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Rede de Biospots do Porto

É uma rede de áreas de floresta urbana (dominantemente autóctone) na cidade do Porto que será criada para promover a biodiversidade, os serviços dos ecossistemas, a adaptação às alterações climáticas e a amenização paisagística. É a materialização de uma parte da Estrutura Ecológica Municipal da cidade.

Será, numa primeira fase, constituída por 14 áreas que se distribuem ao longo dos eixos de circulação principais (nós, taludes, áreas verdes laterais), totalizando uma área útil de 17 hectares.

Estão incluídos na intervenção vários nós da Via de Cintura Interna, entre os quais os de Francos, Regado, Freixo, entre outros, bem como a Quinta de Salgueiros (junto ao Estádio do Dragão).
Até 2021 serão instaladas e mantidas cerca de 10.000 novas árvores e arbustos nestas áreas, sendo que entretanto, e ao abrigo da revisão do PDM, se pretendem identificar novas áreas para a expansão da Rede de Biospots do Porto.

As 10.000 árvores a plantar até 2021 oferecerão à cidade e aos portuenses serviços ?invisíveis', como por exemplo a retenção de poluentes atmosféricos e o armazenamento de carbono, cujo valor estimado é de €500.000 por ano (quando adultas). Além disso, têm o potencial de armazenar aproximadamente 50 toneladas de carbono por ano, contribuindo para as medidas previstas na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas.

O investimento permite igualmente poupar recursos públicos a médio prazo (cerca de 25.000 euros por ano em custos de manutenção). De modo a garantir a robustez técnica do plano e das intervenções foi constituído um Grupo Consultivo constituído por cinco investigadores de várias universidades, das áreas da arquitetura à saúde ambiental.

Este projeto conta com a parceria com a Infraestruturas de Portugal S.A. e a Área Metropolitana do Porto.