Porto convida editoras de pequena escala à participação na Feira do Livro
Câmara do Porto abriu hoje as inscrições para a Feira do Livro do Porto 2018

15-06-2018


A Câmara do Porto abriu hoje o período de inscrição na Feira do Livro deste ano. Os interessados em participar nesta grande festa do livro e da leitura têm até 6 de julho para formalizar a sua candidatura (ver documentos em anexo), podendo inscrever-se editores, distribuidores, livreiros, alfarrabistas, entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, consideradas de especial interesse e que promovam a edição de livros.


O pedido de inscrição é apresentado em formulário próprio, devidamente preenchido e assinado, sob pena de exclusão, e pode ser apresentado:
a) via email para feiradolivro@cm-porto.pt;
b) por correio para a "Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Rua de Entrequintas, 328, 4015-239 Porto";
c) presencialmente na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, com entrada pela Rua D. Manuel II (aos Jardins do Palácio de Cristal).

A aceitação da inscrição é confirmada até 13 de julho, reservando-se a organização o direito de aceitá-la ou não, tendo em conta o seu enquadramento nos objetivos da Feira do Livro do Porto 2018:
- Difundir o livro e a leitura;
- Fomentar hábitos culturais;
- Estabelecer contactos entre o público e os autores;
- Promover uma grande festa do livro e da leitura que terá no livro o seu protagonista.

Documentos para participação (.pdf): 

Câmara do Porto abriu hoje as inscrições para a Feira do Livro do Porto 2018
José Mário Branco foi escolhido pela Câmara do Porto como figura a homenagear na Feira do Livro deste ano

07-03-2018


José Mário Branco foi escolhido pela Câmara do Porto como figura a homenagear na Feira do Livro deste ano, que assim assinala os 50 anos de carreira do cantautor portuense e grava o seu nome na Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio de Cristal.


A sua carreira de mais de 50 anos vai por isso ser recordada, dissecada e detalhadamente fruída durante a edição da Feira do Livro do Porto, que decorrerá entre os dias 7 e 23 de setembro.


O cantor, compositor, letrista, produtor e ator juntará o seu nome aos de Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio e Sophia de Mello Breyner Andresen, que foram homenageados pela autarquia nas edições anteriores com a atribuição de uma placa evocativa na avenida central do recinto. Servirá também de mote para muitas das atividades culturais e de animação que irão integrar o evento, além de ser o convidado para uma conversa com a jornalista Anabela Mota Ribeiro, no dia 8.


Uma das vozes e figuras mais emblemáticas da nossa liberdade conquistada na revolução de 1974, e que mesmo censurada nunca deixou de escrever poesia e música quando foi urgente que soasse, José Mário Branco nasceu no Porto a 25 de maio de 1942. Cursou Economia e História, depois de ter abandonado o estudo do violino, chamou ao seu primeiro LP um verso de Camões ("Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", 1971), foi perseguido pela PIDE e exilado político, interveio nos palcos da música, do teatro, da televisão e do cinema. Desde cedo fez também produção, designadamente arranjos em discos de Sérgio Godinho e José Afonso, tendo sido gravados por José Mário Branco, em Paris, os passos que ouvimos no início de "Grândola, Vila Morena". Voltou, já maduro, à universidade para estudar Linguística porque, como diz este cantautor da inquietação, "a revolução é concretíssima se começarmos por fazê-la dentro de cada um de nós".

José Mário Branco foi escolhido pela Câmara do Porto como figura a homenagear na Feira do Livro deste ano
Feira do Livro bate recorde com 285.000 visitantes e assume papel de referência
20-09-2017

Ações dirigidas a todas as faixas etárias, debates, lições, sessões de spoken word e de cinema, oficinas, espetáculos de teatro, exposições, poesia, conversas, performances, dança e apresentações rechearam os 17 dias da Feira do Livro do Porto com uma programação que conferiu ainda maior protagonismo ao livro e à literatura. O resultado fica patente no registo de 285.000 visitantes, entre os quais o Presidente da República, número recorde que confirma ter sido acertada a aposta na estabilização da vertente comercial e no reforço das vertentes recreativa e cultural. 

Depois das edições anteriores terem homenageado Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís e Mário Cláudio, as iniciativas dedicadas neste ano a Sophia de Mello Breyner Andresen estiveram no centro das atenções e inscreveram-se entre as que mais público congregaram, tanto no programa educativo como no de animação. Desde logo, a cerimónia de atribuição de uma tília em que o descerramento da placa evocativa coube ao filho da poeta, Miguel Sousa Tavares, e o debate que se lhe seguiu, também em torno das palavras de Sophia.

Mas a restante programação foi igualmente do agrado do público e a Feira do Livro, que já no ano passado atraíra um recorde de 250.000 pessoas, voltou desta vez a ultrapassar as expectativas e atingiu o patamar dos 285.000 visitantes, assumindo assim um estatuto de particular relevo no panorama literário e cultural.

Crescimento de público e respeito pelos jardins

Ao mesmo tempo, foi cumprida uma das prioridades definidas: o equilíbrio entre a forte presença humana durante o evento e o respeito pelos Jardins do Palácio de Cristal, que a Câmara do Porto tem vindo a recuperar através de um investimento de 1,3 milhões de euros, incluindo a já terminada consolidação dos muros.
A propósito, é de salientar que o guia histórico-turístico de recente publicação municipal "Jardins do Palácio de Cristal", da autoria das investigadoras e arquitetas paisagistas Teresa Portela Marques e Natália Bruno, foi um das publicações mais vendidas no pavilhão da Câmara do Porto, juntamente com "O Anjo de Timor", "Postais Ciclo de Natal" e a edição do "Porto.", livro que descreve e explica a nova identidade gráfica da cidade que tantos prémios acumulou já, a ponto de se tornar num case study internacional na área da comunicação.

No global, a quarta edição da Feira do Livro organizada diretamente pela Câmara do Porto envolveu um investimento de 100.000 euros e apresentou-se com duas novidades, uma das quais foi a montagem dos 130 pavilhões ao longo da Avenida das Tílias, mas sem irem além da Capela de Carlos Alberto, o que resultou num melhor ordenamento do espaço e melhor circulação do público. A outra correspondeu à preocupação do município em acolher o melhor possível os pedidos e sugestões dos expositores, neste caso dos alfarrabistas, cuja presença foi reorganizada no espaço entre a Concha Acústica e o Lago dos Cavalinhos, permitindo às duas dezenas de participantes deste setor exporem melhor as suas publicações e ao público ter uma melhor panorâmica e melhor acesso à oferta.



Com um total de expositores presentes superior à centena, destacando-se algumas estreias e outros regressos ao evento, a Feira do Livro 2017 sobressaiu também pela articulação entre os objetivos comerciais e a integração com outros eventos, conseguindo-se a estabilização da sua dimensão e a variedade da programação paralela com o objetivo de captar novos públicos.

O sucesso da aposta na captação de novos públicos é confirmado pelo aumento da assistência nos oito debates programados desta vez por José Eduardo Agualusa, nas quatro sessões de spoken word, nas seis lições sobre escritores de língua portuguesa programadas por Anabela Mota Ribeiro (destacando-se a aula de Ana Luísa Amaral sobre Sophia), e ainda em seis sessões de cinema, sete sessões especiais (incluindo as que evocaram Agustina Bessa-Luís e António Nobre), uma de Quintas de Leitura também sobre a poesia de Sophia de Mello Breyner, duas de teatro e numerosos eventos realizados no Salão Independente.
O número global conheceu um incremento de quase 2.000 pessoas e atingiu as 7.296, para o que contribuíram sessões com temáticas de interesse como foram os casos das dedicadas a Raul Brandão, Carlos Drummond de Andrade, David Mourão-Ferreira e Óscar Lopes ou o debate com a autora coreana Han Kang. 

Por seu lado, as 35 iniciativas incluídas no programa educativo, direcionadas para crianças e adultos, assinalaram um total de 1.416 participantes.
Acresce que também no capítulo das exposições patentes na Galeria Municipal, e relacionadas com a temática da poeta homenageada, houve um crescimento da procura por parte do público comparativamente às iniciativas correspondentes realizadas no ano passado: 12.668 pessoas visitaram a "Quatro Elementos"  e 10.134 admiraram "O Anjo de Timor e outras histórias - ilustrações para Sophia".
Refira-se que ambas as exposições não fecharam as portas com o encerramento da Feira do Livro e podem ser ainda visitadas, gratuitamente, até 12 de novembro.
Feira do Livro bate recorde com 285.000 visitantes e assume papel de referência
Maria João Reynaud fechou com "Húmus" de Raul Brandão o ciclo de lições programado por Anabela Mota Ribeiro
18-09-2017

A ensaísta, crítica e professora universitária Maria João Reynaud, especialista na obra de Raul Brandão, deu ontem uma aula a partir de "Húmus", no Salão Independente da Feira do Livro, que terminou nos Jardins do Palácio de Cristal.

«Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: ? Eu não vivi! Eu não vivi! Eu não vivi! Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto?» - a citação é de Raul Brandão na sua obra-prima, publicada em 1917 e que serviu de ponto de partida para a lição "Húmus de Raul Brandão: entre o sonho e o grito".

A coincidência da celebração dos 150 anos do nascimento do autor portuense (1867-1930) - inclusive com uma exposição em dois polos  promovida pela Câmara do Porto e comissariada por Vasco Rosa - e o centenário da publicação de "Húmus" constitui um dos grandes acontecimentos literários do ano e, por isso, mereceu também particular atenção no programa cultural da Feira do Livro.

"Húmus ocupa um lugar de destaque na história da ficção portuguesa do século XX. O facto de o livro ter conhecido três versões em menos de dez anos é um dos seus aspectos mais fascinantes, na medida em que um tão extenso trabalho de refundição revela uma inquietação fundamental do escritor, relacionada com a experiência íntima da criação e com a problemática da escrita", considera Maria João Reynaud, convidada para encerrar o ciclo de lições que Anabela Mota Ribeiro programou para a Feira do Livro.

Raul Germano Brandão nasceu no seio de uma família de pescadores, a 12 de março de 1867 na Foz do Douro, no Porto, e morreu a 5 de dezembro de 1930, com 63 anos. Escritor, militar e jornalista, foi autor de uma influente obra literária e jornalística, que inclui obras como Os Pobres (1906), Húmus (1917), Os Pescadores (1923) e Portugal Pequenino (1930) que escreveu em parceria com a mulher, Maria Angelinda, e com desenhos de Carlos Carneiro, ou ainda O Pobre de Pedir (publicado postumamente em 1931).
Maria João Reynaud fechou com
Feira do Livro termina já neste domingo mas tem ainda muitas propostas culturais e de animação
16-09-2017

Contos de Sophia de Mello Breyner, jazz ao vivo, exposições, debate com Alexandra Lucas Coelho e Gonçalo M. Tavares, 130 pavilhões de livros, dança, lição de Maria João Reynaud sobre Raul Brandão, cinema, conversa com José Paulo Cavalcanti Filho, teatro, curso de literatura, espetáculo infantil, leitura encenada e performances são uma parte do que ainda tem para lhe oferecer a feira do Livro do Porto, que chega ao fim neste domingo. 

Com os Jardins do Palácio de Cristal continuamente percorridos por milhares de pessoas, a Feira do Livro tem vindo a disponibilizar um imenso programa de atividades culturais, educativas e de animação, desde o passado dia 1 e sempre com acesso livre.
Quase a terminar, tem porém ainda muitas sugestões para um final de semana em cheio para toda a família, das quais se destacam:

Permanente - "Impressões expressas - Sophia - Sophia", um convite ao saber da obra de Sophia de Mello Breyner, conjugando as tecnologias móveis com a poesia. A porta de entrada são os excertos de poemas inscritos na rampa entre o Pavilhão Rosa Mota e a Avenida das Tílias. Uma aplicação web e a função de reconhecimento de texto permitem ao público entrar no espaço digital onde a obra poética se transforma numa coleção de textos isenta de ordem, princípio ou fim. (Curadoria de Andreia Garcia; autoria de Sara Orsi)

Permanente - "Call me at tree" é a instalação sonora que desfia o público a atender o telefonema das árvores, sendo surpreendido com o sussurro de um poema ao ouvido.

Hoje, 21h30 - "Comunidade", a obra-prima do "escritor maldito", Luiz Pacheco (1925-2008), dá origem a um espetáculo de teatro (M/12) com Maria Duarte, Gonçalo Ferreira de Almeida e João Rodrigues, onde se toma contacto com a intimidade do escritor, polemista e editor, bem como com os seus anos de privação.

Domingo

12h00 - O ciclo de lições programadas por Anabela Mota Ribeiro conclui com "Húmus de Raul Brandão: entre o sonho e o grito", uma abordagem à escrita brandoniana pela especialista Maria João Reynaud. A atração ou vontade de conhecer melhor a obra e a vida de Raul Brandão pode até ser depois complementada com a visita às exposições que assinalam o 150.º aniversário do seu nascimento, comissariadas por Vasco Rosa e patentes até ao próximo dia 30 na Biblioteca Pública Municipal do Porto e na Casa-Museu Guerra Junqueiro.

12h/14h - Uma dose de música bem servida pela Juke Box instalada na Praça da Alimentação, com um menu de boas músicas escolhidas por autores e ilustradores portuenses.

A partir das 13h00 - Sessões de autógrafos com vários autores (informação detalhada em www.cm-porto.pt/feiradolivro)

14h30 - "Comunidade", a obra-prima do "escritor maldito", Luiz Pacheco (1925-2008), dá origem a um espetáculo de teatro (M/12) com Maria Duarte, Gonçalo Ferreira de Almeida e João Rodrigues, onde se toma contacto com a intimidade do escritor, polemista e editor, bem como com os seus anos de privação.

15h00 - A performance interativa itinerante "triActo" convida o público a participar num jogo de três letras e muitas palavras.

15h/18h - O premiado autor Gonçalo M. Tavares está presente na Feira do Livro, onde orienta um Curso de Literatura a partir do seu "O senhor Valéry" (inscrições esgotadas).

16h00 - A primeira sessão da nova temporada de "Porto de Encontro" traz para a conversa com o jornalista Sérgio Almeida o biógrafo de Fernando Pessoa, ex-ministro da Justiça do Brasil, consultor da UNESCO e do Banco Mundial, José Paulo Cavalcanti Filho, que vem também apresentar "Somente a verdade", o seu novo livro.

16h15 - Leituras encenadas pelo Balleteatro para o público mais jovem, na Concha Acústica.

17h00 - Marina Nabais e Joana Pupo apresentam o espetáculo "Corpo-Mapa-Livro", ist é "uma peça que desarruma a biblioteca". (a partir dos 4 anos; acesso limitado à capacidade da sala)

17h00 - A performance interativa itinerante "triActo" convida o público a participar num jogo de três letras e muitas palavras.

17h15 - O Centro de Dança do Porto apresenta-se com uma coreografia de Teresa Vieira a partir do conto "A Fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner.

18h10 - Performance de dança contemporânea pelo Balleteatro a partir das palavras de Sophia de Mello Breyner "Com os teus gestos me vestiste e aprendia a viver em pleno vento".

18h30 - O "Jazz ao pôr do sol" apresenta o Pedro Neves Trio e o seu novo disco "5:21", que descreve o primeiro momento do amanhecer.

19h00 - O último dos debates programados por José Eduardo Agualusa junta dois dos autores mais interessantes da literatura portuguesa atual - Alexandra Lucas Coelho e Gonçalo M. Tavares - para uma conversa sobre "O corpo e o mal". Com moderação de Luís Caetano, vão partilhar com o público  o desejo de compreender o mecanismo do mal e o fascínio pela loucura e os territórios mais sombrios do espírito humano.

20h00 - "Landing" pelo Balleteatro, na Concha Acústica.
20h15 - "Landing" pelo Balleteatro, na Concha Acústica.
20h30 - "Landing" pelo Balleteatro, na Concha Acústica.
20h45 - "Landing" pelo Balleteatro, na Concha Acústica.

21h00 - "Sair da casca" é um projeto da Casca de oz que põe os contadores de histórias Rui Spranger e Joana Oliveira a dizer contos de Sophia de Mello Breyner, destinados a famílias.


21h30 - Na derradeira projeção de cinema, Anabela Mota Ribeiro apresenta "Um caso de vida ou de morte / A matter of life and dead" (Reino Unido, 1946), da dupla Michael Powell e Emeric Pressburger, um melodrama que é, simultaneamente, um sonho alucinado e uma viagem em queda livre pela toca de coelho da mente delirante de um homem, onde o destino dos amantes se joga no escorrer de uma lágrima por um rosto.

Pode ainda aproveitar a ida à Feira do Livro para admirar três exposições:
- "Quatro Elementos", um discurso a quatro vozes sobre um tema simultaneamwente transversal à obra da autora homenageada nesta edição da Feira e ao debate que vincula a próxima edição do Fórum do Futuro (o Planeta), patente na Galeria Municipal do Porto;

- "O Anjo de Timor e outras histórias - ilustrações para Sophia", onde se percorrem contos da poeta através de citações e das ilustrações de Graça Morais e Júlio Resende, patente na Mezzanine da galeria Municipal do Porto;

- "No illustration gap: Manuela Bacelar (1943) e Joana Estrela (1990)", que promove o encontro entre duas talentosas ilustradoras de gerações distintas.

Pode ainda acompanhar o que se passa através do facebook.

HORÁRIO
Abertura: SÁB-DOM 11H00
Encerramento: SÁB 23H00 / DOM 21H30
Feira do Livro termina já neste domingo mas tem ainda muitas propostas culturais e de animação
Hoje e amanhã há teatro com "Comunidade" a partir da obra-prima de Luiz Pacheco
16-09-2017

"Comunidade", a obra escrita em 1964 por Luiz Pacheco, é também o nome do espetáculo de teatro que a Feira do Livro apresenta neste fim de semana, em sessão especial a dobrar.
 
"É um bicho poderoso, este, uma massa animal tentacular e voraz, adormecida agora, lançando em redor as suas pernas e braços, como um polvo, digo: um polvo excêntrico, sem cabeça central, sem ordenação certa (natural); um grande corpo disforme, respirando por várias bocas, repousando (abandonado) e dormindo, suspirando, gemendo. Choramingando, às vezes. Não está todo à vista, mas metido nas roupas, ou furando aos bocados fora delas".
 
Neste espetáculo, o texto de Luiz Pacheco (1925-2008) - que é tido como a sua obra-prima - é interpretado na sua desarmante crueza pelas vozes e pelas mãos de Maria Duarte, Gonçalo Ferreira de Almeida João Rodrigues. Íntimo e autobiográfico, o testemunho dos anos de privação do escritor maldito, polemista e editor é moldado perante os nossos olhos.
 
Destinado a um público com idade superior a 12 anos, "Comunidade" é apresentado na Capela de Carlos Alberto, ao fundo da Avenida das Tílias (Jardins do Palácio de Cristal), pelas 21,30 horas de sábado e pelas 14,30 horas de domingo, com acesso livre.

A Feira do Livro termina já amanhã, mas há ainda muito para usufruir. Acompanhe tudo no facebook.

HORÁRIO
Abertura: SÁB-DOM 11H00
Encerramento: SÁB 23H00 / DOM 21H30
Hoje e amanhã há teatro com
Visitantes da Feira do Livro vão conhecer melhor David Mourão-Ferreira e Óscar Lopes na tarde deste sábado
15-09-2017

O último fim de semana da Feira do Livro reserva ainda muitos motivos de interesse e atrações para os mais variados públicos, tanto no programa de animação como no programa educativo, com iniciativas ao longo de todo o dia e sempre de acesso livre. Da agenda, destacam-se dois eventos especiais que, durante o dia de sábado, reunirão várias personalidades para dar corpo a momentos dedicados a dois importantes nomes da poesia e da literatura portuguesa: David Mourão-Ferreira e Óscar Lopes.

Às 12 horas, o Salão Independente (piso 2 da Galeria Municipal) abre-se à descoberta da poesia de David Mourão-Ferreira (1927-1996) com a proposta de um percurso com o título de uma das suas mais conhecidas obras: "Do tempo ao coração".
Trata-se de uma lição do ciclo programado para a Feira do Livro por Anabela Mota Ribeiro, que convidou para orador o poeta e Professor de Literatura Fernando Pinto do Amaral. A sua intervenção  andará em torno de David Mourão-Ferreira e a revista Távola Redonda no contexto da década de 1950; continuidades e ruturas estéticas; o apuro formal da escrita; o equilíbrio entre tradição clássica e modernidade; a recuperação do lirismo; o amor e o erotismo davidianos; Lisboa e outras cidades; o fascínio pela Itália e por outros lugares da Europa; a melancolia como sinal de um "outro" David Mourão-Ferreira.

Mais tarde, pelas 16 horas, é tempo de "Óscar Lopes (1917-2013) - para além das fronteiras do conhecimento", num colóquio que tem lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett e em que se irá lembrar este homem múltiplo, no ano do centenário do seu nascimento. Para tal, a Feira do Livro contará com o testemunho de várias figuras da cena cultural portuguesa que com ele tiveram um contacto privilegiado: Artur Santos Silva, Carlos Magno, Isabel Margarida Duarte, José Luís Borges Coelho, José Manuel Mendes, José Pacheco Pereira e Viriato Pina Moura, sob moderação de Isabel Pires de Lima.

Óscar Lopes (na imagem) foi um intelectual marcante e um cidadão interventivo da segunda metade do século XX. Primeiro professor do ensino básico e secundário, depois professor catedrático e diretor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e seu vice-reitor, destacou-se como linguista, crítico e historiador literário e autor de vasta obra ensaística,
Uma formação multifacetada, cobrindo simultaneamente os domínios da linguística, da musicologia, da história, das línguas clássicas, da filosofia e da literatura, e uma viva curiosidade intelectual conduziram Óscar Lopes ao constante diálogo interdisciplinar, para além das fronteiras do conhecimento, com outros saberes (lógica, neurociência, astrofísica, matemática).

(A Comissão Organizadora desta sessão integra: DEPER / CITCEM  / CLUP / ILC-ML + FCT)

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Horário da Feira do Livro do Porto 2017
Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00
Visitantes da Feira do Livro vão conhecer melhor David Mourão-Ferreira e Óscar Lopes na tarde deste sábado
Ana Sousa Dias recebe Laurent Binet para conversa sobre o poder da língua
14-09-2017

O ciclo de debates da Feira do Livro tem como protagonista, neste sábado, o escritor francês Laurent Binet, que estará à conversa com a jornalista Ana Sousa Dias.
De acesso livre e com tradução simultânea, a sessão programada por José Eduardo Agualusa tem início às 19 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

A jornalista Ana Sousa Dias conversará com Laurent Binet sobre realidade e ficção e sobre a linguagem como instrumento de transformação do Homem e do mundo: o que pode a língua?

Laurent Binet venceu o Prémio Gouncourt com o seu primeiro romance, "HHhH", sobre o assassinato
de um dirigente nazi. No seu segundo romance, "A Sétima Função da Linguagem", reinventou a morte de Roland Barthes, misturando figuras reais muito conhecidas com outras saídas da sua imaginação. 

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Horário da Feira do Livro do Porto 2017
Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00
Ana Sousa Dias recebe Laurent Binet para conversa sobre o poder da língua
Debate-conferência faz homenagem a Miguel Portas na noite de sexta-feira
14-09-2017

O economista, jornalista e ex-eurodeputado, falecido em 2012, é alvo de uma homenagem no Salão Independente da Feira do Livro, na noite de sexta-feira.

A sessão, com início às 22 horas, tem como tema "Miguel Portas - as palavras como pontes" e conta com a participação de Alexandre Alves Costa, Álvaro Domingues, Nuno Ramos de Almeida e Ana Luísa Amaral.

A evocação de Miguel Portas, falecido com 53 anos, tem lugar no piso 2 da Galeria Municipal do Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal, com acesso livre.

Horário da Feira do Livro do Porto 2017
Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00
Debate-conferência faz homenagem a Miguel Portas na noite de sexta-feira
Performance sonora põe árvores a sussurrar poesia nos Jardins do Palácio de Cristal
13-09-2017

Os visitantes da Feira do Livro e dos Jardins do Palácio de Cristal são confrontados com um intenso programa de animação que inclui telefones a tocar nas árvores e a dizerem poesia a quem se atreve a atender.

"Call me at tree" é o nome da instalação sonora que vem surpreendendo diariamente o público, quando um telefone toca subitamente a partir de uma árvore, na Avenida das Tílias. O objetivo é desafiar os visitantes a atenderem, surpreendendo quem o faça pois a árvore irá dizer-lhe ao ouvido um poema inspirado na mãe-natureza.

O soundscape desta instalação é da responsabilidade de Hugo Branco, sendo a curadoria e a voz off literária de Rosa Alice Branco, enquanto a instalação tem a assinatura de Paulina Almeida.

A atividade decorre ao longo de todo o período da Feira do Livro, até ao próximo domingo, e é grátis para miúdos e graúdos, pretendendo aproximar o cidadão comum da poesia de uma forma ligeira, porém agradável.

Saiba tudo o que a Feira do Livro do Porto tem para lhe oferecer, acompanhando o que se passa diariamente através do facebook.
Performance sonora põe árvores a sussurrar poesia nos Jardins do Palácio de Cristal
Feira do Livro retoma verso de Sophia de Mello Breyner nas Quintas de Leitura
13-09-2017

O ciclo poético Quintas de Leitura tem nesta semana uma edição duplamente especial, pois está integrada no programa de sessões especiais da Feira do Livro e vai desenrolar-se em torno de Sophia de Mello Breyner, a autora homenageada da presente edição.

"Eu me busquei no vento e me encontrei no mar", verso do poema "Eu me perdi", dá título a mais uma iniciativa dedicada à obra poética de Sophia, cujo início está marcado para as 21,30 horas de quinta-feira, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Jardins do Palácio de Cristal), com acesso livre.

O serão percorrerá o caminho poético da autora, iniciado em 1944 com o livro "Poesia", e crescerá também com várias presenças: Carlos Mendes de Sousa, que fará a apresentação; Cristiana Sabino, Mariana Magalhães, Teresa Coutinho e Pedro Lamares, que farão as leituras; Joana Machado Trio e Sopa de Pedra, responsáveis pela música; e Hazul, que desenvolverá o tema "A poesia está na rua", slogan lançado por Sophia no 1.º de maio de 1974.

Com programação a cargo de João Gesta, este evento constitui mais um momento particularmente importante do ciclo poético Quintas de Leitura, que caminha para os 16 anos de existência, além de ir ao encontro da temática dominante da edição deste ano da Feira do Livro do Porto.
Feira do Livro retoma verso de Sophia de Mello Breyner nas Quintas de Leitura
Clara Rowland conduz hoje revisitação ao fabuloso mundo de Carlos Drummond de Andrade
13-09-2017

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), o mais influente poeta brasileiro do século XX, é tema de uma lição que a Feira do Livro do Porto promove hoje, sob condução da professora universitária Clara Rowland, especialista em Literatura Brasileira e Comparada.

De acesso livre, a sessão, programada por Anabela Mota Ribeiro, decorre a partir das 19 horas na Capela de Carlos Alberto, nos Jardins do Palácio de Cristal. 

Começando por um verso de "Cantiga de Enganar" - o mundo não vale o mundo, meu bem - esta sessão procurará pensar, através de poemas muito e pouco conhecidos da extensa obra de Carlos Drummond de Andrade, a articulação entre as palavras mundo e poesia.
Para o fim, fica a leitura do poema drummondiano "A Máquina do Mundo", onde há clara alusão ao Canto X de "Os Lusíadas" e que foi publicado no livro "Claro Enigma" onde, por sua vez, se encontra ligação à "Mensagem" de Fernando Pessoa.

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(imagem: carlosdrummond.com.br)
Clara Rowland conduz hoje revisitação ao fabuloso mundo de Carlos Drummond de Andrade
Exposição de ilustração faz a ponte entre duas artistas de diferentes gerações
12-09-2017

As maravilhas das imagens que preenchem os livros, nomeadamente para a infância, são tema de uma exposição que está patente no átrio do Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Inserida na programação educativa da Feira do Livro, a exposição intitula-se "No Illustration Gap: Manuela Bacelar (1943) e Joana Estrela (1990)" e pretende mostrar isso mesmo: que, quando se trata de ilustração, não há hiatos entre gerações, por mais afastadas que estejam.

Nesse sentido, a exposição representa o encontro de duas talentosas ilustradoras que revelam muitos pontos de contacto na forma como são inspiradas pelo que as rodeia: a família ou a cidade onde vivem.

De acesso livre, "No Illustration Gap: Manuela Bacelar (1943) e Joana Estrela (1990)" pode ser visitada até ao próximo domingo durante o horário da Feira do Livro:
Abertura
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Encerramento
DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00
Exposição de ilustração faz a ponte entre duas artistas de diferentes gerações
Feira do Livro dedica sessão de spoken word ao romance "As Primeiras Coisas" de Bruno Vieira Amaral
12-09-2017

O romancista Bruno Vieira Amaral participa num evento de spoken word da Feira do Livro, na próxima sexta-feira, que inclui conversa com o autor e espetáculo baseado no primeiro e premiado romance "As Primeiras Coisas".
A sessão, com início às 22 horas, tem acesso livre e conclui o ciclo de spoken word programado para a Feira do Livro do Porto por Anabela Mota Ribeiro.

O ponto de partida é, assim o romance com que Bruno Vieira Amaral venceu o Prémio Literário José Saramago, o Prémio Literário Fernando Namora, o Prémio PEN Clube Narrativa e o Prémio Novos, entre 2013 e 2015, tendo sido também Livro do Ano para a revista Time Out.

Memórias, embustes, traições, homicídios, sermões de pastores evangélicos, crónicas de futebol, gastronomia, um inventário de sons, uma viagem de autocarro, as manhãs de domingo, meteorologia, o Apocalipse, a Grande Pintura de 1990, o inferno, os pretos, os ciganos, os brancos das barracas, os retornados: a Humanidade inteira arde no Bairro Amélia. E as vozes das personagens ouvem-se neste espetáculo, através da performance da cantora e diseuse Ana Celeste Ferreira e do músico Vítor Rua que, de forma sublime, transportam os espectadores para o Carnaval de 1989.

Bruno Vieira Amaral, que acaba de lançar o seu segundo romance - "Hoje estarás comigo no Paraíso" - também participa com leitura e abordando a obra numa conversa com Rui Couceiro.

A Feira do Livro pode ser acompanhada diariamente no facebook.
Feira do Livro dedica sessão de spoken word ao romance
Feira do Livro promove curso de literatura com Gonçalo M. Tavares
11-09-2017

A Feira do Livro promove no próximo domingo um curso teórico sobre literatura e imaginação, orientado pelo premiado autor Gonçalo M. Tavares, que terá lugar na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos Jardins do Palácio de Cristal.

A iniciativa parte do seu livro "O Senhor Valéry", vencedor do Prémio Branquinho da Fonseca Expresso/Gulbenkian e recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, e inclui a realização de exercícios práticos de aplicação de conceitos.

Concebida especialmente para maiores de 18 anos, esta oficina prevê a abordagem de temas como o erro e o acaso na literatura, a linguagem como base da arte, a escrita e identidade ou os pontos de vista na escrita.

O curso, que decorrerá entre as 15 e as 18 horas, é de acesso é gratuito mediante inscrição prévia através do e-mail dmacc@cm-porto.pt .
Feira do Livro promove curso de literatura com Gonçalo M. Tavares
Ana Luísa Amaral ensina a gostar (mais) de Sophia
09-09-2017

Mais de centena e meia de "alunos" de todas as idades encheram hoje o Salão Independente da Feira do Livro do Porto para escutar a poeta e docente Ana Luísa Amaral falar sobre Sophia de Mello Breyner Andresen.

Na terceira das lições que Anabela Mota Ribeiro programou para esta edição, a decorrer nos Jardins do Palácio de Cristal, a poeta homenageada voltou a estar no centro das atenções (e foram muitas) pela voz de uma especialista na sua obra. Mas Ana Luísa Amaral esclareceu previamente que não se tratava de "uma lição no sentido pesado" do termo, antes de dar conta do que é "a minha Sophia e a minha perspetiva sobre a poesia de Sophia". E começou pelo primeiro poema do primeiro livro de poesia, que Sophia publicou em 1944, evocando várias outras fases da sua obra para afirmar que "Sophia faz parte desses poetas que atravessaram gerações", destacando na comparação Florbela Espanca e Irene Lisboa.

Ana Luísa Amaral fez referência as muitos outros poetas que escreveram sobre Sophia de Mello Breyner, para evidenciar a influência desta e o seu importante papel na poesia que - citando a homenageada - "é consubstancial à vida".

A oradora frisou ainda que Sophia "é uma das vozes maiores da nossa poesia da segunda metade do século XX, que criou uma linguagem e uma voz próprias", e planou sobre a diversidade da obra poética em apreço para, mais do que uma aula, ajudar a assistência a entender, interpretar e interiorizar a poesia de Sophia. Sublinhou igualmente a intervenção política, tanto na Assembleia Constituinte como no campo puramente cultural, e parafraseou Sophia enquanto deputada ao defender que "a poesia [a arte] não existe para enfeitar a vida, mas sim para a transformar".

Se a própria Ana Luísa Amaral conseguiu isso mesmo - transformar a vida de quem assistiu a esta lição - o mesmo objetivo é perseguido por grande parte do programa educativo que tanta procura está a suscitar nesta Feira do Livro. Foi o caso do debate que se seguiu nesta tarde e que reuniu Tatiana Salem Levy, Dulce Maria Cardoso e Raquel Marinho em torno da pertinente questão "A Literatura pode salvar o Mundo?". Assim aconteceu também com o encontro em que Mónica Baldaque, Isabel Pires de Lima e Ana Paula Coutinho falaram de diversos aspetos da obra de Agustina Bessa-Luís e avaliaram da sua atualidade.

Com o fim de tarde voltado para António Nobre e o 150.º aniversário do seu nascimento, numa sessão incluída no ciclo municipal Um Objeto e seus Discursos por Semana (o objeto de pretexto para a conversa foi um dos cachimbos da coleção do poeta), a noite poria a tónica em Clarice Lispector. "Que mistérios tem Clarice?" foi o mote da sessão de spoken word que, evocando os 40 anos da morte da autora brasileira de culto, pôs em diálogo a literatura, as artes plásticas, a música e a performance.
Ana Luísa Amaral ensina a gostar (mais) de Sophia
Três especialistas falam sobre a atualidade da obra de Agustina Bessa-Luís
08-09-2017

Agustina Bessa-Luís, homenageada pela Feira do Livro em 2015 e que já conta com uma tília na Alameda dos Escritores, nos Jardins do Palácio de Cristal, volta a ser lembrada e homenageada pelas 17,45 horas deste sábado.

Na abertura da secção de sessões especiais, a cerca de um mês de se assinalar o 95.º aniversário de Agustina (15 de outubro), o Salão Independente foca-se na atualidade da autora de "A Sibila", cuja obra é agora reeditada pela Relógio D'Água com prefácios de autores como António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, António Mega Ferreira, Pedro Mexia e António Barreto.

O evento, de acesso livre, tem a participação de Mónica Baldaque, escritora, ilustradora e filha de Agustina, que abordará a obra da autora, em particular o inédito "Deuses de barro", que irá sair com um prefácio seu, e o livro infantil "Dentes de Rato", que ilustrou.
As professoras Isabel Pires de Lima e Ana Paula Coutinho, participantes do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís, falarão sobre diversos aspetos da sua obra, de que são estudiosas.

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Três especialistas falam sobre a atualidade da obra de Agustina Bessa-Luís
Sessão deste sábado procura descobrir os mistérios de Clarice Lispector
08-09-2017

Anabela Mota Ribeiro preparou a noite de sábado, 9 de setembro, uma sessão de spoken word que evoca os 40 anos da morte de Clarice Lispector. Intitulada "Que mistérios tem Clarice?", tem acesso livre e início às 21,30 horas no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, contando com a participação de Ana Vidigal (imagem), Marta Hugon (voz), Filipe Raposo (piano) e Carlos Mendes de Sousa (seleção de textos).

Clarice Lispector tornou-se entre nós uma autora de culto, cuja repercussão atual em Portugal excede talvez a de qualquer outro escritor brasileiro. Num belíssimo poema, escrito a seguir à morte da escritora, Carlos Drummond de Andrade retratou-a, falando justamente do mistério (palavra que, a partir do título de uma canção de Caetano, dá o mote a esta sessão): "Clarice / veio de um mistério, partiu para outro. / Ficamos sem saber a essência do mistério. / Ou o mistério não era essencial, / era Clarice viajando nele".

Nos 40 anos da sua morte, esta sessão de spoken word procura pôr em diálogo a literatura, as artes plásticas, a música, a performance, tendo como centro a palavra de Clarice.

Até 17 de setembro, a Feira do Livro do Porto tem ainda para oferecer um vasto programa que pode acompanhar diariamente na página do facebook.
Sessão deste sábado procura descobrir os mistérios de Clarice Lispector
A paixão por Sophia de Mello Breyner é tema de lição por Ana Luísa Amaral
08-09-2017

A grande afluência que o programa cultural da Feira do Livro tem registado levou a transferir da Capela de Carlos Alberto para o Salão Independente (piso 2 da Galeria Municipal) a sessão que, pelas 12 horas deste sábado, é dedicada novamente à poeta que a edição deste ano está a homenagear.

Sophia sabia, com toda a inteireza que a poesia tem, que "seria possível construir um mundo justo", que "as cidades poderiam ser claras e lavadas". Sophia, que é também a Sophia do mar e dos mitos, e de Nausikaa, com dois aa, é a das palavras-entes, poliedros de luzes ao lado do escuro, da prece do Cavaleiro da Dinamarca, pedindo "a Deus que o fizesse um homem de boa vontade, um homem de vontade clara e direita, capaz de amar os outros".

É da paixão por essa Sophia que Ana Luísa Amaral vai falar, nesta sessão de acesso livre incluída no ciclo programado para a Feira do Livro por Anabela Mota Ribeiro.

Também neste sábado, mas pelas 15 horas, "A literatura pode salvar o mundo?" é a questão inicial para o debate que tem como protagonistas as escritoras brasileira Tatiana Salem Levy e portuguesa Dulce Maria Cardoso, sob moderação de Raquel Marinho.
A paixão por Sophia de Mello Breyner é tema de lição por Ana Luísa Amaral
Spoken word propõe viagem pela palavra desde Ana Hatherly até Tarkovski
07-09-2017

São vários os nomes que servem de tema ao ciclo de spoken word da Feira do Livro do Porto que, já nesta sexta-feira, tem mais uma proposta em que a palavra domina sob as mais diversas formas.

"De Ana Hatherly a Tarkovski - palavras, imagens e um fio de música" é o tema da sessão preparada pela programadora Anabela Mota Ribeiro para as 21,30 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Palácio de Cristal).

Com acesso livre, o evento conta com as participações de Matilde Campilho (voz), Tomás Cunha Ferreira (música e imagem), Mariano Marovatto (voz e música) e Anastasia Lukovnikova (imagem), o que aponta desde logo para muito mais do que uma sessão de "palavras ditas" ou simples declamação.

Aliás, "nas sessões de spoken word, a palavra é dita literalmente", reconhece Anabela Mota Ribeiro, sublinhando porém que "está longe de se esgotar no dizer; ao invés, ela é apropriada pela imagem, pelo som, pela diversidade linguística e de suportes".

Assim, para este serão podemos esperar um grande ecrã, instrumentos, livros e quatro amigos no palco. Uma conversa de esquina a quatro vozes, um cordel que será desenrolado a oito mãos. Anastasia, Matilde, Mariano e Tomás são poetas, mesmo quando não são. Falarão da revolução e da memória, dos monumentos e do futuro, do silêncio, sem o ferir, e das estórias das ruínas. Com eles: Chris Marker e Chantal Akerman, Leonard Cohen e Susan Sontag, um canto tupi e as câmaras da NASA em direto do cosmos.
Copacabana Mon Amour, Meredith Monk, as cores de Pancetti sobre o Tejo, o golo que Maradona marcou com a mão e outras impossibilidades. Maiakovski, James Bond e John Cage. Basho, Darwin e os habitantes de todas as ilhas. São todos poetas, mesmo os que não são. Estão entre Ana Hatherly e Tarkovski, porque tudo sempre está.
Spoken word propõe viagem pela palavra desde Ana Hatherly até Tarkovski
Poeta António Nobre é evocado no próximo sábado
07-09-2017

O poeta António Nobre é um dos nomes em foco na Feira do Livro do Porto, onde o cachimbo do poeta serve de ponto de partida para a sessão que se realiza às 18 horas deste sábado.

Fumador e colecionador de cachimbos, o autor do "mais triste livro" que nesta pátria alguém escreveu elege o cachimbo como interlocutor na solidão das noites de Anto. É um dos seus objetos de culto, que nunca deixa de estar a seu lado, mesmo na doença e na morte. E roga: "Coloca, sob a travesseira,/ O meu cachimbo singular/ E enche-o, solícita enfermeira,/ Com Gold-Fly, para eu fumar..."

Evocando o 150.º aniversário do nascimento de António Nobre, a sessão toma como ponto de partida um dos cachimbos que integra o espólio do escritor, doado pelo seu irmão Augusto Nobre à Biblioteca Pública Municipal do Porto.
Vamos encontrá-lo neste debate, que tem lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, ladeado pela especialista em Literatura Portuguesa Paula Morão e pelo médico pneumologista António Ramalho de Almeida, sob moderação da bibliotecária municipal Maria João Sampaio.

Por integrar simultaneamente o ciclo municipal Um Objeto e seus Discursos por Semana e a programação cultural da Feira do Livro, esta iniciativa de entrada gratuita está sujeita a condições especiais de acesso. Assim, será dada prioridade ao público munido de bilhete do ciclo, após o que os restantes interessados poderão também aceder ao Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, tendo porém em conta a capacidade do espaço.

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Poeta António Nobre é evocado no próximo sábado
Sessão dupla de cinema na Feira do Livro aponta hoje os focos ao mestre neorrealista Manuel Guimarães
05-09-2017

A Feira do Livro estreia hoje na cidade o documentário de Leonor Areal "Nasci com a Trovoada", durante uma sessão dupla em que é projetado pela primeira vez no Porto "A Terra e o Homem", um filme de Manuel Guimarães que estava desaparecido.

Com início às 19 horas e acesso livre, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a sessão é apresentada por Miguel Ramos (Confederação - colectivo de investigação teatral) e Leonor Areal.

"A Terra e o Homem" é um documentário do cineasta Manuel Guimarães (1915-1975), sobre Famalicão e a figura do republicano Dr. Nuno Simões (1894-1976).
Esta obra, que estava desaparecida, foi localizada em Braga no ano 2016 pela Confederação e, após trabalhos de recuperação e investigação com o apoio da Câmara do Porto, a obra volta a ser projetada a partir de hoje na Feira do Livro.

Por sua vez, "Nasci com a Trovoada" foi realizado por Leonor Areal a partir de filmes e textos de Manuel Guimarães, cineasta neorrealista cuja obra foi estraçalhada pelo regime fascista português.
O documentário baseia-se integralmente em materiais de arquivo: filmes, fotografias, artigos de jornal, cartas e diários. Manuel Guimarães é a voz do narrador, que nos conduz através da sua vida e obra. Assim, o documentário transforma-se numa quase ficção, que os fragmentos de filmes escolhidos vão ilustrar.

5 Setembro 2017 | 19h00
"A Terra e o Homem" (1969) de Manuel Guimarães
"Nasci com a Trovoada" - autobiografia póstuma de um cineasta (2017) de Leonor Areal 

Duração total da sessão: 150min
Acesso livre

Conheça a programação completa da Feira do Livro e faça o acompanhamento diário na página do facebook.
Sessão dupla de cinema na Feira do Livro aponta hoje os focos ao mestre neorrealista Manuel Guimarães
Autora coreana Han Kang veio à Feira do Livro falar dos processos de escrita
04-09-2017

Catapultada para o top das listas de vendas do seu país com "A Vegetariana" e, na sequência, com a conquista do prémio Man Booker International Prize, a escritora sul-coreana Han Kang esteve ontem na Feira do Livro do Porto para uma concorrida sessão de debate em que se confessou ao jornalista e crítico literário José Mário Silva.

Na semana em que o seu segundo romance mais conhecido - "Atos Humanos" - conhece a tradução portuguesa, esta filha e irmã de escritores, que se estreou com poesia aos 23 anos, enquadrou ambas as obras com pormenores mais íntimos sobre o seu processo de escrita.

Trata-se de dois romances, sendo que o primeiro foca uma desgraça individual e o segundo uma desgraça coletiva. No caso de "A Vegetariana", que José Mário Silva apontou como "um livro bizarro", Kang contrariou a ideia de que se trata de uma obra sobre a sociedade coreana. "Tem a ver com a individualidade, que é uma questão universal", afirmou a propósito do drama vivido por uma mulher que decide tornar-se vegetariana e enfrenta as críticas de toda a gente, desde logo da família, por chegar a pôr a própria saúde em risco.

Questionada por um elemento do público, a autora comentou que "eu fui vegetariana alguns anos, mas concluí que se quisesse escrever tinha de comer mais. Foi uma escolha difícil".

Falou igualmente sobre  "Atos Humanos", onde recupera o massacre perpetrado pelo exército contra a sublevação popular antiditadura, na cidade onde viveu a infância e que deixou quatro meses antes do episódio. Tornada praticamente tabu no país, a história foi recuperada para livro por Han Kang, que encarna um personagem: "Quis usar-me como ponte entre a ficção e o real, mas é a primeira vez - e provavelmente a última - em que entro numa obra minha", confessou. E acrescentou ter sido surpreendida pela reação do público pois, em vez de críticas por falar de um assunto proibido, foi elogiada pela sua coragem. "As pessoas queriam recordar!", disse.

Por outro lado, "quando eu escrevo não penso nos leitores; só em acabar o livro", reconheceu ainda, não deixando de considerar "estranho saber que há tantas pessoas a ler os meus livros em tantas línguas", também agora que "Atos Humanos" entrou para a lista de best-sellers.

O próximo debate do ciclo programado por José Eduardo Agualusa para a Feira do Livro do Porto realiza-se no próximo sábado e vai questionar se "A literatura pode salvar o mundo", contando com as respostas de Tatiana Salem Levy e Dulce Maria Cardoso, sob moderação de Raquel Marinho.

Teju Cole, Isabel Lucas, Bruno Vieira Amaral, Djaimila Pereira de Almeida, Carlos Vaz Marques, Laurent Binet, Ana Sousa Dias, Alexandra Lucas Coelho, Gonçalo M. Tavares e Luís Caetano são outros nomes que irão também marcar presença no certame, cuja programação pode consultar no Jornal da Feira do Livro do Porto 2017.
Pode ainda acompanhar diariamente a programação através da página do facebook.
Autora coreana Han Kang veio à Feira do Livro falar dos processos de escrita
Alguns dos autores mais interessantes da literatura moderna vêm à Feira do Livro para levantar questões
03-09-2017

O início da noite de ontem foi dedicado a Sophia de Mello Breyner Andresen, com o primeiro de oito debates que vão realizar-se ao longo do certame, até ao próximo dia 17, a sobrelotar o Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Programados por José Eduardo Agualusa, estes encontros pretendem cumprir a missão e ambição da grande literatura: "Levantar questões" e provocar "inquietação".
Para tal, o autor lusófono lembrou que este ciclo trará à Feira do Livro do Porto "alguns dos nomes mais interessantes da literatura moderna", cujos nomes e datas de presença pode confirmar aqui.

Entre eles, estão o próprio Miguel Sousa Tavares, Ana Luísa Amaral e Frederico Lourenço, que conversaram sobre a vida e a obra de Sophia nesta sessão inaugural, integrada também no ciclo municipal Um Objeto e Seus Discursos por Semana, sob moderação de Anabela Mota Ribeiro que intervalou com a leitura de alguns poemas da homenageada.

Este debate cruzou memórias ("Não sou só o filho da Sophia; também sou o filho da minha mãe", diria Miguel Sousa Tavares num dos momentos de emoção) com interpretações de poemas da autora nascida no Porto e, ainda, com a reflexão sobre os sentidos de humanismo e de justiça social que também caracterizaram Sophia de Mello Breyner. "A minha mãe não acreditava que o Bem triunfava sobre o Mal; ela acreditava que o Belo triunfava sobre o Mal", afirmou Miguel Sousa Tavares.

Foi também lembrada a importância do marido, Francisco Sousa Tavares, sobre a poesia de Sophia, o que constituiu pretexto para Anabela Mota Ribeiro ler "Porque", um intenso poema que nem todos sabem ter sido dedicado por Sophia ao marido.

Alguns episódios curiosos foram igualmente recordados, bem como a influência da natureza em toda a obra da homenageada, sendo ocasião para o filho revelar que "ela dizia-me sempre para abrir os olhos debaixo de água para ver melhor o mar". Mas tudo, neste debate, ia dar ao bem maior que Sophia nos deixou: "A minha mãe era poeta de manhã à noite. E não escrevia só; também recitava".
Alguns dos autores mais interessantes da literatura moderna vêm à Feira do Livro para levantar questões
A cidade fez hoje a homenagem mais justa a Sophia de Mello Breyner Andresen
02-09-2017

Milhares de pessoas procuraram hoje os Jardins do Palácio de Cristal, onde o segundo dia da Feira do Livro proporcionou variadas atividades educativas e de animação, além de ter conhecido provavelmente o momento mais alto desta edição com a cerimónia de homenagem a Sophia de Mello Breyner.

A ideia de que Sophia de Mello Breyner Andresen é sinónimo de poesia perpassou a Alameda dos Escritores, que tem agora uma tília dedicada à poeta, contista, tradutora e humanista.

Participada pelo ministro da Cultura, pelo presidente da Câmara, por Miguel e Martim Sousa Tavares, filho e neto da homenageada, a sessão foi realizada ao ar livre pois, cumprindo o que se torna tradição, uma jovem tília foi atribuída à autora portuense, que faz agora parte do restrito conjunto de grandes vultos literários da cidade com essa distinção, onde figuravam já Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís e Mário Cláudio.

A Feira do Livro decorre até 17 de setembro e tem dezenas de propostas de acesso livre, que estão organizadas num vasto programa paralelo cujos pormenores pode conhecer aqui ou acompanhar através do facebook.
A cidade fez hoje a homenagem mais justa a Sophia de Mello Breyner Andresen
Feira do Livro presta hoje homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen
02-09-2017

A partir de hoje, Sophia de Mello Breyner Andresen fica para sempre na Avenida das Tílias. O espaço central da Feira do Livro do Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal, recebe uma placa com o nome da poeta, às 18,30 horas, e sobe para quatro os autores ali perpetuados. Logo em seguida, o ciclo de debates começa com uma conversa em torno da vida e obra de Sophia.

A citação "A TERRA O SOL O VENTO O MAR / SÃO MINHA BIOGRAFIA E SÃO MEU ROSTO" consta da placa a descerrar junto à tília que é atribuída à poeta, na que é já também chamada Alameda dos Escritores por, em cada edição da Feira do Livro, assinalar o reconhecimento a um autor. Ali "estão" já Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio e, desde hoje, Sophia.

A mesma citação do seu "Poema" serve de mote para o debate que, às 19 horas, junta três convidados particularmente ligados à sua vida e obra: Ana Luísa Amaral, Frederico Lourenço e Miguel Sousa Tavares.
De acesso livre, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (ali mesmo, no "Palácio"), esta sessão integra simultaneamente o ciclo municipal Um Objeto e Seus Discursos por Semana e o conjunto de debates programados por José Eduardo Agualusa para esta edição da Feira do Livro.

"Num mundo em convulsão, atormentado por grandes e imprevistas mudanças, e em busca de novos caminhos e ideais, a literatura tem um papel cada vez mais importante: o de promover o debate e pensar o futuro", aponta o escritor que, com esse objetivo, traz à Feira do Livro do Porto "um conjunto de escritores de grande relevância a nível internacional e no espaço da lusofonia, os quais irão discutir entre si, e com os leitores presentes, temas como a construção e a reinvenção da memória, a instalação do mal, ou o lugar do sagrado e do profano na literatura e na sociedade".

A intenção deste ciclo é "criar um Porto de Ideias, um lugar de encontro de escritores e pensadores, dando assim continuidade a uma tradição de cosmopolitismo e partilha, característica da natureza de todas as antigas urbes portuárias", diz ainda Agualusa.


Entretanto, mais de uma centena de eventos de acesso livre têm lugar até 17 de setembro, os quais pode conhecer melhor no Jornal da Feira do Livro do Porto.
Pode também acompanhar diariamente o certame na página do facebook.

Horário:
Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00
Feira do Livro presta hoje homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen
Feira do Livro do Porto está aberta a partir de hoje nos Jardins do Palácio
01-09-2017

A partir do meio dia, está aberta ao público, nos Jardins do Palácio de Cristal, a Feira do Livro do Porto. Numerosos autores de várias nacionalidades, com relevo no panorama literário, vão marcar presença numa edição de homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen. Às bancas de livros associa-se uma vasta programação de acesso gratuito.
 
Ainda que Sophia seja o grande vulto a celebrar até 17 de setembro, este primeiro dia é dedicado também a José Saramago: uma performance comemorativa dos 25 anos de "Memorial do Convento" estreia logo à noite o capítulo das sessões de spoken word que Anabela Mota Ribeiro comissaria, integradas no programa da Feira.
 
Três horas antes da sessão, pelas 19,00 horas, é inaugurada na Galeria Municipal do Porto a exposição de arte contemporânea "Quatro Elementos", comissariada pela Câmara do Porto e que explora a temática da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. A exposição conta com quatro curadores, cada um deles responsável por um Elemento: Ana Luísa Amaral - Água / Eduarda Neves - Terra / Pedro Faro - Fogo / Nuno Faria - Ar. E desenvolve-se a partir de quatro projetos e linguagens curatoriais, que trabalham os quatro elementos naturais de forma isolada, ou contaminada.
 
Amanhã, sábado, às 18,30 horas, é descerrada a placa que atribui uma tília à poeta portuense, na sequência do realizado em anos anteriores com Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís e Mário Cláudio. Logo de seguida, Ana Luísa Amaral, Frederico Lourenço e Miguel Sousa Tavares dão vida ao primeiro dos debates comissariados por José Eduardo Agualusa para esta Feira do Livro, sob a emblemática frase de Sophia "A terra O sol O vento O mar / São minha biografia e são meu rosto", numa sessão que integra também o ciclo municipal Um Objeto e Seus Discursos por Semana.
 
Também no sábado, a Galeria Municipal abre ao público a exposição "O Anjo de Timor e outras histórias - ilustrações para Sophia", que alia a grandeza poética das palavras da escritora à força pictórica das imagens de Graça Morais e Júlio Resende.
 
A Feira do Livro do Porto, que decorre até 17 de setembro, evocará ainda António Nobre, Óscar Lopes, Clarice Lispector, Raul Brandão, David Mourão-Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Ana Hatherly e Tarkovski, entre muitos, e contará com presenças de vulto internacional como o escritor francês Laurent Binet (vencedor do Prémio Gouncourt em 2010 com "HHhH"), a sul-coreana Han Kang (vencedora do Man Booker Internacional com "A Vegetariana", em 2016) e o autor Teju Cole, de dupla nacionalidade nigeriana e norte-americana.
 
Com entrada livre em todos os eventos, o certame oferece um total de oito debates, quatro sessões de spoken word, seis lições sobre escritores de língua portuguesa, seis sessões de cinema, sete sessões especiais (incluindo teatro, colóquios e mais debates), a par de variadas iniciativas do Programa Educativo e do Programa de Animação.
 
HORÁRIO
Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00

Programação completa no Jornal da Feira do Livro do Porto 2017.
As novidades do evento podem também ser acompanhadas através da página no facebook.
Feira do Livro do Porto está aberta a partir de hoje nos Jardins do Palácio
Feira do Livro propõe seis lições sobre outros tantos grandes nomes das letras

31-08-2017


Clarice Lispector, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Carlos Drummond de Andrade, David Mourão-Ferreira e Raul Brandão são tema das aulas temáticas que, a partir de sábado, acontecem na Feira do Livro do Porto, cuja inauguração acontece já amanhã nos Jardins do Palácio de Cristal.


Com uma programação a cargo de Anabela Mota Ribeiro, este conjunto de seis lições começa pelas 12 horas do dia 2, no Salão Independente (Mezzanine da Galeria Municipal do Porto), com Carlos Mendes de Sousa a explicar a vida e obra de Clarice Lispector, nos 40 anos da morte da grande escritora brasileira do século XX.


Seguem-se José Saramago por Carlos Reis (quarta-feira, dia 6, 19 horas, na Capela de Carlos Alberto), Sophia de Mello Breyner Andresen por Ana Luísa Amaral (sábado, dia 9, 12 horas, na Capela de Carlos Alberto), Carlos Drummond de Andrade por Clara Rowland (quarta-feira, dia 13, 19 horas, na Capela de Carlos Alberto), David Mourão-Ferreira (sábado, dia 16, 12 horas, no Salão Independente) e Raul Brandão por Maria João Reynaud (domingo, dia 17, 12 horas, no Salão Independente).


A entrada é livre, condicionada às dimensões dos espaços.


A programação integral consta do Jornal da Feira do Livro do Porto e pode ser também acompanhada na página do facebook.

Feira do Livro propõe seis lições sobre outros tantos grandes nomes das letras
José Eduardo Agualusa comissaria ciclo de debates com escritores relevantes de várias nacionalidades
30-08-2017

Escritores de várias nacionalidades e com relevância a nível internacional, bem como no espaço da lusofonia, participam no ciclo de oito debates programados pelo premiado autor José Eduardo Agualusa para a Feira do Livro do Porto, que começa já nesta sexta-feira nos Jardins do Palácio de Cristal.

O primeiro debate, porém, tem lugar no sábado, pelas 19 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, e toma logo a temática de Sophia de Mello Breyner Andresen - "A Terra O Sol O vento O mar / São minha biografia e são meu rosto" - para lançar a reflexão social. 
"Num mundo em convulsão, atormentado por grandes e imprevistas mudanças, e em busca de novos caminhos e ideais, a literatura tem um papel cada vez mais importante: o de promover o debate e pensar o futuro", defende Agualusa.

Na estreia deste ciclo, o aclamado autor lusófono e a Câmara do Porto reúnem os escritores Ana Luísa Amaral, Frederico Lourenço e Miguel Sousa Tavares (todos particularmente próximos da vida e obra de Sophia) numa sessão que integra também o programa municipal Um Objeto e Seus Discursos por Semana, aproveitando a oportunidade da atribuição da tília de homenagem à grande poeta, que ocorrerá pelas 18,30 horas.

De acesso livre, os conjunto de debates vai desenrolar-se por toda a Feira do Livro, até 17 de setembro, e contará ainda com nomes de relevo na literatura e no panorama cultural, oriundos das mais variadas latitudes: José Luís Peixoto, Patrícia Reis, João Paulo Sacadura, Han Kang, José Mário Silva, Tatiana Salem Levy, Dulce Maria Cardoso, Raquel Marinho, Teju Cole, Isabel Lucas, Bruno Vieira Amaral, Djaimila Pereira de Almeida, Carlos Vaz Marques, Laurent Binet, Ana Sousa Dias, Alexandra Lucas Coelho, Gonçalo M. Tavares e Luís Caetano.

A programação dos debates e toda a demais estão no Jornal da Feira do Livro do Porto. Pode também acompanhar o dia a dia do certame na página do facebook.
José Eduardo Agualusa comissaria ciclo de debates com escritores relevantes de várias nacionalidades
Palavra dita também é som e imagem na Feira do Livro em ciclo comissariado por Anabela Mota Ribeiro
29-08-2017

De Saramago a Clarice, de Hatherly a Tarkovski, terminando com Bruno Vieira Amaral, a palavra dita vai além do dizer e é apropriada pela imagem, pelo som, pela diversidade linguística e de suportes no ciclo de Spoken Word que integra a programação da Feira do Livro do Porto.

Com início logo no dia de inauguração do certame, a próxima sexta-feira dia 1, este ciclo é comissariado por Anabela Mota Ribeiro e sugere quatro sessões no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Jardins do Palácio de Cristal), com acesso livre.

A estreia faz-se com "Uma máquina voadora movida por vontades", uma performance de André E. Teodósio / Teatro Praga que comemora os 35 anos de "Memorial do Convento", de José Saramago.

O ciclo prevê, na sexta-feira seguinte, "De Ana Hatherly a Tarkovski" com palavras, imagens e um fio de música assinados por Matilde Campilho, Tomás Cunha Ferreira, Mariano Marovatto e Anastasia Lukovnikova.

No sábado, dia 9, a questão "Que mistérios tem Clarice" recorda os 40 anos da morte de Clarice Lispector e os 30 da partida de Carlos Drummond de Andrade,  usando como mote o poema em que o escritor retratou Clarice com a palavra "mistério", que serviria de título a uma canção de Caetano Veloso.

Este conjunto de sessões de spoken word termina a 15 de setembro com "As primeiras coisas" em viva voz, pondo o foco no romance de estreia de Bruno Vieira Amaral, sucessivamente premiado entre 2013 e 2015.

Aceda à programação completa e detalhada no Jornal da Feira do Livro do Porto e acompanhe tudo o que se passa no facebook.
Palavra dita também é som e imagem na Feira do Livro em ciclo comissariado por Anabela Mota Ribeiro
Já estão abertas as inscrições para um Mini Porto Belo onde se vão reciclar leituras e partilhar histórias
28-08-2017

Por ser um mercadinho dinamizado por crianças, e para crianças, cada Mini Porto Belo é sempre único. Quando se realiza no âmbito da Feira do Livro, torna-se ainda mais especial. A próxima edição está agendada para 9 e 10 de setembro, na entrada dos Jardins do Palácio de Cristal, e as inscrições para os pequenos vendedores estão já abertas.

Edição infantil do Mercado Porto Belo - com uma vertente mais lúdica, criativa e espontânea -, o próximo Mini Porto Belo dá protagonismo à leitura, assumindo-se sobretudo como espaço em que "vale trocar, vender, recitar, sugerir ou reciclar livros em todas as suas formas, de todos os géneros e para todos os gostos".

Apesar desta orientação temática, o mercadinho está aberto a outras trocas, vendas e partilhas, cabendo nas suas bancas brinquedos ou jogos, roupas e especialidades/ talentos dos mini-empreendedores.

Nesta edição, haverá ainda um minipalco "especialmente dedicado a quem quer contar uma fábula ou ler um conto", anuncia a organização, que deixa o repto: "Pais e filhos: não se acanhem, tragam as vossas histórias favoritas e partilhem-nas".

Para participar, há que efetuar inscrição no blogue Mini Porto Belo.

A Feira do Livro do Porto 2017 tem lugar nos Jardins do Palácio de Cristal. O certame é inaugurado na próxima sexta-feira, 1 de setembro. Uma programação vasta e feita ao encontro de distintos públicos, a integração com outros eventos e o seu processo de internacionalização, sem colocar em causa uma escala de equilíbrio com o espaço envolvente, são características associadas ao evento.

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Já estão abertas as inscrições para um Mini Porto Belo onde se vão reciclar leituras e partilhar histórias
Feira do Livro atinge a dimensão ideal e passa a "casar" com outros eventos

28-08-2017


Integração com outros eventos, dimensão estabilizada e variedade de programação para captar novos públicos são os pilares da Feira do Livro  que, na quarta edição organizada pela Câmara do Porto, representa um investimento de 100 mil euros. Começa já na sexta-feira, dia 1, e mostra que atingiu a idade adulta.


"Este é um projeto fundamental para a cidade e vem inscrever os Jardins do Palácio de Cristal como local de lazer para todas as idades", apontou hoje o presidente da Câmara do Porto, em conferência de imprensa sobre o evento, que decorre entre os dias 1 e 17 de setembro.


Tendo Sophia de Mello Breyner Andresen como homenageada, a nova edição apresenta "a dimensão que a Feira deve ter", apontou Rui Moreira, explicando que a estabilização era uma preocupação organizativa.

Com um total de 130 pavilhões, a Feira do Livro do Porto 2017 reflete também a articulação com outros eventos e a estratégia de variar anualmente o conjunto de programadores, por forma a procurar também novos públicos.


A programação contempla um "festival literário" de que se destacam seis lições comissariadas por Anabela Mota Ribeiro e dedicadas a diferentes autores e obras; duas exposições a inaugurar na Galeria Municipal que, fazendo parte da programação regular deste equipamento, surgem integradas na temática de Sophia de Mello Breyner Andresen e da sua obra; a presença de convidados internacionais nos debates comissariados por José Eduardo Agualusa; o ciclo de cinema internacional e de arquivo; um workshop de escrita criativa com Gonçalo M. Tavares; e as sessões de spoken word com que irão percorrer efemérides literárias de importância para a cidade.


Paralelamente, a vertente de animação apresenta conteúdos e horários variados ao longo de todo o dia, desde dança clássica e contemporânea até instalações que estabelecem a relação com a obra de Sophia. Além disso, este programa de exterior não ficará limitado à Concha Acústica, preenchendo vários locais do recinto.


Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00

Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00


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A programação completa está no Jornal da Feira do Livro do Porto 2017.

Feira do Livro atinge a dimensão ideal e passa a
Sophia de Mello Breyner Andresen inspira duas exposições paralelas à Feira do Livro
27-08-2017

A Galeria Municipal do Porto, nos Jardins do Palácio de Cristal, vai inaugurar duas exposições de arte sob o signo de Sophia de Mello Breyner Andresen, as quais se manterão patentes ao longo da Feira do Livro, cuja edição deste ano tem a poeta como temática transversal.
 
Logo no dia de abertura da Feira, a próxima sexta-feira, 1 de setembro, é aberta ao público a terceira exposição do ano naquele espaço municipal, intitulada "Quatro Elementos". Vem propor um discurso a quatro vozes sobre um tema recorrente na obra da autora - os elementos da natureza e a interrelação com a vida.

No dia seguinte, a Mezzanine da Galeria Municipal inaugura "O Anjo de Timor e outras histórias - ilustrações para Sophia", onde o universo da poeta se cruza com a força pictória de Graça Morais e Júlio Resende.

Estas são apenas duas das muitas propostas imperdíveis a apresentar pela edição deste ano da Feira do Livro do Porto, cuja programação está descrita na totalidade no jornal do evento, que pode consultar ou descarregar a partir daqui.


Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00

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Sophia de Mello Breyner Andresen inspira duas exposições paralelas à Feira do Livro
Feira do Livro do Porto 2017
23-08-2017

A homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, debates e sessões de spoken word comissariados por José Eduardo Agualusa e Anabela Mota Ribeiro, um ciclo de cinema e uma exposição de arte contemporânea integram a programação da Feira do Livro do Porto que, entre 1 e 17 de setembro, está de volta aos renovados Jardins do Palácio de Cristal.

Aos habituais lançamentos e apresentações de livros, juntam-se encontros com escritores, conversas com importantes convidados nacionais e estrangeiros, bem como teatro, filmes, música e exposições, numa vasta oferta educativa e de animação que faz do maior evento literário da cidade também um importante acontecimento cultural.

Tomando a escrita de Sophia como exemplo para abrir novos horizontes, o evento - que desde há quatro anos é organizado diretamente pela Câmara do Porto e que se instalou definitivamente nos Jardins do Palácio - cruza, assim, diversas expressões da cultura com a escrita, a leitura e o universo literário da grande poeta portuguesa. Constitui, além disso, oportunidade para reavivar a sua obra na cidade onde nasceu e cuja paisagem sempre a inspirou, potenciando novas relações com o livro.

Abertura: SEG-SEX 12H00 / SÁB-DOM 11H00
Encerramento: DOM-QUI 21H30 / SEX-SÁB 23H00


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Feira do Livro do Porto 2017
Feira do Livro do Porto recebeu mais de 250 mil visitas

18-09-2016

Terminou esta noite a Feira do Livro do Porto, com mais de 250 mil visitas registadas e salas cheias no programa cultural que a acompanhou. Com a "ligação" como tema de fundo e Mário Cláudio como escritor homenageado, a terceira edição do certame com organização da Câmara do Porto consolidou público e elogios.


As novidades deste ano passaram pela adoção de novos stands, mais funcionais, e pela alteração do horário, com a feira a abrir à hora de almoço todos os dias e a fechar mais cedo à semana. O resultado, conjugado com o bom tempo que se fez sentir nos três fins-de-semana (apenas choveu durante dois dias da última semana) foi o de um aumento de vendas e também de afluência.


Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, explica também o sucesso com a consolidação do conceito: "esta era a feira que queríamos ter, onde queríamos ter e quando queríamos ter. Mas era um modelo novo, aberto a todos e não concentrado apenas no aspecto comercial da feira. Houve quem dissesse que era um risco elevado, mas nós sabíamos que esta era a feira que a cidade queria".


O autarca, agora também responsável pelo pelouro da cultura, diz ainda que "esta feira não foi feita contra ninguém. Foi feita a favor da cidade e dos leitores e esse acabou por ser o seu sucesso", salientando que o modelo inclui as editoras, mas também os alfarrabistas e os livreiros e, sobretudo, um rico programa cultural e de promoção da leitura, que incluiu música, debates, dança, cinema, exposições, programa infantil e sessões de spoken word.


O programa de debates fechou hoje com José Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e Francisco Assis a falarem sobre utopia. Como habitualmente, o auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett encheu-se.


A Feira do Livro do Porto foi organizada durante oito décadas pela associação de editoras, mas em 2013 não se realizou, depois do executivo anterior não ter chegado a acordo com a direcção da associação. Em 2014, Rui Moreira anunciou a realização da Feira do Livro do Porto, mas, pela primeira vez, com organização da Câmara do Porto, em Setembro e não em Maio ou Junho, como era anteriormente, e nos jardins do Palácio de Cristal e não na Avenida dos Aliados.


O modelo arrancou em 2014 e em 2015 foram introduzidos melhoramentos no piso da Avenida das Tílias e alargado o número de expositores. Em 2016 o modelo atinge a maioridade, com stands mais funcionais, novo horário e mais público.


A Feira do Livro do Porto regressará em Setembro de 2017 com mais uma edição, de novo, nos Jardins do Palácio de Cristal.