Porto Cidade Sem Sida - Iniciativa Fast Track Cities

A iniciativa Fast Track Cities - "Cidades na Via Rápida para Acabar com a Epidemia VIH", lançada em Paris em 2014, a 1 de dezembro, dia mundial de luta contra a SIDA, pretende dar resposta à Agenda de Desenvolvimento Sustentado 2030, no que ao VIH/SIDA diz respeito: acabar com esta epidemia até 2030, abordando as causas de risco, vulnerabilidades e transmissão deste vírus, colocando as pessoas no centro das respostas.


As cidades subscritoras da Declaração de Paris propõem-se a, juntamente com parceiros locais, nacionais e internacionais, contribuir para a construção de sociedades inclusivas, equitativas e sustentáveis, reduzindo o estigma e atingindo a discriminação zero, através do cumprimento das metas 90-90-90. Por volta de 2020: 90% das pessoas que vive com a infeção saiba que está infetada; 90 % das pessoas que sabe que está infetada, esteja em tratamento; e 90% das pessoas que está em tratamento tenha a infeção controlada.


Apostar na prevenção da infeção, no diagnóstico precoce, e na correta e atempada referenciação das pessoas diagnosticadas, para que estas sejam adequadamente acompanhadas nos cuidados de saúde, são a prioridade.



PORQUÊ AS CIDADES (e o PORTO)?


A elevada densidade populacional, conjugada com as demais características urbanas, tais como migrações, desigualdades socioeconómicas, desemprego, entre outros fatores, acabam por resultar numa elevada e crescente proporção de pessoas que aí reside com VIH (e outras Infeções Sexualmente Transmissíveis, Tuberculose, Hepatites Víricas, entre outras).


O Município do Porto seria naturalmente visado neste importante desafio e, atendendo à sua relação de proximidade aos cidadãos, bem como às diversas instituições espalhadas pelo território concelhio, ao património humano de que dispõe e ao cariz empreendedor, que caracteriza o Porto, entendeu mais que justificado este compromisso.


Além do elevado conhecimento e interação com as diversas entidades que atuam no terreno (a maioria delas formalmente integradas no Conselho Local de Ação Social da cidade), o Município conhece bem o território, está ciente das suas assimetrias, dos nichos onde se concentram as populações de maior vulnerabilidade, pelo que se assume como a entidade com maior potencial motor (enquanto agregador, facilitador, nivelador e mobilizador de recursos) da intervenção das diversas entidades que atuam no concelho no sentido do cumprimento destes ambiciosos objetivos e sempre em estreita colaboração com as diferentes partes interessadas (onde, naturalmente se incluem as pessoas infetadas e afetadas por VIH).